segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Como surgiram as diferenças Sociais ?

As diferenças sociais existem desde que existe a vida em sociedade


Será que sempre existiram ricos e pobres? Sempre houve pessoas mandando e pessoas obedecendo? A injustiça e a opressão são constantes na história da humanidade? Depois de milhares de anos vivendo igualitariamente,muitas sociedades antigas começaram a apresentar profundas desigualdades sociais.

       1-Divisão entre o trabalho intelectual e o manual.Umas poucas famílias ficam com o direito exclusivo de dar  ordens á sociedade.


2- Crescimento da população,isolamento das famílias,o acaso (enchentes,ataques inimigos,pragas) enriquecem algumas e empobrecem outras.


3- Formação do estado para fazer obras públicas e organizar o exército.O estado cobra tributos das comunidades aldeãs.Quem controla o estado são as famílias ricas (nobres).


4- Guerra para tomar as riquezas de outros povos e escravizar os inimigos.Os generais ficam com os melhores bens e escravos.


E assim surgiam as diferenças sociais,que perduram até hoje.




Baseado nos livros do historiador Mário Furley Schmidt

Marcas do Passado: os Fósseis

Os fósseis são registros arqueológicos deixados no solo ou no subsolo.Eles são fontes imprescindíveis para desvendar acontecimentos que ocorreram em tempos distantes. 



Os fósseis são os restos petrificados de animais e plantas que existiram a milhões de anos e,logo depois de morrerem,foram cobertos por areia ou lama trazidas pela água ou pelo vento.Puro acaso da natureza.Durante milhões e milhões de anos,os restos desses antigos seres vivos ficaram soterrados e,junto com o solo em volta,sofreram transformações físicas e químicas: endureceram e tornaram-se rochas.Essas rochas que contêm os restos preservados dos seres vivos do passado são os fósseis.


A Paleontologia é a ciência que estuda os fósseis.Graças a ela é que se pode saber como evoluiu a vida desde que surgiu ma Terra,há cerca de 3 bilhões e 500 milhões de anos.


História da Cerveja


Há cerca de 10 mil anos, o homem antigo descobriu, por acaso, o processo de fermentação, no que surgiram, em pequena escala, as primeiras bebidas alcoólicas.


Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, devido a natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar.
Há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico. A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que em 2100 a.C. os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas "casas de cerveja", mantida por mulheres. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária.
A cerveja produzida naquela época era bem diferente da de hoje em dia. Era escura, forte e muitas vezes substituía a água, sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a base do produto, a cevada fermentada, era a mesma.
A expansão definitiva da cerveja se deu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la para todos os cantos onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e, em 49 a.C., depois de cruzar o Rubicão, ele deu uma grande festa a seus comandantes, na qual a principal bebida era a cerveja. A César também é atribuída a introdução de cerveja entre os britânicos, pois quando ele chegou à Britânia, esse povo apenas bebia leite e licor de mel. Através dos romanos a cerveja também chegou à Gália, hoje a França.
E foi aí que a bebida definitivamente ganhou seu nome latino pelo qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.
Na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como cozer o pão ou fiar o linho. Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para grandes senhores e para abadias e mosteiros. O monopólio da fabricação da cerveja até por volta do século XI continuou com os conventos que desempenhavam relevante papel social e cultural, acolhendo os peregrinos de outras regiões. Por isso, todo monastério dispunha de um albergue e de uma cervejaria. Os monges por serem os únicos que reproduziam os manuscritos da época, puderam conservar e aperfeiçoar a técnica de fabricação da cerveja.
Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir cerveja, o que levou os poderes de públicos a se preocupar com o hábito de se beber cerveja. As tabernas ou cervejarias eram locais onde se discutiam assuntos importantes e muitos negócios concluíam-se entre um gole e outro de cerveja. A partir do séc. XII pequenas fábricas foram surgindo nas cidades europeias e com uma técnica mais aperfeiçoada, os cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Assim a escolha da localização da fábrica era feita em função da proximidade de fontes de água muito boa.
Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), bem como o aperfeiçoamento de novas técnicas de produção, o que bebemos hoje é uma agregação de todas as descobertas que possibilitaram o 
aprimoramento deste nobre líquido.




sábado, 26 de janeiro de 2013

O Cálculo do Tempo

Quando você considera uma data qualquer,pode identificar a que século ela pertence por meio de operações matemáticas simples


Se a data que você estiver examinando terminar em dois zeros,o século corresponde ao (s) primeiro (s) algarismo (s) que está (ão) á esquerda do número analisado.Observe:



ANO 200 a.C.: o ano 200 a.C. está inserido no século II a.C.

ANO 400: o ano 400 está inserido no século IV.

ANO 1600: o ano 1600 está inserido no século XVI.

Quando o ano não termina em dois zeros,basta eliminar a unidade e a dezena que o compõem e somar 1 ao restante do número.Veja o exemplo:

ANO 450 a.C: século V a.C. (4+1=5).

ANO 324: século IV (3+1=4).

ANO 80: século I (0+1=1).

ANO 1830: século XIX (18+1=19).

ANO 1998: século XX (19+1=20).

ANO 2012: século XXI (20+1=21)

Se o fato ocorreu após o nascimento de Cristo,subtraia do ano corrente o ano em que o fato aconteceu.Veja o exemplo:

Em 2012,quantos anos se completaram desde a independência política do Brasil?

2012-1822=190

Se o fato aconteceu antes do nascimento de Cristo,somam-se as duas datas.Observe o exemplo:

Em 539 a.C.,o Segundo Império Babilônico foi conquistado pelos persas.Quantos anos se passaram desde a conquista desse império?

539+2012=2.551

Portanto,faz 2.551 anos que o Segundo Império Babilônico foi conquistado pelos persas.

Essas regras são fundamentais para o estudo e a compreensão da história,pois essa ciência precisa lidar com o tempo e o espaço.

Bruxas e o Poder Simbólico

As relações humanas, dizem os sociólogos, são pautadas por poderes simbólicos. Eles possuem grande influência na visão de mundo e na realidade das pessoas.



As bruxas sempre foram e vão ser um elo entre mito e razão ou entre ficção e realidade, pois elas se encontram no campo do imaginário popular que é disseminado pela cultura e pelos costumes de um povo e que, sobretudo, estabelecem relação e consequências nas ações do pensamento humano.
Pesquisadores ávidos por suas buscas arqueológicas encontraram em cavernas símbolos e ilustrações que demonstram a adoração humana a deusas da fertilidade ainda no período neolítico. Desde o surgimento das primeiras civilizações, o homem buscava adorar deuses que mesclavam proteção, respeito e divindade. Talvez fosse uma maneira de confortar a busca por aquilo que não se compreendia ou aquilo que não existia e que se buscava uma resposta.
Com o advento do Cristianismo e sua disseminação pelo mundo, o poder simbólico de muitas crenças, rituais ou costumes passaram a ser perseguidos e rotulados como heréticos e pecaminosos. O Cristianismo proliferou uma política em que existia uma cultura certa e uma cultura errada e, tão logo, a “verdade” deveria prevalecer sobre a “falsidade”.
As mulheres durante a Idade Média que possuíam domínio de ervas medicinais para a cura de enfermidades eram julgadas como hereges e pecadoras, pois, na concepção católica, elas tentavam enganar as leis divinas com rituais que iam contra os preceitos da Igreja Católica. Por isso, várias mulheres foram perseguidas e acusadas de feitiçaria ou bruxaria e, consequentemente, foram assassinadas pela prática de suas crendices e cultura.  
Na Idade Média, as bruxas eram acusadas de falsear o controle divino, manipulando ervas e curando doenças, pois ninguém poderia mudar o curso divino das coisas se não fosse Deus. Juntamente com essa acusação, as bruxas eram acusadas de fazerem pactos demoníacos e realizarem coisas sobrenaturais, como voar pelos ares. Foi com esse imaginário simbólico que acusações foram legitimadas e várias mulheres foram mortas em diversas cidades da Europa até a chegada do Iluminismo.


A escultura grega

A representação da figura humana foi o tema preferido dos escultores gregos ao longo de sua história.É possível perceber três fases distintas da escultura grega


No período arcaico (séculos VII e VI a.C.),nota-se a nítida influência da arte egípcia na representação humana,chamada genericamente de KOUROS,escultura destinada a celebrar o triunfo de algum atleta ou soldado morto heroicamente em combate.

KOUROS

No período clássico (séculos V e IV a.C.),a arte grega alcança seu esplendor.A escultura passa a ser mais realista,com volume,movimento e proporção.O domínio da técnica permitiu alcançar elevado grau de perfeição na reprodução das vestes e do corpo humano.

Doríforo,de Policleto

No período helenístico (séculos IV a II a.C.),acentuou-se na escultura o realismo na representação humana.Além da intenção de reproduzir na arte as formas reais,os artistas também procuravam representar sentimentos humanos,como a dor,a angústia e o medo.

Laocoonte

    

A arte brasileira

A arte começou desde nossos antepassados,entretanto,com o passar do tempo tudo foi se evoluindo e consequentemente se aprimorando


arte brasileira surge da mistura de outros estilos e se inicia desde o período da Pré História há mais de 5 mil anos, até a arte primitiva. Ela também foi influenciada pelo estilo artístico de outras sociedades.
 
Dentre elas, temos a arte da Pré-História brasileira, com vários sítios arqueológicos espalhados pelo território e tombados pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Outra a ser citada é a arte indígena, na época do descobrimento, quando no início, havia cerca de 5 milhões de índios. Atualmente, esse número foi reduzido, assim como parte de sua cultura.
Outra arte brasileira a ser citada é a do Período Colonial. O Brasil transformou-se em colônia de Portugal, depois da chegada de Cabral e eram feitas construções simples, como as feitorias, várias vilas, engenhos de açúcar como representação da arte. Após a divisão do Brasil em capitanias hereditárias, foi necessária a construção de casas para os colonizadores. 

Na invasão dos holandeses que ficaram no nordeste do Brasil por quase 25 anos, no início de 1624, se instalou uma cultura vinda dos povos holandeses. Apesar dos portugueses terem defendido o Brasil de invasores, estes ainda conseguiram instalar-se. Artistas e cientistas vieram para o Recife, trazendo a cultura holandesa. Outro estilo surgido foi o barroco,ligado ao catolicismo. A influência da Missão Artística Francesa, no início do século XIX, quando a família real veio ao Brasil foi intensa. A população começou a imitar a cultura europeia. Eram pintados retratos da família real e algumas imagens dos índios brasileiros. 

Pintura Acadêmica, também no século XIX, na arte brasileira, retrata a riqueza clássica, sendo que era refletido um padrão de beleza ideal (padrões propostos pela Academia de Belas Artes). Já no início do século XX, presenciamos o Modernismo Brasileiro, marcado inicialmente pela Semana de arte moderna  . E, antes disso, o Expressionismo já começa a chegar ao Brasil e fazer história com Lasar Segall (1891-1957) que contribui para o Modernismo. Após a Semana de Arte Moderna, vários artistas começaram a desenvolver um estilo próprio de pintura, sendo ela mais valorizada no país.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tragédia e Comédia

tragédia tem sua origem no mesmo contexto em que surgiu o teatro, quando os rituais primitivos eram o elo entre os homens e seus deuses. Esses rituais eram realizados em forma de catarse, onde todos os praticantes se envolviam no transe sem distinção de papéis. Na medida em que os rituais primitivos vão se estilizando e tornando-se litúrgicos, vai surgindo uma hierarquia, indispensável para a organização dos cultos aos deuses e em se tratando de teatro ao deus Dionísio. Esta hierarquização vai criando os papéis dos sacerdotes e celebrantes dos cultos, surgindo nesse processo pessoas centralizadoras do “culto” e as participantes do mesmo, dando início aos elementos atores e público. A tragédia surge juntamente com a comédia, no teatro grego, sendo que a primeira possuía um caráter nobre dentro das comemorações ao deus da fertilidade, capturava a essência humana e a sua relação com os sentimentos profundos de amor, ódio, medo, traição, etc., enquanto que a comédia surgiu das canções fálicas e tratava de assuntos do cotidiano, da vida comum dos homens. Nas dionisíacas, festas em homenagem ao deus Dionísio, havia concursos de tragédias, cujo prêmio para o vencedor era uma cabra. Acredita-se que a origem da palavra tragédia tenha vindo de “tragos”, que em grego significa cabra ou bode, animal que era sacrificado para o ritual dionisíaco. Há outra possibilidade sobre sua origem, que poderia ter surgido da palavra “tragoi”, que em grego significa adoradores ou seguidores de Dionísio.
O filósofo Aristóteles, em sua “Arte poética”, organiza a tragédia em diferentes elementos que tem como finalidade a purgação de emoções como a compaixão e o terror. Inicialmente apresenta o personagem (ethos) com elementos estranhos e indesejáveis, para que no decorrer da apresentação, ele venha gradativamente passando por situações catastróficas, não alcançando seus objetivos, gerando no público uma identificação e por fim o efeito de catarse. Aristóteles entende que a tragédia precisa ser um espetáculo belo, onde se reúna o canto (melopéia, composição melódica), a harmonia e o ritmo. Ele qualifica a tragédia em seis elementos constitutivos, sendo elas a fábula (ação ou enredo), o personagem (ethos, caráter), a elocução ou dicção, o pensamento (dianóia), o espetáculo em cena, e o canto (melopéia). Porém o seu modelo de estrutura da tragédia inicia com o “prólogo” e segue com os “párodos, “episódio”, “estásimo” e por fim o “êxodo”.
A evolução cênica da apresentação de uma tragédia começa quando os personagens são apresentados com seus “caracteres”, sua forma de agir e sua “dianóia”, a forma do seu pensar que irá gerar determinadas ações. Em seguida o espetáculo precisa fazer com que o público se identifique com os personagens, gerando a “harmatia”, que é a impureza e a falha de caráter do personagem, característica própria do ser humano comum. Esta harmatia é a causadora da “empatia”, que é a relação de comunicação entre o ator e o público, mas em se tratando de tragédia não pode haver calmaria, então entra em cena a “peripécia”, transformando de forma repentina o destino do personagem, fazendo-o agonizar em sua existência. Este personagem central, que costumava ser o corifeu, líder do coro, possui a estratégia da “anagnorisis”, onde discursa pelo reconhecimento da sua própria falha, aceita e confessa seu erro, buscando a sua redenção, mas o sistema trágico aristotélico não para por aí, é preciso a “catástrofe”, o desmoronar de toda a estrutura ethos, o final terrível próprio de uma tragédia. Por fim é nesta evolução que o público realiza a sua “catarse”, a purificação da harmatia apresentada no início do espetáculo trágico. Na Grécia do século V a.C. acreditava-se que ao assistir as apresentações das tragédias, saia-se do teatro purificado e transformado. Os tragediógrafos mais conhecidos do período clássico são Ésquilo, Sófocles e Eurípedes. Suas obras são apresentadas até hoje.
A sátira grega também era uma vertente da tragédia, que acontecia num tempo menor e tratava de assuntos depreciativos do ser humano, passando pela ironia e pelo cômico. Era sempre apresentada após três tragédias e uma comédia nas festas dionisíacas.
A tragédia influenciou os códigos teatrais até o período do “classicismo francês”, que após este momento o drama, e o melodrama, começa a se desenvolver. Atualmente, quando se refere ao termo tragédias clássicas, busca-se indicar àquelas realizadas nos teatros grego e romano, e as tragédias neoclássicas são as obras de períodos “recentes” que foram buscar referências nas tragédias clássicas.

A origem do homem americano

Os estudos sobre a origem do homem americano são marcados por debates acalorados entre membros da comunidade científica internacional



Pesquisas arqueológicas,biológicas e paleontológicas têm acrescentado novas informações ao que sabemos sobre o início da aventura humana na América.

Inicialmente,especulava-se que o homem americano era autóctone,ou seja,teria surgido no próprio continente,tese muito contestada porque até agora não se encontrou na América nenhum fóssil de hominídeo que não fosse de Homo sapiens.

Outra hipótese tradicional é defendida por estudiosos do sítio arqueológico de Clóvis,situado no estado norte-americano do Novo México,que afirmam ser a região a mais antiga em vestígios humanos,com 11.500 anos.Para eles,ao final da última Era do Gelo (que ocorreu entre 100 e 9.000 anos atrás) o nível da água dos mares estava tão baixo por causa da glaciação que fez emergir uma faixa de terra ligando a Sibéria ao Alasca,por onde teriam atravessado grupos humanos oriundo da Mongólia e da Sibéria (Ásia).

No entanto,desde o final da década de 90,o modelo Clóvis foi bastante questionado quando novas descobertas arqueológicas,no Sul do Chile,demonstraram que o ser humano ocupava a região havia menos de 14,5 mil anos.Tal descoberta causou grande impacto no meio científico.

Certo especialistas,como o pesquisador Walter Neves,da Universidade de São Paulo (USP),defendem que teria havido dois fluxos principais de migrações para a América,através do Estreito de Bering: o primeiro,ocorrido há aproximadamente 14,5 mil anos,era composto por indivíduos que apresentavam características parecidas com a de africanos e aborígenes australianos.O segundo,ocorrido por volta de 11 mil anos,era composto por indivíduos de origem asiática.

Outro grupo de cientistas acredita que durante a última glaciação,há cerca de 18 mil anos,o tamanho das geleiras entre a Sibéria e a América impossibilitaria a passagem pelo Estreito de Bering,o que os teria feito vir pelo Oceano Pacífico.Alguns cientistas discordam da origem asiática e sustentam que o homem americano teria origem africana e polinésia e teria chegado á América pelo Oceano Pacífico,há 15 mil anos.

A arqueóloga brasileira Niede Guidon,em estudos realizados no município de São Raimundo Nonato,no Piauí,encontrou artefatos e restos de fogueiras de mais de 33 mil anos.A pesquisadora acredita que o homem chegou á América há pelo menos 50 mil anos,vindo da África pelo Oceano Atlântico.No entanto,ainda não foram encontradas evidências fósseis de Homo sapiens com essa idade.

A teoria de Guidon acirrou os debates entre os membros da comunidade científica.É importante lembrar que as discussões sobre o tema sofrem constantes reviravoltas,já que o aparecimento de novas evidências arqueológicas associadas a estudos genéticos,acrescenta dados importantes ao que se sabe sobre a origem do homem americano.  

DE: História, das Cavernas ao Terceiro Milênio.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Resumo da história do futebol

O futebol é um dos esportes mais populares no mundo. Praticado em centenas de países, este esporte desperta tanto interesse em função de sua forma de disputa atraente


O futebol é um dos esportes mais populares no mundo. Praticado em centenas de países, este esporte desperta tanto interesse em função de sua forma de disputa atraente. Embora não se tenha muita certeza sobre os primórdios do futebol, historiadores descobriram vestígios dos jogos de bola em várias culturas antigas. Estes jogos de bola ainda não eram o futebol, pois não havia a definição de regras como há hoje, porém demonstram o interesse do homem por este tipo de esporte desde os tempos antigos.

O futebol tornou-se tão popular graças a seu jeito simples de jogar. Basta uma bola, equipes de jogadores e as traves, para que, em qualquer espaço, crianças e adultos possam se divertir com o futebol. Na rua, na escola, no clube, no campinho do bairro ou até mesmo no quintal de casa, desde cedo jovens de vários cantos do mundo começam a praticar o futebol.

História do Futebol : origens

Origens do futebol na China Antiga

Na China Antiga, por volta de 3000 a.C, os militares chineses praticavam um jogo que na verdade era um treino militar. Após as guerras, formavam equipes para chutar a cabeça dos soldados inimigos. Com o tempo, as cabeças dos inimigos foram sendo substituídas por bolas de couro revestidas com cabelo. Formavam-se duas equipes com oito jogadores e o objetivo era passar a bola de pé em pé sem deixar cair no chão, levando-a para dentro de duas estacas fincadas no campo. Estas estacas eram ligadas por um fio de cera.

Origens do futebol no Japão Antigo

No Japão Antigo, foi criado um esporte muito parecido com o futebol atual, porém se chamava Kemari. Praticado por integrantes da corte do imperador japonês, o kemari acontecia num campo de aproximadamente 200 metros quadrados. A bola era feita de fibras de bambu e entre as regras, o contato físico era proibido entre os 16 jogadores (8 para cada equipe). Historiadores do futebol encontraram relatos que confirmam o acontecimento de jogos entre equipes chinesas e japonesas na antiguidade.

Origens do futebol na Grécia e Roma

Os gregos criaram um jogo por volta do século I a.C que se chamava Episkiros. Neste jogo, soldados gregos dividiam-se em duas equipes de nove jogadores cada e jogavam num terreno de formato retangular. Na cidade grega de Esparta, os jogadores, também militares, usavam uma bola feita de bexiga de boi cheia de areia ou terra. O campo onde se realizavam as partidas, em Esparta, eram bem grandes, pois as equipes eram formadas por quinze jogadores.Quando os romanos dominaram a Grécia, entraram em contato com a cultura grega e acabaram assimilando o Episkiros, porém o jogo tomou uma conotação muito mais violenta.

O futebol na Idade Média

Há relatos de um esporte muito parecido com o futebol, embora usava-se muito a violência. O Soule ou Harpastum era praticado na Idade Média por militares que dividiam-se em duas equipes : atacantes e defensores. Era permitido usar socos, pontapés, rasteiras e outros golpes violentos. Há relatos que mostram a morte de alguns jogadores durante a partida. Cada equipe era formada por 27 jogadores, onde grupos tinham funções diferentes no time: corredores, dianteiros, sacadores e guarda-redes.

Na Itália Medieval apareceu um jogo denominado gioco del calcio. Era praticado em praças e os 27 jogadores de cada equipe deveriam levar a bola até os dois postes que ficavam nos dois cantos extremos da praça. A violência era muito comum, pois os participantes levavam para campo seus problemas causados, principalmente por questões sociais típicas da época medieval. O barulho, a desorganização e a violência eram tão grandes que o rei Eduardo II teve que decretar uma lei proibindo a prática do jogo, condenando a prisão os praticantes. Porém, o jogo não terminou, pois integrantes da nobreza criaram um nova versão dele com regras que não permitiam a violência. Nesta nova versão, cerca de doze juízes deveriam fazer cumprir as regras do jogo.


O futebol chega à Inglaterra

Pesquisadores concluíram que o gioco de calcio saiu da Itália e chegou a Inglaterra por volta do século XVII. Na Inglaterra, o jogo ganhou regras diferentes e foi organizado e sistematizado. O campo deveria medir 120 por 180 metros e nas duas pontas seriam instalados dois arcos retangulares chamados de gol. A bola era de couro e enchida com ar. Com regras claras e objetivas, o futebol começou a ser praticado por estudantes e filhos da nobreza inglesa. Aos poucos foi se popularizando. No ano de 1848, numa conferência em Cambridge, estabeleceu-se um único código de regras para o futebol. No ano de 1871 foi criada a figura do guarda-redes (goleiro) que seria o único que poderia colocar as mãos na bola e deveria ficar próximo ao gol para evitar a entrada da bola. Em 1875, foi estabelecida a regra do tempo de 90 minutos e em 1891 foi estabelecido o pênalti, para punir a falta dentro da área. Somente em 1907 foi estabelecida a regra do impedimento.

O profissionalismo no futebol foi iniciado somente em 1885 e no ano seguinte seria criada, na Inglaterra, a International Board, entidade cujo objetivo principal era estabelecer e mudar as regras do futebol quando necessário. No ano de 1897, uma equipe de futebol inglesa chamada Corinthians fez uma excursão fora da Europa, contribuindo para difundir o futebol em diversas partes do mundo. Em 1888, foi fundada a Football League com o objetivo de organizar torneios e campeonatos internacionais.

No ano de 1904, foi criada a FIFA ( Federação Internacional de Futebol Association ) que organiza até hoje o futebol em todo mundo. É a FIFA que organiza os grandes campeonatos de seleções ( Copa do Mundo ) de quatro em quatro anos. A FIFA também organiza competições entre clubes , um exemplo, é o Mundial de Clubes da Fifa, o primeiro foi em 2000 com o Corinthians do Brasil, levando a Taça, entre outros.

Futebol no Brasil

Nascido no bairro paulistano do Brás, Charles Miller viajou para Inglaterra aos nove anos de idade para estudar. Lá tomou contato com o futebol e, ao retornar ao Brasil em 1894, trouxe na bagagem a primeira bola de futebol e um conjunto de regras. Podemos considerar Charles Miller como sendo o precursor do futebol no Brasil. O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizado em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo. Os funcionários também eram de origem inglesa. Este jogo foi entre FUNCIONÁRIOS DA COMPANHIA DE GÁS X CIA. FERROVIARIA SÃO PAULO RAILWAY. O primeiro time a se formar no Brasil foi o SÃO PAULO ATHLETIC CLUB (SPAC), fundado em 13 de maio de 1888. No início, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada a participação de negros em times de futebol.

Fonte: Site da FIFA e www.campeoesdofutebol.com.br
Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva
Página adicionada em outubro/2005.
Obs: Permitida a reprodução de todo material do site desde que citado o www.campeoesdofutebol.com.br e o autor/pesquisador

A formação das cidades

A formação das cidades está ligada ao sedentarismo do ser humano. Por volta de 9.000 a.C. o fenômeno do sedentarismo já era uma realidade



A formação das cidades está ligada ao sedentarismo do ser humano. Por volta de 9.000 a.C. o fenômeno do sedentarismo já era uma realidade. Antecedeu a esse processo uma onda de seca no Oriente Médio que provocou um certo impacto na caça fazendo o homem procurar outras formas de alimentos. Os lugares mais propicios para alimento eram as proximidades de grandes rios.
Já pelo ano de 6.000 a.C. surgem inovações técnicas como o arado e as pessoas já se concentravam nos vales fluvias de rios como o Tigre, o Eufrates, o Nilo, o Indo e no rio Hucango na China. Área alagadas que deixavam lodo no terreno e impulsionaram a agricultura, o homem conheceu a propriedade.
O ano de 5.000 a.C.   é o marco inicial para o surgimento das primeiras povoações conhecidas como  cidades. A Jericó cabe o título de cidade mais antiga do mundo. Essa cidade existiu em Canaã, atual Jordânia. Além dela temos Kish, Ur e Uruk figurando entre as primeiras cidades que existiram.
Essas cidades eram rotas de comércio e importantes portos Ur, Eridu e Mohejo Daro são exemplo de cidades que se comunicam via transporte aquaviário, por rio e mar.
As cidades também  começam a se espalhar às margens e proximidades do mar Mediterrâneo, o surgimento de Roma em 2.700 a.C. atesta esse fato. O paralelo 30º latitude norte concentrava grande parte das cidades na antiguidade, no final desse periodo havia muitas cidades próximas ao paralelo 40º norte. Com a navegação marítima mais segura as cidades passaram a ocupar significativamente as margens dos mares, o que facilitava o comércio. Porém, o bloqeuio do mar Mediterrânio pela invação Saracena no século VII, dificultou o comércio e de certa forma interiorizou a localização das cidades.
O feudalismo.
Durante esse período a dinâmica econômica não possibilitou o desenvolvimento pleno das cidades. Essas apesar de existiram não tinham, pelo menos na Europa, a função e o dinamismo da antiguidade. Com o surgimento do comércio, do capitalismo e das grandes navegações as cidades começaram, outra vez, a ganhar lugar de destaque no cenário mundial.
Porém, foi o surgimento da indústria que transformou definitivamente a cidade em ponto de concentração das novas práticas (econômica, política, etc.) e começou a atrair pessoas, transformando-se em espaços de hierarquização e de comando que até hoje nota-se nas concentrações urbanas.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Os loucos anos 20

Em 1920 a maioria das pessoas pretendia esquecer os horrores da Primeira Guerra Mundial.


A década de 20 ficou conhecida como a DOS LOUCOS ANOS 20.Para quem era maior de idade e pertencia a classe média ou a burguesia,nas grandes cidades dos EUA,foram dez anos de uma grande farra.

Para começar,fazer compras virou o parque de diversões dos adultos.E o que comprar? Podia ser um fonógrafo,um disco,uma roupa,um automóvel,um rádio,um aspirador de pó.A indústria não parava de inventar novos bens de consumo.

O fonógrafo foi inventado na Alemanha (1889) e tocava discos.A partir de 1925,os fonógrafos não usavam mais aquela corneta enorme.Para amplificar os sons,a novidade eram a válvulas eletrônicas e o alto-falante.Maravilha! Com os discos,as pessoas podiam ter a orquestra dentro de casa!


A velha valsa vienense foi aposentada.O negócio era dançar freneticamente o charleston.O suingue das orquestras de jazz enlouquecia o pessoal. Clubes e boates viviam cheios de rapazes e moças excitados pelo som da bateria,dos trombones e dos trompetes.


O capitalismo transforma tudo em mercadoria,em negócio,em fonte de lucros.Assim,a diversão tornou-se uma indústria.E a grande indústria de diversão de massa foi o cinema.Nos anos 20,em Hollywood (Califórnia),atores e atrizes já eram ídolos capazes de juntar multidões nas filas dos cinemas.

O rádio chegou aos lares nos EUA e na Europa Ocidental.Você já pensou no impacto dele sobre a civilização? Na mesma hora da noite,dezenas de milhões de pessoas que jamais se viram na vida estavam escutando a mesma coisa,recebendo a mesma informação,vivendo a mesma emoção.Nunca a humanidade havia estado tão próxima,tão parecida,tão uniformizada!

É isso aí: Nos anos 20,a classe média ouvia rádio e discos,dirigia automóvel, dançava charleston nas boates,bebia um bocado,jogava nos cassinos,comprava sem parar,ia ao cinema.Como se fosse uma festa sem fim.  

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A ciência e a tecnologia do consumo

A Sociedade de consumo é influenciada e formada por informação, propaganda e publicidade, constituindo, assim, o modelo de vida moderna


A noite da cidade moderna está repleta de letreiros luminosos com lâmpadas a gás néon.Sabe quando o néon foi inventado? Na França,em 1915.O simples zíper da roupa foi uma invenção dos EUA (1893).A primeira transmissão de rádio foi feita pelo italiano Marconi em 1901.Vinte anos depois,milhões de pessoas do mundo rico já ouviam programas de rádio.



As primeiras transmissões de tevê foram feitas na Inglaterra em 1936.Mas só depois da Segunda Guerra (que terminou em 1945) é que a televisão invadiria os lares nos EUA e na Europa Ocidental.No Brasil,ela chegou em 1950.

A Química aplicada a indústria foi muito importante para a mudança dos hábitos diários da humanidade.Os primeiros tipos de plástico,ainda duros,surgiram no começo do século XX.Em 1931,foi descoberto o náilon.

O inseticida DDT foi inventado em 1939.Graças a ele,foi possível destruir mosquitos (controlando doenças como a malária e a febre amarela) e insetos devoradores de plantações.Com o tempo,percebeu-se que o DDT é prejudicial a saúde humana.De qualquer modo,estava dado o primeiro passo para a produção de pesticidas,tão úteis para acabar com doenças e aumentar o produção agrícola.

Inseticida DDT
  

A marcha guerrilheira da Coluna Prestes

A Coluna Prestes foi um movimento político, liderado por militares, contrário ao governo da República Velha e às elites agrárias. Este movimento ocorreu entre os anos de 1925 e 1927. Teve este nome, pois um dos líderes do movimento foi o capitão Luís Carlos Prestes.


Apenas dois anos depois da Revolta dos Dezoito do forte,em 1924,estouraram novas revoltas em diversas guarnições.Dessa vez,com um número mais expressivo de militares envolvidos.Mesmo assim,o governo levou a melhor.Os rebeldes então fugiram para o interior do Brasil.Naquela época,até mesmo no estado de São Paulo havia florestas virgens.Foi no meio do mato que se encontraram as forças tenentistas que fugiam de São Paulo e do Rio Grande do Sul.Formaram um pequeno exército de 1.500 homens.No comando militar,um jovem gaúcho,capitão do Exército,com ideais tenentistas: Luís Carlos Prestes.

Luís Carlos Prestes

Fugindo das forças do governo,combatendo com táticas de guerrilha,o pequeno grupo recebeu o nome de Coluna Prestes.De 1924 a 1927,eles percorreram o Brasil de sul a norte.Foram 25 mil quilômetros de caminhada e mais de cinquenta combates vitoriosos! Para que você tenha uma ideia,essa foi,até hoje,em termos de distância percorrida,simplesmente a maior marcha guerrilheira de toda a história humana!

Depois de três anos de batalhas,os bravos guerrilheiros resolveram se exilar em países como a Bolívia e o Uruguai.Prestes ficaria como símbolo da luta tenentista contra as oligarquias.Ganhou o apelido imortal de Cavaleiro da Esperança. 

Canudos

A Guerra de Canudos é tida como um dos principais conflitos que marcam o período entre a queda da monarquia e a instalação do regime republicano no Brasil


Na República Velha,aconteceram dois movimentos camponeses muito importantes:Canudos e Contestado.Ambos foram destruídos com violência pelas autoridades a mando dos latifundiários.

Canudos era uma comunidade pobre no sertão da Bahia,no fim do século XIX.Ocupava uma área de terra sem dono.As pessoas foram ocupando o lugar lentamente,construindo uma casinha ali,um galinheiro acolá,uma lojinha por perto...até que surgiu uma cidade de 30 mil habitantes.


O líder da comunidade de Canudos era o pregador religioso Antônio Conselheiro.Ele afirmava que o Messias (Deus) logo iria voltar a Terra e queimar os homens maus em fogo e enxofre.E quem eram os "homens maus"? Para aquelas pessoas,a "maldade" estava nos poderosos coronéis e nos novos governantes da República,que ignoravam o sofrimento do povo e permitiam a criação de novos impostos para os pobres pagarem.Os "bons",claro,eram aqueles que viviam na comunidade.

Canudos começou a incomodar os poderosos.Os coronéis se irritavam com os sertanejos,que pareciam viver com autonomia.A Igreja não aceitava que houvesse um homem fazendo pregação religiosa por conta própria.Os homens do governo começaram a se preocupar quando receberam notícias de que Antônio Conselheiro fazia discursos contra a República e a favor da monarquia.A mudança do regime não tinha transformado em quase nada a vida dos sertanejos.Eles continuavam abandonados pelo governo.Pior ainda: o novo regime republicano permitiu a criação de novos impostos.Dá para entender as críticas de Antônio Conselheiro a República.É claro que Canudos não era um movimento de luta pelo retorno a monarquia.Mas foi dessa maneira que as autoridades da capital interpretaram o movimento.É bom lembrarmos que a República não tinha completado ainda dez anos de existência,e muitos republicanos temiam a queda do regime.O preço desse medo iria ser pago pelos homens e pelas mulheres do distante sertão da Bahia.

O pior veio a seguir.Em nome da defesa da República contra "os fanáticos manipulados pelos monarquistas",o presidente (Prudente de Morais) enviou expedições militares contra Canudos.Os camponeses se defenderam com astúcia,utilizando táticas de guerrilha.Derrotaram três expedições militares seguidas! Mas na quarta expedição chegaram milhares de soldados do exército comandados por dois generais.Os camponeses nada puderam fazer contra uma força militar gigantesca que contava até com canhões Krupp,importados da Alemanha.Depois de três meses de combate,Canudos foi derrotada.Todos os bravos defensores tinham caído em combate.Os latifundiários podiam dormir em paz... 

domingo, 20 de janeiro de 2013

A Revolta da Vacina (1904)

"Os pobres que se danem! Eles não podem impedir o progresso da cidade!" Com esse tipo de pensamento,o prefeito Pereira Passos iniciou as reformas urbanas do Rio de Janeiro no começo do século XX.A mentalidade positivista valorizava a modernidade.E o modelo da modernidade era Paris.Portanto,a capital do Brasil seria moderna quando ficasse parecida com a capital francesa.



O prefeito Pereira Passos ordenou a abertura de largas avenidas no centro da cidade.Só que,para alargar as ruas,era preciso derrubar as casas.O problema é que essas casas eram habitadas por pessoas pobres.Mas o governo não se preocupou e manteve a demolição.A opção dos moradores,então,foi subir os morros,onde havia barracos desde a abolição da escravatura .


Em seguida,Pereira Passos encomendou ao médico Oswaldo Cruz um plano de saneamento.Para acabar com doenças como a febre amarela,a varíola e a peste bubônica.A ideia era boa,mas o governo quis fazer tudo autoritariamente,sem esclarecer a população.Resolveu que todos deveriam se vacinar contra a varíola.Naquela época,vacina era uma novidade para muita gente,e as pessoas tiveram medo.O que fez o governo? Em vez de esclarecer a população,estabeleceu a VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA .Com polícia e tudo.Agulha e revólver unidos contra o povo.


No dia marcado para o início da vacinação,a multidão foi para a rua,derrubou os bondes,arrancou os trilhos,montou barricadas e etc.O quebra-quebra se espalhou por vários bairros pobres da cidade.As tropas da polícia tiveram de ser reforçadas.Depois de muitos combates,houve mortes e centenas de prisões.Um dos capturados,famoso capoeirista,disse a um jornal: "Essas coisas são boas para o governo saber que a negada não é carneiro,não".

Charge de J. Carlos na revista Careta (RJ), 11/1/1908











A história e a Moda

O estudo da moda pode ser um ótimo recurso para percebermos as mudanças históricas



O vestido acima foi criado um pouco antes da Primeira Guerra Mundial.Veja o peso,o chapéu enorme e o penteado: tudo a ver ainda com o século XIX,não?
Ao longo do século XIX, a industrialização na produção de roupas e tecidos espalhou-se para outros cantos do mundo. A indústria têxtil ficou firmemente estabelecida nos Estados Unidos, França, Alemanha e no Japão. 



O vestido acima tornou-se moda durante a Primeira Guerra.Repare na leveza,o cabelo simples,sem chapéu,o pescoço e os braços nus.

Com a Primeira Guerra Mundial, as sufragistas, as epidemias, o desastre do Titanic e a popularização do cinema mudo, o mundo se transformou, gerando reflexos na moda.



 Sobretudo as influências da Grande Guerra convencem que a moda está diretamente ligada às modificações que atingem a sociedade em seus vários aspectos, pois a vida social ficou limitada, os espetáculos praticamente desapareceram, as mulheres de classe alta foram convocadas para ajudar em enfermarias, orfanatos e outros setores, e, as de classe mais baixa foram exercer ofícios masculinos em fábricas.O mundo moderno do século XX exigia coisas práticas como esse tipo de roupa.





As Cinco Maiores Religiões

Religião é um conjunto de crenças e filosofias que são seguidas, formando diferentes pensamentos. Cada religião tem suas diferenças quanto a alguns aspectos, porém a grande maioria se assemelha em acreditar em algo ou alguém do plano superior e na vida após a morte. Entre a grande quantidade de religiões existentes hoje no mundo, existem aquelas que se sobressaem e conseguem conquistar um grande número de fiéis



CRISTIANISMO:É a maior religião do mundo, com cerca de 2.106.962.000 de seguidores. É monoteísta e se baseia na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré.


ISLAMISMO:Possui aproximadamente 1.283.424.000 fiéis, é a segunda religião mais praticada no mundo. Além disso, é também um sistema que monitora a política, a economia e a vida social.


HINDUÍSMO:Com cerca de 851.291.000 fiéis, é a terceira maior religião e a mais velha do mundo. A religião se baseia em textos como os Vedas, os Puranas, o Mahabharata e o Ramayama.


RELIGIÕES CHINESAS:Possui aproximadamente 402.065.000 de seguidores que se baseiam em diversas crenças.


BUDISMO:Com aproximadamente 375.440.000 fiéis, ocupa o quinto lugar. É uma religião e uma filosofia que se espelham na vida de Buda. Este não deixou nada escrito, porém seus discípulos escreveram acerca de suas realizações e ensinamentos para que seus posteriores fiéis pudessem conhecê-lo.





sábado, 19 de janeiro de 2013

Horror na Armênia (1915)




Primeiro povo a adotar o cristianismo como religião oficial (no ano 301),os armênios têm uma longa história de luta pela conquista de seu próprio Estado nacional.No começo do século XX,grande parte da população da Armênia vivia na Turquia.

Em 1915,em plena Guerra Mundial,o governo turco ordenou o massacre dos armênios.Morreram mais de 1 milhão de pessoas,sob o olhar indiferente do resto do mundo.


Décadas mais tarde,o ditador nazista Adolf Hitler ordenou massacres semelhantes contra outros povos.Cinicamente,Hitler perguntou:"Alguém ainda se lembra do massacre dos armênios?"


Reflexão Crítica

           


Muitos filmes do cinema e da tevê tratam como heróis soldados que passam o tempo inteiro matando e destruindo.Nós assistimos a esses filmes desde crianças.Será que eles,sem que percebamos,nos acostuma a guerra? Será que eles nos "ensinam" a aceitar a guerra e a violência,e até nos levam a gostar delas?

Em muitos filmes,o "herói" é o que demonstra mais capacidade de eliminar vidas humanas.Que tipo de "herói" é esse? Assistir a filmes assim pode prejudicar o espectador?

"IMPERIALISMO É HOJE UM TERMO DESMORALIZADO,SENDO-LHE ATRIBUÍDO SEMPRE UM SENTIDO PEJORATIVO" (Azevedo,Antonio Carlos do Amaral.Dicionário de nomes,termos e conceitos históricos)

Ao certo e ao incerto,o homem,por sua atual falta de sociabilidade com o próximo,sempre estará propício e pronto para a GUERRA.

Morto há cem anos, autor de "O Cortiço" ainda instiga

Quando você leu Aluísio Azevedo pela última vez?



Se já saiu da escola há alguns anos, é bem provável que nunca mais tenha passado os olhos por qualquer texto do autor de "O Cortiço" --ou mesmo que o confunda com outros Azevedos ilustres da literatura brasileira do século 19: Artur (de quem era irmão) e Álvares.
Não se trata de um azar específico de Aluísio (1857-1913), cuja morte completa cem anos nesta segunda, dia 21.


Quase todos os autores brasileiros do século 19 --Machado de Assis é a maior exceção-- são mais próximos do universo escolar e acadêmico, lidos mais por pesquisadores e estudantes. São o que se costuma chamar de "autores de vestibular".
"Machado é o maior, mas um galo sozinho não tece uma manhã. Não há motivo para um brasileiro não ler Aluísio Azevedo", diz Luiz Dagobert de Aguirra Roncari, professor de literatura brasileira da USP.
Houve um tempo, contudo, em que Aluísio ofuscou até mesmo Machado (1839-1908). Em 1881, ambos publicaram obras fundamentais. Machado lançou "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e Azevedo, "O Mulato".
Enquanto as inovações do primeiro tiveram repercussão discreta na época, o segundo, de linguagem crua, mais explícito em seu retrato do preconceito, da corrupção do clero e do desejo sexual, gerou escândalo e sucesso.
Nos anos seguintes, produziu outros livros importantes, como "Casa de Pensão" (1884) e "O Cortiço" (1890), este último sua obra-prima, conhecido, mesmo que de orelhada, por quase todo mudo que já passou pela escola.
Com esses três livros, Aluísio firmou-se como o principal expoente nacional do naturalismo, escola literária fortemente influenciada por teorias científicas, como o evolucionismo, que procura retratar fielmente a realidade.
Por suas qualidades, e também pelas controvérsias que desperta, sua obra, longe de engessada, segue bastante viva.
"'O Cortiço' é excepcional. Tem grande consistência estética e inaugurou um novo tipo de romance urbano no Brasil", afirma Paulo Franchetti, professor da Unicamp.

ALEGORIAS

O principal romance de Aluísio retrata a vida de trabalhadores miseráveis que coabitam um cortiço no Rio do fim do século 19. No centro da trama está o comerciante português João Romão, que não mede esforços para enriquecer.


Em "De Cortiço a Cortiço", famoso ensaio que dedicou ao livro, Antonio Candido argumenta que Aluísio, mesmo tendo se inspirado na obra do francês Émile Zola, deu cor local à trama, criando uma alegoria do Brasil, do conflito entre as classes e do nosso capitalismo primitivo do final do século 19.
O ensaio destaca o pioneirismo do romance ao retratar a menstruação e o lesbianismo.
Mas Candido também aponta alguns problemas e chavões, de certa forma característicos do naturalismo. O clima e a mestiçagem são encarados como causa da miséria e desgraça dos personagens.
"Aluísio teve o mérito de colocar a miséria em cena, mas alguns aspectos ficaram datados. Com essa visão sobre o clima e a raça, as contradições sociais ficaram diluídas", avalia Cilaine Alves Cunha, professora de literatura da USP.
"É um livro complexo. Tem aspectos conservadores, mas, por outro lado, tanta densidade", afirma Franchetti.
"A epígrafe, por exemplo, cita uma fábula sobre são Francisco. Mas como isso se articula ao resto do livro? Ainda hoje é difícil de entender."

FOLHA DE SÃO PAULO: MARCO RODRIGO ALMEIDA