domingo, 10 de novembro de 2013

Estados Unidos da América

Mayflower na Baía de Plymouth (por William Halsall, 1882)


As origens dos Estados Unidos remontam aos século 16 e 17,quando os europeus começaram a explorar a região.Enquanto os espanhóis e portugueses estavam concentrados na América Central e do Sul,os ingleses ficaram livres para explorar a América do Norte,o que passaram a fazer depois de viagens exploratórias de Giovanni Caboto,que chegou a Labrador,no Canadá.

Essa história é marcada pela conquista de territórios que pertenciam a povos indígenas.Em 1607,um grupo de particulares organizou uma primeira tentativa de fixação na América do Norte,numa localização denominada Jamestown,em homenagem ao rei inglês Jaime I.A região era habitada pelos powhatans.Seu chefe indígena acabou por ajudar os ingleses por interferência de sua filha,Pocahontas,enamorada por um dos viajantes.Em pouco tempo os powhatans foram praticamente exterminados.Mas pocahontas entrou para a história como a nativa simpática que ajudou os ingleses.Virou até desenho animado.

O povoamento da América do Norte foi ocasionada por problemas políticos,religiosos e sociais.Guerras produziam descontentes,que fugiam da intolerância político-religiosa.Em 1620,um grupo de famílias de puritanos arrendou um pequeno navio,o Mayflower,e estabeleceu-se em Plymouth.Esses colonizadores ficaram conhecidos como pais peregrinos.A leitura individual das Sagradas Escrituras,uma das características das religiões protestantes,contribuiu para que uma atenção especial fosse dada a formação educacional da comunidade.Em 1636 era fundada a sua primeira instituição de ensino superior,a hoje conceituada escola de Harvard.

Harvard College.Gravura de 1720.

Até 1764,outras seis instituições seriam estabelecidas em terras dominadas pelos ingleses: William and Mary,Yale,Princeton,Pensilvânia,Colúmbia e Brown.

Terra,símbolo de poder e prestígio,não faltava na América.Também homens do governo ou empreiteiros ligados ao Estado tentavam enriquecer,expandir o cristianismo e enaltecer a nação.E havia os infelizes,que iam de vagabundos a criminosos,vindos por conta própria ou alugados para trabalhar no Novo Mundo.

Os ingleses,além de visar a riqueza,enxergavam que as colônias eram futuros mercados para as manufaturas da metrópole.Ouro e prata dos espanhóis,os melhores compradores dos ingleses,acabaram indo parar na Inglaterra.Mais tarde,o rompimento entre os dois criou a necessidade de novos mercados para os ingleses.

Duas companhias foram fundadas para explorar as novas colônias inglesas: a Companhia de Londres,que ficou com o sul; e a de Plymouth,com o norte.Tratava-se de um esforço oficial para a ocupação das terras.No início do século 18 já estavam delineadas as 13 colônias da América do Norte.

Mapa das 13 colônias

Pequenos proprietários,refugiados políticos ou religiosos,instalaram-se ao norte,nas colônias da Nova Inglaterra: Nova Hampshire,Massachusetts,Rhode Island e Connecticut.Uma região mais urbanizada se formou ao centro: Nova York,Nova Jersey,Pensilvânia,Delaware.No sul,Maryland,Virgínia,Carolinas (do Norte e do Sul) e Geórgia,dominou a grande propriedade escravista produtora de arroz,tabaco e anil,para exportação.


Gravura de Angelo  Biasioli (1790-1830). Escravos preparando tabaco, estado da Virgínia, EUA

Sobrava terra e faltava mão-de-obra.Artesãos europeus não queriam aventurar-se na América.A oferta de terra era o único estímulo capaz de atrair europeus para trabalhar em colônias mais pobres,como Nova Inglaterra,onde a pequena propriedade,a pesca e a produção de petrechos navais se constituíam nas atividades mais básicas.Adotou-se a política de contratar trabalhadores europeus,com passagem paga,em troca de trabalhar para o patrão por alguns anos (geralmente sete).Eram os trabalhadores resgatados,porque recuperavam a liberdade após um tempo de trabalho forçado.

No sul,esse tipo de trabalhador era insuficiente.A alternativa foi a escravidão africana.O escravo,aqui,trabalhava o ano todo,ao contrário do norte,onde o trabalhador ficava inativo no inverno.

Do ponto de vista da política mercantilista,os ingleses não se preocupavam com as colônias.Faziam vista grossa ao contrabando,ao comércio entre elas e delas com as Antilhas francesas ou espanholas.A fiscalização do contrabando só se tornou mais rigorosa com a criação dos tribunais marítimos,em 1696,revelando a tendência policial da metrópole,que levaria as colônias a independência política,tema que irei abordar em uma próxima postagem.


FONTES: Toda a História.História geral e do Brasil.José Jobson de A. Arruda e Nelson Piletti.1994.Editora Ática S.A. São Paulo.

A escrita da história 2 / Flávio de Campos,Regina Claro.--1.ed. -- São Paulo: Escala Educacional,2010. -- (Coleção A escrita da história).

CRÉDITO DAS IMAGENS: http://florekwvtrula.blogspot.com.br
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                                     http://masagoraeusei.blogspot.com.br
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