segunda-feira, 3 de março de 2014

O Contato com os povos da terra

"Dança dos tapuias", por Albert Eckhout, 1641.

Ao chegarem ao território que mais tarde seria o Brasil, em 1500, os portugueses encontraram uma terra exótica e povos de costumes diferentes dos que eles conheciam: as relações sociais, os credos, as formas de se vestir etc. Os índios que habitavam o litoral possuíam uma cultura homogênea e falavam a língua tupi-guarani. Os principais grupos eram: tupinambás, tamoios, tupiniquins, carijós e guaranis. Os primeiros contatos foram amistosos, mas não demorou muito para que os invasores revelassem sua real intenção: a conquista do território.

De um lado, católicos criados em uma sociedade tradicional com costumes rígidos. Do outro, povos que acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos de seus antepassados. Homens brancos vestidos com trajes pesados ficavam impressionados com pessoas “pardas”, com arcos e setas, que andavam nuas e não cobriam suas “vergonhas”. O que mais causou espanto foi o costume dos índios de comer seus inimigos, ou seja, a antropofagia, que significa o ato de comer carne humana. Eles acreditavam que, comendo a carne do adversário, era possível adquirir suas qualidades, como força e bravura.

No início do reconhecimento das novas terras, os portugueses dependiam dos índios. A dependência ia desde o fornecimento de alimentos até a extração do pau-brasil. Em troca do trabalho, os índios recebiam objetos que lhes despertavam o interesse: espelhos, facas, machados, miçangas, pentes, etc. Esse tipo de comércio recebe o nome de escambo. Percebemos que as relações entre os dois povos eram amistosas.

Quando o comércio do pau-brasil começou a gerar lucros, que eram bem grandes, foi exigido mais “empenho” dos índios em sua extração. As relações deixaram de ser amigáveis e, aqueles que recebiam algo em troca do trabalho, passaram a ser obrigados a trabalhar. Os índios tentaram resistir, se unindo e guerreando contra os europeus ou fugindo para o interior das matas, mas pouco a pouco, foram destruídos, pela escravidão, doenças e pela fé cristã.


CRÉDITO DA IMAGEM: cabanodatabauera.blogspot.com 

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