quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O Transporte no Brasil colonial

Senhora transportada por escravos em uma liteira. Jean-Batist Debret, 1835.

O meio de transporte mais utilizado na colônia eram os animais de montaria (cavalo e mula), principalmente por aqueles que moravam fora da capital. Os veículos de quatro rodas eram muito caros e raros. Com a chegada de D. João, tornaram-se um pouco mais comuns, sendo utilizados pelas pessoas da corte, altos funcionários do governo e estrangeiros. Era possível alugar uma sege ou traquitana para percorrer distâncias maiores ou para ocasiões especiais, como dias de gala na corte, casamentos etc.

A sege e a cadeira, 1821.

O calçamento irregular das ruas também não favorecia este meio de transporte. As cadeirinhas de arruar (de sair às ruas), carregadas por escravos, tornaram-se muito comuns, sendo utilizadas principalmente pelas mulheres. As mais luxuosas eram totalmente fechadas com portas e cortininhas, protegendo o passageiro não apenas do sol e da chuva como dos olhares da rua; as mais simples ofereciam proteção por meio de pequenos toldos fixos.

Senhora Viajando de Rede. J.C. Guillobel, 1814.

As mulheres de menos recursos costumavam utilizar as redes, atravessadas em varas e cobertas com mantas. Esse tipo de transporte servia também para pequenas viagens. Para as mais longas, eram comuns as carroças de duas rodas, fechadas por cortinas e puxadas por mulas, ou carros de boi. Um costume que perdurou por bastante tempo.


FONTE: FERNANDES, Paula Porta S. A corte portuguesa no Brasil (1808-1821). São Paulo: Saraiva, 1997. - (Que história é esta?).


CRÉDITO DAS IMAGENS: http://novahistorianet.blogspot.com.br/
                                  http://www.pinacoteca.org.br/
                                  http://redesdedescansovitoria.blogspot.com.br/





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