sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Belle Époque argentina

A grande maioria dos países latino-americanos alcançaram suas   independências na primeira metade do século 19, e, logo depois, atravessaram períodos conflituosos de formação e de consolidação de seus Estados nacionais.

Em fins do século 19, os grupos sociais e políticos dominantes em cada um desses estados buscavam acelerar o crescimento econômico do país e expandir sua participação no mercado internacional.



(Av.Del Mayo,Buenos Aires,final do século XIX)

A Argentina foi o país latino-americano que mais se desenvolveu no final do século 19 e início do 20. A Argentina vivenciou um surto de progresso econômico jamais antes visto.

A partir da década de 1880, as exportações de carnes e de grãos aumentaram significativamente. A carne e os grãos eram exportados para o Brasil e para a Europa. As exportações aumentaram tanto, que, em 1920,o país já era responsável por 50% da carne exportada no mundo. A Argentina passou a importar produtos industrializados ingleses.



(Paseo Colón,Buenos Aires,1900)

A agricultura foi modernizada e o país conquistou, logo após a Primeira Guerra Mundial,a  liderança no mercado internacional de linho e milho.

Nesse período de expansão econômica, as principais cidades argentinas foram reurbanizadas. Buenos Aires, por exemplo, passou por amplo processo de modernização com a implantação de serviços urbanos, como linhas de bonde e de metrô, telefone e luz elétrica.

Toda essa prosperidade estimulou os europeus a emigrarem para a Argentina. Milhões de italianos e espanhóis se instalaram no país, dedicando-se a agricultura e as profissões urbanas (tornaram-se artesãos, pequenos negociantes, operários, empregados do comércio). Os imigrantes garantiram mão de obra farta e barata para o crescimento industrial e também constituíam um grande mercado consumidor. Em 1895, pouco mais de um quarto da população da Argentina era constituída por imigrantes, sobretudo italianos. Por esse motivo, quase toda a população atual da Argentina descende apenas de europeus.



(família europeia em Buenos Aires,início do século XX)

Os governantes procuravam aproximar a cidade das grandes metrópoles europeias, especialmente Paris. Buenos Aires ganhou teatros de ópera, praças e avenidas arborizadas, com elegantes lojas, cafés, teatros e livrarias.




(Confeitaria Pasteur,Buenos Aires,1907)

Os burgueses enriquecidos com o comércio de exportação começaram então a investir em outros negócios. No final do século 19, surgiram as primeiras fábricas e nasceu uma nova classe social: o proletariado. As fábricas, porém, ainda eram poucas. A maior parte do capital estava investido no setor mais lucrativo: a exportação de trigo, carne, lã, milho e linho.




(Congreso de la nácion Argentina,1910)

A impressionante Belle Époque argentina teve, porém, conflitos internos. O movimento operário tornou-se mais combativo com a presença dos imigrantes, que,em geral, eram bastante politizados, e a sociedade civil passou a exigir maior participação nos assuntos políticos.




FONTE (S): BRAICK, Patrícia Ramos. Estudar História - Das origens do homem a era digital. São Paulo: Moderna, 2009.

SCHMIDT, Mario Furley. Coleção Nova História Crítica.

NOGUEIRA, Fausto Henrique Gomes; CAPELLARI, Marcos Alexandre. História.



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