quinta-feira, 30 de maio de 2013

Vida



 A vida é um conceito que escapa entre os dedos da mão.

 No início ela nos parece maravilhosa.


 E com o passar do tempo...


 Percebemos que nem tudo é um mar de rosas.


 Mas alguém chegou a dizer que seria perfeita?


 Infância alegre.


 Adolescência conturbada.


 Maioridade autônoma.


 Velhice assombrosa.


 No final percebemos que a vida não passa de um grande caldeirão  de momentos.


 Caldeirão esse que instiga a nossa imaginação.


 Mesmo que seja a de um ancião.



Autor: Fábio Augusto

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Homem de Neandertal

Há cerca de 200 mil anos,o Homo neanderthalensis,o homem de Neandertal,ocupou a Europa,a Ásia Central e o nordeste da África.Trata-se do hominídeo mais estudado.Os arqueólogos já encontraram centenas de esqueletos de neandertalenses.



A análise desses vestígios mostra que eles possuíam uma grande caixa craniana,maior que a do Homo sapiens,além de músculos fortes e resistentes.Eram caçadores,fabricavam instrumentos de pedra e foram os primeiros hominídeos a enterrar os seus mortos.

(Ferramentas)

O Homo sapiens,o homem moderno,foi contemporâneo dos homens de Neandertal.Os dois grupos ocuparam,em alguns casos,as mesmas regiões.Até pouco tempo atrás,muitos estudiosos acreditavam na ocorrência de cruzamentos entre indivíduos das duas espécies.Atualmente,porém,por causa principalmente das pesquisas genéticas,a maioria dos pesquisadores considera que não houve contato sexual entre H.sapiens e H.neanderthalensis.O homem de Neandertal não é ancestral dos seres humanos atuais.É uma linhagem que se extinguiu.

O desaparecimento do homem de Neandertal ocorreu há cerca de 30 mil anos e provavelmente se deveu a competição com o Homo sapiens.Ambas as espécies competiam por território e recursos naturais.O Homo sapiens saiu vencedor.

O Desaparecimento do Homem de Neandertal 


Várias são as hipóteses acerca do desaparecimento dos neandertalenses.Eles ocuparam a Europa e o Oriente Médio durante 120.000 anos e resistiram a grandes períodos de frio intenso,as glaciações.No entanto,entre 35.000 e 25.000 anos atrás,o homem de Neandertal foi rareando até extinguir-se.


O que há de novo nesse período,além da estabilidade climática,é o aparecimento do Homo sapiens.Por muitos anos,acreditou-se que os neandertalenses eram muito inferiores intelectual e culturalmente ao H.sapiens,de modo que simplesmente não teriam sobrevivido a presença desses.



Contra essa visão,pesquisas recentes revelam que eles não eram tão grosseiros,pois fabricavam utensílios e ferramentas,e enterravam seus mortos com rituais de origem mágica ou religiosa.Então,como e por que desapareceram?



Várias hipóteses,que passaram pelo genocídio,por epidemias e até pela fusão entre espécies,foram derrubadas uma a uma por técnicas avançadas de pesquisa.



Atualmente,os cientistas concordam que não há uma causa única para a extinção dos neandertalenses,mas sim uma conjunção de fatores.



Um desses fatores seria a concorrência com os H.sapiens por recursos naturais limitados: caça,sementes e frutos,que nem sempre permitiam o sustento de muitos grupos humanos.



Outra possibilidade é a questão demográfica - os neandertalenses apresentavam baixos índices de natalidade e alta mortalidade,sobretudo por se arriscarem em caçadas a animais de grande porte,como os mamutes.No entanto,a resposta continua sendo buscada até hoje.




terça-feira, 28 de maio de 2013

Uma Colônia Perdida no Paraguai

Ao pesquisar assuntos relacionados a misturas culturais,eis que me deparo com esse pequeno documentário feito pela The New York Times.Nueva Germânia foi fundada por imigrantes alemães para começar um "império",uma colônia ariana em fins do século XIX.Essa ideia de império fracassou,mas resquícios da cultura alemã permanecem,até mesmo a ideia de superioridade sobre os outros povos ainda resiste.




domingo, 26 de maio de 2013

História,uma Investigação do Passado - Parte 2

As Fontes da História


O historiador,em busca da explicação para o passado,usa diversos tipos de fonte.Durante muito tempo a pesquisa histórica deu privilegio as fontes escritas,como cartas,documentos oficiais,jornais e revistas.Até porque os estudiosos defendiam que os povos sem escrita não possuiam história,que a história era privilégio dos povos que descreviam seus pensamentos e atos.

(manuscritos)

Atualmente entende-se que todos os seres humanos possuem história.Essa nova atitude valorizou outros tipos de fontes.Hoje,todo tipo de registro de atos e pensamentos das pessoas podem ser utilizados como fonte pelo historiador.

É o caso das fontes iconográficas,que são imagens como fotografias,gravuras,estátuas e pinturas.Ou de objetos de todos os tamanhos e formas,como roupas e móveis,brinquedos,máquinas,edifícios e até mesmo o lixo.

(escriba sentado,séculos XXVII-XXVI a.C.)

As fontes podem ser classificadas em quatro tipos.

Fontes Escritas


As fontes escritas são as mais tradicionais fontes de estudo da História.Desde documentos como passaportes,cartas,registros de nascimentos,casamentos e mortes e jornais e livros,as fontes escritas fornecem valiosas informações para o historiador.


Atualmente,com o interesse dos historiadores por aspectos do cotidiano,do dia a dia das pessoas,novos tipos de fontes escritas têm sido valorizadas,como receitas culinárias e diários.



(cartas são ótimas fontes escritas)

Fontes Materiais


Fontes materiais são os vestígios materiais deixados por inúmeras atividade materiais.


Os instrumentos de trabalho,utensílios domésticos,vestuário,moradias,monumentos,meios de transporte,moedas e qualquer material produzido pelas pessoas são consideradas fontes materiais.



O estudo das fontes materiais é fundamental para o conhecimento da história das sociedades sem escrita.



(pinturas rupestres)

Fontes Iconográficas


As fontes iconográficas revelam muito da sociedade que as produziram.Algumas pessoas podem pensar que a análise das imagens serve apenas para conhecer a arte,a forma como as pessoas do passado se expressavam,por meio de desenhos,pinturas,esculturas ou,mais recentemente,pela fotografia.


A análise iconográfica vai,porém,muito além disso.As imagens podem fornecer informações sobre a sociedade que as criou,tanto quanto um documento escrito.



Antes de tudo,uma imagem é também uma fonte material.O estudo da técnica utilizada e dos materiais empregados em sua elaboração permite ao historiador conhecer desde o tipo de tecnologia existente até a organização do trabalho em determinada época.



Mas uma imagem não é apenas uma fonte material.Ela é uma representação,em traços e cores,das ideias,das crenças e dos valores de uma sociedade.Cabe ao historiador analisar essa representação para tentar entender o que determinada sociedade pensava e sentia,e em que acreditava.


(A América,de Jodocus Hondius)

Fontes Orais


As fontes orais,ou imateriais,podem ser usadas pelo historiador por dois motivos.


Primeiramente,porque muito do passado fica registrado na memória dos grupos sociais.Por exemplo: em algumas sociedades,há cantos,orações e lendas que os mais velhos ensinaram aos mais novos,geração após geração,por séculos.O mesmo se pode dizer de receitas culinárias ou brincadeiras de criança.Tudo isso pode servir de fonte ao historiador para entender o passado distante.



Mas a fonte oral pode ser usada também como fonte da história mais recente.O historiador não estuda apenas o que ocorreu há séculos.Ele também pode analisar o passado mais recente.Por exemplo: no Brasil,há historiadores que estudam a ditadura militar imposta ao país entre 1964-1985.Ora,muitas pessoas que viveram sob a ditadura ainda estão vivas no início do século XXI.Além de analisar as fontes escritas,materiais e iconográficas,o historiador tem a possibilidade de entrevistar as pessoas que viveram esse evento histórico.


(O decorrer de uma entrevista com o uso de um gravador.)



"A única história que vale alguma coisa é a história que fazemos hoje" - Henry Ford


FONTE: Partes 1 e 2 adaptadas do livro - História, das cavernas ao terceiro milênio.









História,uma Investigação do Passado - Parte 1

Os historiadores são os profissionais que,por meio de pesquisas,constroem interpretações sobre o passado humano.Dizemos que eles estão produzindo historiografia,tendo em vista que o conhecimento produzido é uma interpretação realizada a partir de uma metodologia científica - Informações das duas partes retiradas dos livros Conexões com a História e História: das cavernas ao terceiro milênio.


(Clio,a musa da História)

O Trabalho do Historiador


O trabalho do historiador,se assemelha ao de um investigador de polícia.A função do detetive é a de esclarecer um crime já ocorrido.A função do historiador é entender o que ocorreu nas sociedades do passado.Tanto o investigador quanto o historiador seguem pistas e evidências.Da mesma forma que um criminoso deixa sinais,pistas,"provas"de seu crime,os homens e mulheres que viveram no passado deixaram registros de seus atos e pensamentos.São as fontes ou documentos.Cabe ao historiador procurar as fontes adequadas para se aproximar do passado.

Diferentes Formas de Pensar


Contudo,o trabalho de um historiador vai muito além da tarefa do detetive.As pessoas que viveram no passado não apenas faziam coisas muito diferentes das que fazemos atualmente.Elas pensavam de maneira diferente da nossa.


É como se o historiador tivesse de investigar algo que aconteceu em um país muito distante,de hábitos e cultura muito diferentes dos dele.



Por exemplo: uma estátua grega,que na atualidade é vista por nós apenas como uma obra de arte,para um grego antigo poderia ser um objeto religioso de grande importância e poder.



Peças antigas de porcelana,que atualmente são consideradas valiosas e ficam bem guardadas em museus,na época em que eram usadas talvez não tivessem tanto valor,servindo no dia a dia para refeições comuns.O historiador deve analisar as fontes,portanto,com base nos valores da época em que elas foram produzidas.




A História de Todos


Durante muito tempo,os estudiosos da História acreditaram que apenas os atos dos grandes governantes e líderes podiam mudar o rumo dos acontecimentos.Os estudos sobre o passado concentravam-se nos atos dos reis,imperadores,generais,nobres,comandantes de expedições,de revoltas e revoluções.Os temas estudados eram,em geral,a política e a guerra.


Atualmente,a maioria dos historiadores não pensa mais dessa forma.



Ao longo do século XX,os historiadores marxistas e de outras correntes historiográficas passaram a demonstrar que a economia é muito importante para entendermos as sociedades de todos os tempos.




Eles ressaltam a importância de estudar elementos antes desprezados,como identificar quem trabalha,de que  maneira trabalha,quem lucra com o trabalho,como se dá um valor as mercadorias,como a riqueza circula,etc.Com o estudo desses elementos,é possível entender melhor diversos aspectos como a arte,a religião,etc.

Nessa linha de análise destacam-se os trabalhos de historiadores marxistas,que consideram a luta de classes um elemento vital para a compreensão das mudanças históricas.

Novas Interpretações


Ao longo do século XX,novas abordagens  foram propostas por historiadores ligados a Escola dos Annales.Entre elas a concepção de que o tempo histórico tem ritmos diferentes.Além da breve duração (o acontecimento),haveria a média duração (conjuntura) e a longa duração (a estrutura).Com isso aprofundou-se a reflexão sobre rupturas e permanências históricas.


Dessas novas abordagens consolidou-se um ramo de pesquisa denominado História das Mentalidades,que busca compreender a influência exercida pela cultura e pela mentalidade das pessoas em suas ações individuais e coletivas.



A análise da mentalidade leva o historiador a buscar informações em novas fontes e tratar de novos temas,como a infância,os esportes,a higiene,a sexualidade,as festas,etc.



(escola no início do século XX)

A História ao alcance de todos


Mais recentemente,destacam-se novas abordagens propondo o estudo da cultura como o conjunto de atos e significados das ações humanas.Essa postura procura,de forma geral,unir o estudo da economia e dos valores culturais,do marxismo e das mentalidades,enfatizando,porém,o papel dos indivíduos como sujeitos de sua própria história.


Segundo essas novas formas de abordagem,as pessoas possuem liberdade para interpretar o que é determinado pela classe a que pertencem e pela mentalidade de seu tempo.A história passa a ser a união das história de todas as pessoas.Uma história de todos para todos.




  








sexta-feira, 24 de maio de 2013

As Origens dos Nomes dos Estados do Brasil

No antigo italiano,Verzino (nascida do árabe wars,espécie de planta usada para tingir em vermelho),designava as lascas de pau-brasil transportadas pelos genoveses,das quais se extraía a tinta encarnada para colorir lãs,algodões e sedas,ou para escrever.Está é uma das hipóteses para "Brasil".


Os Estados do Brasil




Acre: O nome origina-se de "aqri" e "acri",formas pelas quais os exploradores da região,no século XIX,transcreveram a palavra uwakaru ("rio verde"),do dialeto dos índios Ipurinã,que designava o rio de águas barrentas e piscosas que atualmente marca a fronteira entre o Brasil,Bolívia e Peru.


Alagoas: Contam-se mais de 30 lagoas na região,motivo pelo qual é conhecida como o "paraíso das águas".Do latim lacus,reservatório de água (cisterna,tina,bacia etc).Lagoa é uma "lacuna" (um buraco) na terra,cheia de água.Houve a prótese da sílaba "a",sem alterar o significado.



Amapá: Há pelo o menos duas hipóteses para a origem do nome do estado do Amapá.Uma delas é amapa,palavra do tupi que indica "lugar da cuva" - paba ("lugar") + amana ("chuva").A outra possibilidade é que se tratasse do nome de uma árvore da região,de cuja casca se pode extrair um látex medicinal para tratar a asma e outras afecções pulmonares,bem como para cicatrizar feridas.


Amazonas: Diz a lenda que o explorador espanhol Francisco de Orellana (1490-1550),em meados do século XVI,encontrou uma tribo de mulheres na confluência do grande rio Amazonas com o rio Madeira,e as comparou com as amazonas da mitologia grega.Segundo a etimologia popular,a palavra grega amazón deriva de a ("sem") + mazós (seio).Imaginava-se que essas guerreiras amputavam o seio direito para manejar melhor o arco e flecha.O nome foi transmitido ao grande rio e deste,ao estado.


Bahia: "Baía" é um trecho de litoral (maior do que a enseada e menor do que o golfo) em que se pode aportar com segurança.O nome "Baía de Todos os Santos" foi criado pelo cartógrafo Américo Vespúcio (1454-1512),em 1501,na festa católica do dia 1* de novembro,quando chegou ao local na caravela comandada por Gaspar de Lemos.Especula-se que "baía" provenha do latim tardio batare,isto é,"abrir".Do antigo francês baie ("abertura") proveio de forma ibérica baya (século XV),que levou a "bahia".


Ceará: No século XVI foi criada a capitania do Siará.O rio Siará emprestou seu nome ao estado.Uma das explicações para a palavra é que proveio do tupi siará,"onde canta a jandaia",pássaro da mesma família dos papagaios.Em Iracema,José de Alencar (1829-1877) escreve que esta ave cantava ali,com voz plangente: "E foi assim que um dia veio a chamar-se Ceará o rio onde crescia o coqueiro,e os campos onde serpeja o rio".


Espírito Santo: A capitania do Espírito Santo foi doada ao fidalgo português Vasco Fernandes Coutinho (1490-1561),que chegou a região no domingo de Pentecostes do ano de 1535."Espírito" vem do latim spiritus,"sopro de vento",que recebeu a conotação metafísica de "sopro vital","alma".


Goiás: A origem para este nome,ao que tudo indica,vincula-se a denominação da nação tupi goiaiase,que ocupava a região no final do século XVI.Os índios goiás eram os "amigáveis".O termo gwa ya queria dizer "indivíduo igual",e,portanto,amistoso.


Maranhão: Uma origem falsa,embora inventiva,é a frase "mar non",atribuída a exploradores espanhóis ao constatarem que o rio encontrado naquele lugar,embora de grandes dimensões, "não era mar".Possibilidade mais verossímil,que de certo modo inspirou a solução anterior: o rio Maranhão,que passou a nomear o estado,era chamado pelos indígenas de mara-rana,"semelhante ao mar".


Matos Grossos: O povoamento colonial da região só começou no século XVII.No século seguinte,bandeirantes paulistas que percorriam a região em busca de índios e ouro,dirigindo-se para oeste,encontraram 40 quilômetros de mato alto e espesso,quase impenetrável.O emaranhado da vegetação impressionava,e por isso o apelido "mato grosso",que se tornou o nome da capitania e depois do estado,desmembrado em dois em 1977.


Minas Gerais: Em oposição as minas particulares,localizadas na região dos rios das Velhas,das Mortes e dos Caetés,as "minas gerais" seriam aquelas encontradas em lugares longínquos e diversos (Sabarabuçu,Itambé,Itabira,Ouro Preto,Ouro Branco etc),daí o nome do estado.


Pará: Para,em tupi,significa "rio caudaloso",e era como os índios denominavam o braço direito do rio Amazonas.No início do século XVII,os portugueses que fundaram o forte do Presépio,origem da cidade de Belém,batizaram a capitania de Feliz Lusitânia.O nome não vingou.Foi substituído pelo de "Grão-Pará" (grande rio),um pleonasmo,do ponto de vista etimológico.Mais tarde,tornou-se simplesmente "Pará".



Paraíba: O rio Paraíba recebeu este nome do tupi: para ("rio caudaloso") + iba ("ruim","feio","impraticável")."Rio ruim" é aquele que não se presta a navegação.A capitania e depois o estado herdaram o nome.




Paraná: Do tupi-guarani para + rana = parana,isto é, rio semelhante a um "rio caudaloso",muitas vezes equiparado a noção de mar.




Pernambuco: Paranampuka,em tupi,significa "o mar furando".Em sua composição temos parana,em referência ao "mar",e puka,"rebentando","furando".O mar "fura" a barreira de recifes e chega a terra.A capitania de Pernambuco também era chamada de "Nova Lusitânia",mas este nome caiu no esquecimento.




Piauí: Piaus,na língua tupi,são "peixes grandes" com boca pequena e fortes dentes.O i acrescentado a palavra significa "água","rio".Nomeando primeiramente o rio,um dos principais da região,passou a designar a capitania,a província e finalmente o estado.




Rio de Janeiro: Em 1* de janeiro de 1502,os portugueses chegaram a atual baía da Guanabara,e batizaram a região de Rio de Janeiro,em referência ao mês,e por pensarem estar diante da foz de um grande rio."Janeiro",do latim janua,"janela",abertura e saída,como o próprio mês: último adeus ano anterior e primeira saudação ao novo ano.




Rio Grande do Norte: O rio Potengi,por seu porte,era chamado de "rio grande" e sua forte presença deu nome a capitania,a província e ao estado.O acréscimo "do Norte" se deveu a existência do Rio Grande do Sul.Potengi,em tupi-guarani,significa rio (i) dos camarões (poti).




Rio Grande do Sul: A cidade de Rio Grande,no litoral sul da região,fica as margens do estuário que une a Lago dos Patos ao Atlântico.Os primeiros colonizadores portugueses,no século XVI,imaginando que o canal de entrada da lagoa fosse um grande rio,chamaram de "Rio Grande" o povoado que ali nasceu.Por ser a cidade mais antiga da região,daí surgiu o nome do estado.




Rondônia: Chamado,na década de 1940,Território Federal do Guaporé,recebeu o nome de "Rondônia" em 1956,em homenagem a Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958),militar sertanista e indigenista,responsável pela integração da região ao restante do país.




Roraima: Até 1962,chamava-se Território Federal de Rio Branco.O nome "Roraima" origina-se das palavras rora,"verde",e imã, "monte","serra",do idioma indígena ianomâmi.As belezas naturais da paisagem da região refletem neste nome: "monte verde".




Santa Catarina: Conta-se que,no século XVII,estabeleceu-se na ilha dos Patos (onde se localiza hoje a cidade de Florianópolis) o paulista Francisco Dias Velho (1622-1687),a quem se atribuiu a mudança do nome para ilha de Santa Catarina,em homenagem a santa italiana e a uma de suas filhas,também chamada Catarina,cujo nome origina-se do grego kathará, "pura","casta".O nome estendeu-se ao estado.




São Paulo: Os padres Manuel da Nóbrega (1517-1570) e José de Anchieta (1534-1597),fundando o seu colégio em 25 de janeiro de 1554 para catequizar os índios,deram início,no local,a vila de São Paulo de Piratininga.Piratininga,em tupi,é "peixe-seco",clara referência aos peixes que morriam a margem do rio Anhangabaú,e secavam,expostos ao sol,depois que o rio transbordavam com as enchentes.




Sergipe: Provém do tupi cirigype,que significa "no rio dos siris".É o nome do rio,em cuja foz encontra-se a região metropolitana de Aracaju.




Tocantins: O estado de Tocantins foi criado em julho de 1988.O nome provém do rio Tocantins,que por sua vez nasceu de uma tribo indígena da região,a tribo tocantin,que significa,em tupi,"bico/nariz de tucano",ave típica do local.





Fonte: PERISSÉ, Gabriel. Palavras e Origens,2010.                    

 



sexta-feira, 17 de maio de 2013

A Arqueologia

A Arqueologia é a ciência que fornece as principais informações sobre os hominídeos que antecederam o Homo sapiens e sobre os grupos humanos já desaparecidos,tivessem eles ou não conhecimento da escrita


Essa ciência,que é uma irmã da História,procura vestígios materiais da ação humana,que podem ser desde lascas de madeira queimada,ossos humanos ou peças de cerâmica até grandes construções.Os arqueólogos estudam os objetos encontrados,na tentativa de obter informações sobre quem os criou e usou; para isso,contam com vários métodos de análise,como a estratigrafia,a datação pelo carbono-14 e a análise de DNA.

    (Arqueólogo trabalha em escavação de peças conhecidas como os guerreiros
                           chineses de terracota,de mais de 2 mil anos atrás,em Shaanxi,China,2009)

Estratigrafia


Estudo da sequência das camadas de terra,que vão se sobrepondo com o passar do tempo.De acordo com o local,a posição e a profundidade em que cada objeto ou resto humano foi encontrado,o estudo da estratigrafia calcula há aproximadamente quanto tempo aqueles vestígios estão ali e de que modo estão relacionados a outros achados na mesma camada ou em outras.

Decaimento do carbono - 14


Cálculo da idade de um fóssil (de vegetal ou animal),medindo sua quantidade de carbono - 14.No processo de fotossíntese ou no metabolismo,os animais e os vegetais captam da atmosfera certa quantidade do isótopo carbono - 14,que passa a fazer parte de seus tecidos.Quando o ser morre,esse elemento captado vai se dissipando.Comparando-se a quantidade de carbono - 14 de um fóssil com a quantidade que um ser vivo teria,é possível calcular sua idade com relativa precisão.

Análise de DNA


Recuperação e análise do código genético de fósseis.A recuperação e o estudo do DNA de ossos e outros tecidos que se decompõem mais lentamente abriram novas possibilidades de investigação para a arqueologia.Com técnicas recentemente descobertas,copiam-se fragmentos fragmentos de DNA de restos mortais bastante antigos,graças a recuperação de DNA de ossos e dentes bem conservados.Com isso,pode-se entender a evolução do Homo sapiens,rastrear a trajetória das migrações mais antigas e investigar a origem de plantas e animais domésticos.



Muçulmano

Esse termo é muitas vezes usado erroneamente como sinônimo de árabe; vale a pena esclarecer essa diferença


A palavra árabe designa um povo semita que ocupa,principalmente,a Península Arábica; muçulmano é aquele,seja árabe ou não,que segue a religião muçulmana ou islâmica,fundada pelo profeta árabe Muhammad (Maomé) no século VII.

(Profeta Maomé)

O Alcorão (ou Corão),livro sagrado dos muçulmanos,é escrito em árabe e é nesta língua que as preces devem ser recitadas.O Islamismo,num processo de expansão iniciado pelos árabes,acabou se tornando a religião de outros povos,como os turcos (na atual Turquia),os persas (atual Irã) e vários povos africanos e orientais.

(Exemplar do Alcorão atual)

A expansão da civilização árabe também envolveu a irradiação de sua cultura,seus princípios religiosos,sua forma de compreender o mundo e seu calendário.Assim,existem árabes não muçulmanos (árabes católicos,por exemplo) e muçulmanos não árabes.

A importância da Lua para os povos islâmicos não se restringe ao calendário; estende-se aos símbolos nacionais,como nas bandeiras dos países abaixo.

(Bandeira da Argélia)

(Bandeira do Paquistão)

(Bandeira da Turquia)


  







sexta-feira, 10 de maio de 2013

História das Artes Plásticas no Brasil

Pode-se considerar as manifestações artísticas indígenas,como os adornos feitos com plumas,a pintura corporal e a cerâmica,como a origem das artes plásticas brasileiras.No entanto,foi com a chegada dos portugueses e o consequente contato com a arte européia que o País iniciou verdadeiramente o seu desenvolvimento artístico,gerando obras e artistas de renome internacional.




A primeira questão que se coloca em relação a arte indígena é defini-la ou caracterizá-la entre as muitas atividades realizadas pelos índios.

Quando dizemos que um objeto indígena tem qualidades artísticas,podemos estar lidando com conceitos que são próprios da nossa civilização,mas estranhos ao índio.Para ele,o objeto precisa ser mais perfeito na sua execução do que sua utilidade exigiria.Nessa perfeição para além da finalidade é que se encontra a noção indígena de beleza. Desse modo,um arco cerimonial emplumado,dos Bororo,ou um escudo cerimonial,dos Desana,podem ser considerados criações artísticas porque são objetos cuja beleza resulta de sua perfeita realização (História da Arte,Graça Proença,pág.190)

(Escudo Cerimonial dos índios Desana)

É apenas a partir do século XVIII que as artes plásticas brasileiras são impulsionadas,seguindo de certa forma os estilos e movimentos europeus.

O Barroco


O estilo barroco desenvolveu-se plenamente no Brasil durante o século XVIII,perdurando ainda no início do século XIX.Nessa época,na Europa,os artistas há muito tempo tinham abandonado esse estilo,e a arte voltava-se novamente para os modelos clássicos.



O Barroco brasileiro é claramente associado a religião católica.Por todo o país,são inúmeras as igrejas construídas segundo os princípios desse estilo.Mas há também muitos edifícios civis - como cadeias,câmaras municipais,moradias de pessoas ilustres - e chafarizes que apresentam nítidas características barrocas.


(Fachada da Igreja de São Francisco,em Salvador)

(Chafariz do Museu da Inconfidência)

Duas linhas diferentes caracterizam o estilo barroco brasileiro.Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela mineração,encontramos igrejas com trabalhos em relevo feitos em madeira - as talhas recobertas por finas camadas de ouro,com janelas,cornijas e portadas decoradas com detalhados trabalhos de escultura.É o caso das construções barrocas de Minas Gerais,Rio de Janeiro,Bahia e Pernambuco.


Já nas regiões onde não existia nem açúcar nem ouro,a arquitetura teve outra feição.Aí as igrejas apresentam talhas modestas e trabalhos realizados por artistas menos experientes e famosos do que os que vivam nas regiões mais ricas da época.(História da Arte,Graça Proença,pág.196).

(Teto da capela-mor da igreja do Carmo,em Itu,pintura de frei Jesuíno do Monte Carmelo)

Apesar das influências europeias sofridas pelos brasileiros inicialmente,teve início nesta época o que pode ser considerado como a verdadeira arte nacional,já que as temáticas abordadas eram mais brasileiras e os materiais,abundantes,como madeira e pedra sabão.Os maiores expoentes da arte barroca brasileira são o pintor Manuel da Costa Ataíde (1762-1830) e o escultor Antônio Francisco Lisboa (1730-1814),mais conhecido como "aleijadinho".

(Manuel da Costa Ataíde)

(Antônio Francisco Lisboa)

Aleijadinho encontrou na Bíblia sua maior fonte de inspiração,desenvolvendo obras sacras que adornam a maioria das igrejas das chamadas cidades históricas de Minas Gerais,como Ouro Preto,Mariana,São João del Rey e,principalmente,Congonhas do Campo,onde está sua obra-prima,os 12 profetas,feitos em pedra-sabão e que adornam o santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

(Os 12 profetas,Santuário de Bom Jesus de Matosinhos)

Sua genialidade é ainda maior se for levada em conta a doença degenerativa de que foi vítima desde 1777 e que levou a deformidade de todos os seus membros.Os Profetas só puderam ser executados graças a equipamentos especialmente confeccionados para que se adaptassem a seus pulsos e permitissem o trabalho de esculpir,pois suas mãos estavam inutilizadas.Grande parte de suas esculturas foi complementada pela pintura de Manuel da Costa Ataíde,cuja obra prima é o teto da nave da Igreja de São Francisco de Assis,em Ouro Preto,Minas Gerais.

(Teto da nave da Igreja de São Francisco de Assis,em Ouro Preto,Minas Gerais)

O Neoclassicismo


A Missão Artística Francesa chegou ao Brasil em 1816,chefiada por Joachin Lebreton.Dela faziam parte,entre outros artistas,Nicolas Antoine Taunay,Jean-Baptiste Debret e Auguste-Henri-Victor Grand-Jean de Montigny.Esse grupo organizou,em agosto de 1816,a Escola Real das Ciências,Artes e Ofícios.Essa instituição teve seu nome alterado muitas vezes,até ser transformada,em 1826,na Imperial Academia e Escola de Belas-Artes.

Taunay (1755-1830) é considerado uma das figuras mais importantes da Missão Francesa.Na Europa,participou de várias exposições e na corte de Napoleão foi muito requisitado para pintar cenas de batalha.

No Brasil,as pinturas de paisagens foram suas criações mais famosas.Durante os cinco anos que permaneceu aqui,produziu cerca de trinta paisagens do Rio de Janeiro e regiões próximas.Entre eles está Morro de Santo Antônio em 1816.


Debret (1768-1848) é certamente o artista da Missão Francesa mais conhecido pelos brasileiros,pois seus trabalhos,que documentam a vida no Brasil durante o século XIX,são muito reproduzidos nos livros escolares.

Em 1791,Debret já era um artista premiado na Europa e,nos primeiros anos do século XIX,recebia encomendas da corte francesa para pintar quadros com temas relacionados ao Imperador Napoleão.(História da Arte,Graça Proença,pág.211)

Suas principais obras feitas no Brasil são o Retrato de D.João e o Desembarque da arquiduquesa Leopoldina.

(Retrato de D.João VI)


Graças a ele,foram realizadas as duas primeiras exposições de Belas-Artes no Brasil,em 1829 e 1830.A escola se responsabilizou pela difusão dos conceitos do Neoclassicismo europeu,que buscava o retorno as formas perfeitas das obras greco-romanas e privilegiava o retrato de paisagens,em detrimento das figuras humanas.

(Família de um Chefe Camacã preparando-se para uma festa,Debret)

Com a volta de Debret a França,em 1831,as paisagens brasileiras se tornam famosas na Europa,sendo que a sua obra executada no Brasil foi de grande valor documental para a História brasileira nas primeiras décadas do século XIX,em termos de iconografia.

O Academicismo


Até 1920,o Brasil vive o predomínio das manifestações artísticas geradas pela Academia Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro,que mesclavam Neoclassicismo,Romantismo e Impressionismo.Duas gerações distintas se fazem notar neste período,que foi iniciado em 1850.


A primeira,marcada pela estética romântica,privilegia a intuição e o instinto utilizando formas e temas mais populares.Os principais nomes desta época são Vítor Meireles (1832-1903) - o mais importante pintor brasileiro do século XIX,que exerceu o magistério por mais de 30 anos e cuja tela mais conhecida é o Combate Naval do Riachuelo - e seu aluno,e posterior substituto na Academia,Pedro Américo (1843-1905),o maior representante da pintura histórica brasileira,cuja tela mais ambiciosa talvez tenha sido a Batalha do Avaí,que já foi exposta em vários museus do mundo.


(Combate Naval do Riachuelo,Vítor Meireles)

(Batalha do Avaí,Pedro Américo)

A segunda geração já prevê o abandono do Academicismo e se inicia na tendência impressionista,que vai atrás da natureza e efeitos que a luz exerce sobre os objetos.Para os impressionistas,o movimento é mais importante que as formas nítidas,sendo introduzido no Brasil pelo pintor de origem italiana Eliseo Visconti (1866-1944),professor da escola Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro e importante decorador,sendo mostras de sua habilidade o Teatro Municipal e a Biblioteca Nacional,ambos no Rio de Janeiro.Outro nome famoso desta época é o do pintor Benedito Calixto (1852-1927),que retratou basicamente temas religiosos e costumes simples do interior.Tendo vivido muito tempo em Santos,litoral de São Paulo,recebeu o apelido de "Pintor do Mar" pelo grande número de marítimas que pintou.

(Porto de Santos em 1879,Benedito Calixto)

A Arte Moderna


Os ideais modernistas chegaram ao Brasil com quase vinte anos de atraso.Naquela época,a troca de informações entre os continentes era menor e mais lenta do que hoje.Além disso,havia o atraso econômico do Brasil.A arte modernista refletia o mundo da máquina,da cidade grande,da velocidade,do capitalismo industrial,da revolução social.No Brasil,essa realidade moderna estava ainda nascendo.Portanto,era natural nosso "atraso" cultural.(Será mesmo que existe esse tipo de atraso?)


As novas modas estéticas foram trazidas por jovens artistas e intelectuais da elite brasileira que tinham recursos para viajar até Paris,Berlim e Londres.

O ano de 1922 foi o grande marco do nosso modernismo.É bom lembrarmos que naquele ano estourou a primeira rebelião tenentista,o episódio dos Dezoito do Forte.Foi também o ano da fundação do Partido Comunista do Brasil.O país estava grávido de mudanças!


Os rapazes e as moças queriam divulgar a nova maneira de fazer arte e poesia que eles já praticavam havia algum tempo.Para isso,organizaram a célebre Semana de Arte Moderna de 1922,na capital paulista.Estavam lá,apresentando suas obras,jovens e atrevidos poetas e escritores,como Mário de Andrade ,Oswald de Andrade,Menotti del Picchia,Manuel Bandeira,músicos,como Heitor Villa-Lobos,artistas plásticos,como Anita Malfatti,Di Cavalcanti,Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret.

A Semana de Arte Moderna foi patrocinada pela burguesia cafeeira e teve lugar no sofisticado Teatro Municipal de São Paulo.Mesmo assim,os visitantes ficaram chocados.A linguagem era tão nova e inesperada que o público,acostumado com a arte acadêmica tradicional,considerou aquilo tudo uma grande bobagem.


(o imponente Teatro Municipal de São Paulo)

Teve gente que vaiou,ficou imitando galinha e cachorro durante as declamações de poesia,jogou tomates e ovos nos músicos.Essa reação não era nova nem inesperada: pouco tempo antes,o escritor Monteiro Lobato já havia atacado a pintura modernista de Anita Malfatti. Uma mostra de que alguns intelectuais não compreendiam as novas propostas.

(A Estudante 1915-1916,Anita Malfatti)

O modernismo foi muito importante para a cultura brasileira.Estimulou os escritores e artistas a criarem uma cultura genuinamente brasileira.Já que era diferente da Europa e dos EUA,o Brasil deveria criar uma cultura adequada a sua própria realidade,que levasse os brasileiros a compreenderem melhor a si mesmos e ao seu país. Oswald de Andrade falava da cultura antropofágica.Como você sabe,os antropófagos são comedores de gente.Pois os brasileiros deveriam ser antropófagos em relação a cultura européia.Ou seja,em vez de rejeitá-la,deveriam absorvê-la.Mas de um jeito especial: matando,devorando e aproveitando seus sucos vitais para se desenvolverem com autonomia.

(Antropofagia,de Tarsila do Amaral,é um exemplo da pintura que tanto chocou os críticos conservadores brasileiros)

(Diana Caçadora mostra formas delicadas e arredondadas,quase geométricas,típicas de Victor Brecheret) 

A Arte Contemporânea


Em São Paulo,o Concretismo se resumia a formas rigorosas,ao preto e ao branco.No Rio de Janeiro,o Neocentrismo surge como reação,desenvolvendo estruturas tridimensionais e obras de efeito visual e também tátil.Para os neocentristas,o público é parte da obra,podendo e devendo tocá-la,senti-la e até mesmo experimentá-la.O grande concretista brasileiro é Hélio Oiticica (1937-1980) e seus Parangolés - estandartes e capas feitos de tecido para serem vestidos,que não deixavam de ser obras de arte.

(Parangolés,Hélio Oiticica)

A partir da década de 60,as artes plásticas brasileiras passam por estilos vários como o Neo-abstracionismo,a Pop-art,a performance e a neofiguração,sem que nenhum se firmasse realmente como movimento.Vários nomes surgem e desaparecem do cenário artístico brasileiro repentinamente,buscando uma identidade que ainda está por vir.As instalações (obras em que os artistas usam um espaço - ao ar livre ou fechado - e montam obras misturando objetos e tendências variadas) são o retrato dos anos 90,quando muitos artistas buscam no ecletismo uma forma única de representação de sua arte.