terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A Lenda da Fundação de Roma

 Rômulo e Remo, de Peter Paul Rubens (ca 1615-1616), Museus Capitolinos, Roma.

Um golpe de Estado e uma tentativa frustrada de infanticídio teriam desencadeado a fundação de Roma, segundo o mito mais popular sobre as origens da cidade, cujos protagonistas são os gêmeos Rômulo e Remo.

A saga começa quando o rei da cidade latina de Alba Longa, um sujeito chamado Numitor, perde o trono para seu irmão. Mas Numitor tinha uma filha, a bela Réa Sílvia, e o irmão usurpador, temendo que ela pudesse dar herdeiros ao rei destronado, resolve transformar a moça em sacerdotisa para que ela continue virgem.

Ele não contava, porém, com o interesse de Marte, o deus da guerra, por Réa Sílvia. Marte engravida a moça, que dá luz à gêmeos. A ordem do rei é afogar os garotos no rio Tibre, mas os servos encarregados da tarefa simplesmente os colocam num cesto. (se você está pensando em "Moisés"!, acertou. A história do abandono de uma criança predestinada ao poder num rio é comum por todo o Mediterrâneo).

Os gêmeos chegam sãos e salvos a um remanso do rio, onde são amamentados por uma loba. Um pastor os encontra e cria os dois, batizando-os de Rômulo e Remo. Quando crescem, descobrem sua origem e reinstalam o vovô Numitor no trono de Alba Longa.E decidem fundar uma cidade.

Para definir onde construir a cidade, cada irmão escalou um monte (Remo escalou o Aventine e Rômulo escalou o Palatino) à procura de um presságio dos deuses. Na tradição greco-romana, o urubu era sagrado para Apolo e um pássaro de presságio. Rômulo viu 12 urubus, Remo 6. O monte Palatino foi escolhido e Rômulo abriu uma ranhura na terra para demarcar os limites da cidade. Quando Remo tentou tomar a iniciativa de seu irmão, Rômulo o matou. Rômulo foi o primeiro rei da cidade.


CRÉDITO DA IMAGEM: http://commons.wikimedia.org

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