terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A Reconstrução da Europa

 Nuremberg destruída

Terminada a Segunda Guerra Mundial,a Europa encontrava-se devastada,com a economia caótica,com os impérios coloniais esgotados,sem dinheiro,combustível e matéria-prima.O sistema capitalista era cada vez mais contestado no Velho Mundo.Os americanos,vendo a situação pela qual passava o continente,saíram em defesa de seus interesses.

Em 5 de junho de 1947,o general George Catlett Marshall,chefe do estado-maior do exército americano na Segunda Guerra Mundial,em discurso na Universidade de Harvard,reafirmou: Os Estados Unidos precisavam colaborar firmemente na recuperação da Europa.Era lançado o Plano Marshall,assinado em abril de 1948 por Harry Truman,quando aprovou a Lei de Ajuda ao Exterior,no valor de 17 bilhões de dólares,concedidos até 1952.Os países mais beneficiados,em bilhões de dólares,foram: Inglaterra (3,176),França (2,706),Itália (1,474) e Alemanha (1,389).

A entrada desses recursos beneficiou a Europa mas,sobretudo,os Estados Unidos,que mantiveram o ritmo de suas exportações e consolidaram sua posição no Velho Mundo.Em primeiro lugar,o plano privilegiou o fornecimento de alimentos,rações e fertilizantes,para aumentar a produtividade agrícola.Em segundo,matérias-primas e produtos semi-industrializados,maquinaria,veículos e combustíveis.

Os credores chegavam a comprar dos Estados Unidos 70% dos bens,entre os quais a quase totalidade dos veículos e máquinas,beneficiando intensamente a economia americana.Em dois anos,a produtividade aumentou 25% em todos os países,ultrapassando os níveis de 1938.Em 1952,o ritmo começou a declinar.

Nessa época,a ratificação da OTAN transferiu a ênfase da segurança econômica para a militar; estava completada a fase de instalação dos capitais americanos na Europa.A recuperação possibilitava as próprias nações garantir sua defesa,o que contribuía para a segurança do sistema dos americanos.Mas não significava para a Europa a recuperação do prestígio; com sua política,os Estados Unidos visavam garantir a exportação de seus excedentes e concretizar a hegemonia econômica sobre a Europa.

A França se recuperou,pois além do Plano Marshall elaborou o seu,o Plano Monnet,que pretendia disciplinar os investimentos e sanear a moeda.A Inglaterra,a custa de sacrifícios e disciplina,também se recuperou,mas perdeu a importância.A Itália atacou prioritariamente o atraso do sul e a carência de energia e também logo superou os problemas produzidos pela guerra.

Em 1948,foi criada a Benelux,união alfandegária entre Bélgica,Holanda e Luxemburgo.Em 1950,surge a União Europeia de Pagamentos,para facilitar o comércio entre os membros da OECE - Organização Europeia de Cooperação Econômica.Mais um ano e nasce a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço - CECA,formada pelo interesse da França e da Alemanha em explorar racionalmente seus recursos.  

O êxito econômico alcançado pelo plano estimulou a integração entre países europeus, levando, em 1957, à formação da Comunidade Econômica Européia (CEE), mais conhecida como Mercado Comum Europeu (MCE).
 
Também o cenário político se modificou na Europa no pós-guerra com a legalização dos partidos comunistas, facilitada pela participação dos comunistas  nos movimentos de resistência à ocupação nazi-fascista.

Muitos desses partidos evoluíram até se transformar em partidos de massa. Foi o caso dos partidos comunistas da Itália e da França. No entanto, essa situação viria a se transformar radicalmente no período em que a União Soviética (1980-1990) começou a se desintegrar. O Partido Comunista Italiano se transformou em Partido Democrático de Esquerda e o francês perdeu militantes e seguidores.

A disparidade mais gritante desse quadro geral da Europa Ocidental eram os países do sul: Grécia, Portugal e Espanha.

Em Portugal, o estado ditatorial salazarista encontrou seu fim em 1974, com a chamada Revolução dos Cravos, transformando o país numa democracia recentemente integrada à comunidade européia.

Na Espanha, a velha ditadura franquista só terminou com a morte de Francisco Franco, em 1975.

Também a Grécia enfrentou, na década de 1960 uma das ditaduras mais corruptas e violentas da história européia mais recente. Instaurada em 1967, o "regime dos coronéis" só foi derrubado em 1974, quando um governo liberal subiu ao poder e restaurou as instituições democráticas.


FONTES: ARRUDA,José Jobson de A. e PILETTI,Nelson. Toda a História. 4 ed. São Paulo: Ática,1996.

PEDRO, Antônio. História da civilização ocidental. ensino médio. volume único.2005.

CRÉDITO DA IMAGEM: http://citysteam.wordpress.com/
      

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