quarta-feira, 6 de março de 2013

A Revolução Mexicana

A Revolução iniciada em 1910 foi um grande movimento popular, anti-latifundiário e anti-imperialista, que foi responsável por importantes transformações no México, apesar da supremacia da burguesia sobre as instituições do Estado.


O período de 1876 a 1911 caracterizou-se pela ditadura de Porfírio Diaz, responsável pelo desenvolvimento do capitalismo mexicano, apoiado no ingresso de capitais e empresas estrangeiras e em uma política anti popular. O governo de Diaz foi dominado por uma burocracia positivista - os científicos - responsáveis pelo desenvolvimento do capitalismo associado e pela política repressiva às camadas populares. Apoiou-se ainda no exército, que possuía a função de polícia do Estado e na Igreja Católica, que apesar de estar proibida de possuir propriedades que não se destinassem ao culto, possuía grande liberdade de ação.
A principal base de apoio da ditadura foi a camada latifundiária; estes os grandes beneficiários da política do governo, que eliminou o ejido ( terras comunitárias de origem indígena ) possibilitando maior concentração fundiária e a formação de grande contingente de camponeses superexplorados.
O último pilar de sustentação do governo foi o capital estrangeiro, que durante a ditadura passou a controlar a exploração mineral, petrolífera, as estradas de ferro, bancos, produção e distribuição de energia elétrica, grande parte das indústrias e do grande comércio.




Revolução Mexicana em 1910 – Processo

Porfírio Diaz convocou eleições, mas tendo Francisco Madero (apoiado pelas elites liberais) como oposição, manda prendê-lo até o final das eleições.
Após ser liberto, foi ao Texas onde começou a articular a Revolução, apoiado pelos camponeses. Além disso ganhou apoio do Norte cujos movimentos eram liderados por Pancho Vila, e do Sul liderados por Zapata.
Os  Ideais e objetivos eram Reforma Agrária, devolução de terras aos indígenas e camponeses, Nacionalização das Multinacionais norte americanas, reformas eleitorais, entre outros.
Diaz acaba por renunciar e Madero é aclamado presidente, porém não consegue por em prática as reformas prometidas. Zapata rompe com Madero e lança o Plano Ayala (Reforma Agrária, e etc).
Em 1913, Madero é morto num golpe de Estado e o General Huerta assume o poder com o apoio norte-americano. Em 1914, Huerta é deposto por Carranza (novo líder popular). O poder é dividido por pouco tempo entre Zapata e Pancho, que colocaram em prática muitas mudanças sociais como limites para propriedades, criou escolas técnicas…
(Pancho Villa e Emiliano Zapata)

Mas Carranza, em 1916, define-se como governante moderado e constitucionalista, criando a Constituição (em 1917). Esta mostrava um visível retrocesso das conquistas, marcando uma vitória das elites, embora tenha estabelecido a posse de terra para o Estado, igualdade jurídica e religiosa para os cidadãos, criou leis sociais e trabalhistas.
Anos depois Zapata e Pancho Vila foram assassinados. E em 1934, Lázaro Cárdenas, eleito presidente, nacionalizou vários hectares de terra para camponeses, fundou o Banco de Crédito Nacional, as greves pararam de ser reprimidas, e várias leis ampliando os direitos sociais foram aprovadas. Isso fez com que o movimento popular se atrelasse ao Estado, neutralizando-o.

Consequências da Revolução Mexicana

* Enfraquecimento do Caudilhismo;
* Criação de um novo Sistema Político, o Populismo;
* Os meios de comunicação controlam as massas;
* Nacionalização de Companhias Americanas de Petróleo e Criação da PEMEX (mexicana)


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