domingo, 26 de maio de 2013

História,uma Investigação do Passado - Parte 1

Os historiadores são os profissionais que,por meio de pesquisas,constroem interpretações sobre o passado humano.Dizemos que eles estão produzindo historiografia,tendo em vista que o conhecimento produzido é uma interpretação realizada a partir de uma metodologia científica - Informações das duas partes retiradas dos livros Conexões com a História e História: das cavernas ao terceiro milênio.


(Clio,a musa da História)

O Trabalho do Historiador


O trabalho do historiador,se assemelha ao de um investigador de polícia.A função do detetive é a de esclarecer um crime já ocorrido.A função do historiador é entender o que ocorreu nas sociedades do passado.Tanto o investigador quanto o historiador seguem pistas e evidências.Da mesma forma que um criminoso deixa sinais,pistas,"provas"de seu crime,os homens e mulheres que viveram no passado deixaram registros de seus atos e pensamentos.São as fontes ou documentos.Cabe ao historiador procurar as fontes adequadas para se aproximar do passado.

Diferentes Formas de Pensar


Contudo,o trabalho de um historiador vai muito além da tarefa do detetive.As pessoas que viveram no passado não apenas faziam coisas muito diferentes das que fazemos atualmente.Elas pensavam de maneira diferente da nossa.


É como se o historiador tivesse de investigar algo que aconteceu em um país muito distante,de hábitos e cultura muito diferentes dos dele.



Por exemplo: uma estátua grega,que na atualidade é vista por nós apenas como uma obra de arte,para um grego antigo poderia ser um objeto religioso de grande importância e poder.



Peças antigas de porcelana,que atualmente são consideradas valiosas e ficam bem guardadas em museus,na época em que eram usadas talvez não tivessem tanto valor,servindo no dia a dia para refeições comuns.O historiador deve analisar as fontes,portanto,com base nos valores da época em que elas foram produzidas.




A História de Todos


Durante muito tempo,os estudiosos da História acreditaram que apenas os atos dos grandes governantes e líderes podiam mudar o rumo dos acontecimentos.Os estudos sobre o passado concentravam-se nos atos dos reis,imperadores,generais,nobres,comandantes de expedições,de revoltas e revoluções.Os temas estudados eram,em geral,a política e a guerra.


Atualmente,a maioria dos historiadores não pensa mais dessa forma.



Ao longo do século XX,os historiadores marxistas e de outras correntes historiográficas passaram a demonstrar que a economia é muito importante para entendermos as sociedades de todos os tempos.




Eles ressaltam a importância de estudar elementos antes desprezados,como identificar quem trabalha,de que  maneira trabalha,quem lucra com o trabalho,como se dá um valor as mercadorias,como a riqueza circula,etc.Com o estudo desses elementos,é possível entender melhor diversos aspectos como a arte,a religião,etc.

Nessa linha de análise destacam-se os trabalhos de historiadores marxistas,que consideram a luta de classes um elemento vital para a compreensão das mudanças históricas.

Novas Interpretações


Ao longo do século XX,novas abordagens  foram propostas por historiadores ligados a Escola dos Annales.Entre elas a concepção de que o tempo histórico tem ritmos diferentes.Além da breve duração (o acontecimento),haveria a média duração (conjuntura) e a longa duração (a estrutura).Com isso aprofundou-se a reflexão sobre rupturas e permanências históricas.


Dessas novas abordagens consolidou-se um ramo de pesquisa denominado História das Mentalidades,que busca compreender a influência exercida pela cultura e pela mentalidade das pessoas em suas ações individuais e coletivas.



A análise da mentalidade leva o historiador a buscar informações em novas fontes e tratar de novos temas,como a infância,os esportes,a higiene,a sexualidade,as festas,etc.



(escola no início do século XX)

A História ao alcance de todos


Mais recentemente,destacam-se novas abordagens propondo o estudo da cultura como o conjunto de atos e significados das ações humanas.Essa postura procura,de forma geral,unir o estudo da economia e dos valores culturais,do marxismo e das mentalidades,enfatizando,porém,o papel dos indivíduos como sujeitos de sua própria história.


Segundo essas novas formas de abordagem,as pessoas possuem liberdade para interpretar o que é determinado pela classe a que pertencem e pela mentalidade de seu tempo.A história passa a ser a união das história de todas as pessoas.Uma história de todos para todos.




  








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