quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Tarzan e o Imperialismo

Capa da revista The All-Story Magazine, Outubro de 1912.

Tarzan é um personagem criado pelo escritor Edgar Rice Burroughs na revista All-Story Magazine em 1912 e em formato de livro em 1914. Tarzan foi criado desde criança por macacos na África. Filho de um casal de aristocratas ingleses que morreram em um naufrágio na costa africana, seu nome verdadeiro era John Clayton III, Lorde Greystoke. Tarzan fez sucesso entre os leitores. Seu sucesso passou de histórias em quadrinho e até virou filme.

Nas histórias de Edgar, Tarzan aprendeu a ler sozinho, com um livro encontrado em uma cabana. Tarzan tinha sentimentos nobres e humanos e defendia valores iguais aos da sociedade em que viveu o escritor. O personagem era um cavaleiro da "Era Vitoriana", "civilizado", incapaz de praticar violência, justiceiro e, é claro, "superior" aos africanos. Em síntese, Tarzan é uma grande propaganda do Imperialismo europeu sobre os povos africanos, entre os séculos 19 e 20.

As potências europeias justificavam a sua dominação afirmando que os europeus tinham o papel de difundir entre os povos "bárbaros" e "atrasados" os ideais de "civilização". O real objetivo não era esse. O que os europeus tinham em mente era a incessante busca por novos mercados consumidores e a obtenção de matéria-prima barata.

Assim como em muitas obras de ficção da época, a África é vista de forma errada e deformada, bem distante da realidade. O imaginário que os estrangeiros tinham,servia para dar imagens negativas dos africanos, consolidando a crença de que aquele era um continente monstruoso e destituído de civilização. De acordo com a Sociologia, os indivíduos da espécie humana só se tornam verdadeiramente humanos por intermédio da convivência e da interação em um meio social, com seres da sua espécie. Tarzan era um  "talento nato", desbravando um continente selvagem e legitimando os interesses imperialistas de dominação econômica e ideológica sobre os povos africanos entre os séculos 19 e 20. 


CRÉDITO DA IMAGEM: http://commons.wikimedia.org/





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