quarta-feira, 26 de março de 2014

O Despotismo Esclarecido

"Frederico II, o Grande", de Antoine Pesne.

Podemos entender o Despotismo Esclarecido como a união de princípios filosóficos com o regime absolutista.

No século 18, estimulados por filósofos iluministas, reis e príncipes tentaram governar de acordo com a razão, segundo os interesses da população e de seus Estados, mas claro, sem perder seus postos de Absolutistas. Portanto, era um absolutismo "maquiado".

Os principais déspotas esclarecidos foram o rei da Prússia, Frederico II, a czarina Catarina II, o imperador da Áustria José II e os ministros Pombal e Aranda, de Portugal e Espanha.

Na Prússia, Frederico II, rei filósofo e discípulo de Voltaire, indiferente à religião, deu liberdade de culto. Estimulou o ensino básico, tendo ele mesmo baixado o princípio de instrução primária obrigatória para todos. Apesar da expulsão de quase todos os países da Europa e de suas colônias, pelas suas ligações com o papado, atraiu-os para a Prússia por causa de suas qualidades como educadores. A tortura foi abolida  e um novo código de justiça foi organizado. Exigia obediência total às ordens mas permitia liberdade de expressão e de culto. Procurou estimular a economia da Prússia, adotando medidas protecionistas, contrárias, aliás, às idéias iluministas. No entanto, preservou a ordem social existente. A Prússia permaneceu um Estado Feudal, com servos sujeitos à classe dominante dos proprietários, chamados Junkers.

"Catarina II, a Grande", de Fyodor Rokotov.

Na Rússia, muitas propagandas foram feitas, mas poucos mudanças ocorreram. Catarina II atraiu os filósofos franceses à sua corte e mantinha com eles correspondência regular. Muito se prometeu, mas pouco se realizou. É verdade que deu liberdade religiosa e preocupou-se em desenvolver a educação das altas classes. Mas o necessário piorou. A servidão não foi abolida e os direitos dos proprietários sobre os servos da terra foram aumentados, inclusive os de condenar à morte. Melhorou a administração e estimulou a colonização da Rússia Meridional, na Ucrânia e no Volga. A mudança mais radical foi o afrancesamento dos costumes da alta sociedade russa.

"Kaiser José II", de Georg Decker.


Talvez o monarca que mais botou em prática o Despotismo esclarecido tenha sido José II, da Áustria. Aboliu a escravidão. Deu igualdade a todos perante a lei e os impostos. Uniformizou a administração de todo o Império. Deu liberdade de culto e direito de emprego aos católicos. Houve reações às suas reformas na Hungria e um levante dos belgas nos Países Baixos.


"Pedro Pablo Abarca de Bolea y Jiménez de Urrea, 10° Conde de Aranda", de José María Galván.

Na Espanha, Pedro Pablo, 10° Conde de Aranda, pôs em execução uma série de reformas. O comércio interno foi liberado. A indústria de luxo e tecidos de algodão foi estimulada. A administração foi dinamizada, com a criação de intendentes que fortaleceram o poder do rei Carlos III.


"Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal", de Louis Michel van Loo e Claude Joseph Vernet.

As mudanças feitas pelo Marquês de Pombal, no século 18, conhecidas como Reformas Pombalinas, mudaram Portugal e suas colônias nos aspectos econômicos, administrativos e sociais. Incentivou a indústria naval, de vinho, peixes, diamantes, seda e chapéus. No controle econômico, criou companhias de comércio, que detinham o monopólio nas colônias. Pombal perseguiu a nobreza e, principalmente, o Clero, cujo maior exemplo que temos é a expulsão dos Jesuítas tanto de Portugal quanto de suas colônias. Tais reformas visavam transformar Portugal em uma metrópole capitalista, seguindo o exemplo da Inglaterra.



FONTES: História Contemporânea. (Coleção Objetivo, Sistema de Métodos de Aprendizagem). Livro 29. [s.d].

Marquês de Pombal e a Reforma Educacional Brasileira. Disponível em: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/periodo_pombalino_intro.html Acesso em: 27/02/2014.


CRÉDITO DAS IMAGENS: http://commons.wikimedia.org/



Nenhum comentário:

Postar um comentário