domingo, 2 de fevereiro de 2014

As Refeições Romanas

Uma típica refeição da Roma Antiga.

O que atualmente chamamos de café da manhã, era conhecido pelos romanos como ientaculum. Essa refeição era composta por pães, leite, frutas e queijo. Depois de realizar suas atividades cotidianas, o cidadão romano voltava para a casa por volta do meio dia e apreciava o prandium. Essa refeição era composta de alimentos quentes, as vezes acompanhados de vinho. A principal refeição ocorria pela parte da noite. Era a Cena. Essa refeição era dividida em três fases. O primeiro prato levava ovos, peixe frio e diferentes tipos de salada. Tomava-se bastante vinho adocicado com mel. A segunda fase era composta por carne ou peixe, já cortados, fazendo desnecessário o uso de talheres. Cada um usava as mãos. A colher era usada para iguarias líquidas. A terceira e última fase era a sobremesa, composta de frutas.

" Os romanos conheciam dois tipos de refeições opostas, a cena e o prandium. A primeira reunia homens, sempre deitados (quando há mulheres, elas tradicionalmente ficam sentadas) em um lugar coberto - casa, pórtico ou jardim coberto [...]; um grupo social bem definido - família, clientela, amigos da mesma idade, corporação profissional ou sacerdotal, vizinhos - partilha os prazeres da mesa por ocasião de uma festa. O número de convivas é limitado a uma dezena, mas o número de salas de jantar pode-se multiplicar. Mesmo que os banqueteadores se limitem aos habitantes de uma quinta - um camponês, sua mulher, seus filhos, suas noras, seus netos, alguns criados -, a cena, de qualquer maneira, é uma festa, apesar do pouco luxo; ela é sempre uma ocasião especial. [...]

Mas o romano geralmente come apenas o bastante para se restaurar, sem cerimônia, frequentemente só, não importando onde e quando. Porém, ele não consome qualquer coisa: come apenas alimentos revigorantes [...]. Este é o prandium.

Assim, o dia do romano não é regulado pelo horário das refeições, uma vez que o alimento indispensável é consumido quando ele sente necessidade, e os banquetes constituem eventos especiais".

FLANDRIN, Jean-Louis; MONTANARI, Massimo. História da alimentação. 4.ed. São Paulo: Estação Liberdade, 1998. p. 210-211.


CRÉDITO DA IMAGEM: http://arquehistoria.com/



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