terça-feira, 13 de maio de 2014

Os zoológicos humanos: Exposições a serviço do Imperialismo

O apresentador italiano Guillermo Antonio Farini posa com alguns pigmeus. Londres, 1888.

Os zoológicos humanos ou exposições etnológicas, fizeram sucesso na Europa entre os séculos 19 e 20. Essas exibições serviam para "entreter" os espectadores ocidentais, curiosos e ávidos por conhecimento. Os povos que as compunham eram considerados exóticos e selvagens, e vinham de diferentes regiões: índios norte americanos e Botocudos do Brasil; Pigmeus, senegaleses e Daomeanos da África; aborígenes australianos e javaneses da Indonésia.

Os empresários, para tentar deixar o espetáculo mais próximo da realidade, construíam paisagens artificiais, como desertos e aldeias iorubás.  Em uma época de surgimento de "Teorias raciais", esses eventos serviam para legitimar a campanha imperialista das grandes potências, que mostravam que era dever do mais forte civilizar os "selvagens". Por incrível que pareça, a última exposição humana ocorreu em 1958, na cidade de Bruxelas. Estima-se que, de 1800 à 1958, cerca de 1 bilhão pessoas as visitaram.

Assistam abaixo o documentário francês "Zoos Humains"



CRÉDITO DA IMAGEM: http://semioticas1.blogspot.com.br/


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