domingo, 20 de janeiro de 2013

A Revolta da Vacina (1904)

"Os pobres que se danem! Eles não podem impedir o progresso da cidade!" Com esse tipo de pensamento,o prefeito Pereira Passos iniciou as reformas urbanas do Rio de Janeiro no começo do século XX.A mentalidade positivista valorizava a modernidade.E o modelo da modernidade era Paris.Portanto,a capital do Brasil seria moderna quando ficasse parecida com a capital francesa.



O prefeito Pereira Passos ordenou a abertura de largas avenidas no centro da cidade.Só que,para alargar as ruas,era preciso derrubar as casas.O problema é que essas casas eram habitadas por pessoas pobres.Mas o governo não se preocupou e manteve a demolição.A opção dos moradores,então,foi subir os morros,onde havia barracos desde a abolição da escravatura .


Em seguida,Pereira Passos encomendou ao médico Oswaldo Cruz um plano de saneamento.Para acabar com doenças como a febre amarela,a varíola e a peste bubônica.A ideia era boa,mas o governo quis fazer tudo autoritariamente,sem esclarecer a população.Resolveu que todos deveriam se vacinar contra a varíola.Naquela época,vacina era uma novidade para muita gente,e as pessoas tiveram medo.O que fez o governo? Em vez de esclarecer a população,estabeleceu a VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA .Com polícia e tudo.Agulha e revólver unidos contra o povo.


No dia marcado para o início da vacinação,a multidão foi para a rua,derrubou os bondes,arrancou os trilhos,montou barricadas e etc.O quebra-quebra se espalhou por vários bairros pobres da cidade.As tropas da polícia tiveram de ser reforçadas.Depois de muitos combates,houve mortes e centenas de prisões.Um dos capturados,famoso capoeirista,disse a um jornal: "Essas coisas são boas para o governo saber que a negada não é carneiro,não".

Charge de J. Carlos na revista Careta (RJ), 11/1/1908











Nenhum comentário:

Postar um comentário