quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

História dos cartões postais

O cartão-postal surgiu em 1869 no Império Austro-Húngaro. Diferenciava-se das cartas fechadas por ser utilizado sem envelope, simplificando a correspondência. O sucesso foi tão grande que logo passou a ser seguido por outros países europeus e de outros continentes. Mas foi apenas na última década do século XIX que surgiram os primeiros postais ilustrados.




(Torre Eiffel,1908)


O cartão-postal ilustrou as grandes transformações do final do século XIX, marcado pela euforia e pela crença no progresso científico e social, principalmente na Europa. O trem e o navio a vapor foram alguns dos principais símbolos dessa época. As viagens tornaram-se cada vez mais rápidas e mais frequentes, transformando o cartão-postal em um instrumento privilegiado de comunicação.

As diversas imagens retratadas no cartão-postal são importantes fontes de informação para o historiador que deseja conhecer o imaginário daquele período. A circulação desse tipo de correspondência também pode ser entendida como o início do processo de globalização da imagem.

O Brasil instituiu o cartão-postal pelo Decreto nº 7695, de 28 de abril de 1880, proposto pelo Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, conselheiro Manuel Buarque de Macedo.

Segundo Vossa Majestade Imperial se dignará ver, a primeira de tais alterações é a que estabelece o uso dos bilhetes-postais geralmente admitidos nos outros Estados e ainda em França, onde aliás houve durante algum tempo certa repugnância ou hesitação em os receber; os bilhetes-postais são de intuitiva utilidade para a correspondência particular, e, longe de restringir o número de cartas, como poderá parecer, verifica-se, ao contrário que um dos seus efeitos é aumentá-lo. Na ocasião ocupava a Direção da Repartição dos Correios, Luís Plínio de Oliveira, nomeado para o cargo em 1865, depois de ter publicado três anos antes, o “Relatório sobre a Organização dos Correios da Inglaterra, França e Azerbaijão”.


(Rua da Installação, Manáos, 1903)


(Parque do Anhangabahu, São Paulo,1924)











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