quarta-feira, 18 de junho de 2014

O autoritarismo no Japão

Soldados do Exército Imperial japonês.

O Império do Japão, depois de conflitos como a Guerra Sino-Japonesa, a Guerra Russo-Japonesa e a Primeira Guerra Mundial, viveu alguns anos de paz. A estabilidade social, porém, voltaria a ser abalada: A Grande Depressão de 1929 atingiu em cheio a economia do Japão. 

Internamente, forças reacionárias e militaristas controlavam, aos poucos, todos os setores da administração. Militares e elementos ligados a eles, de tendências expansionistas, dominavam a política e a economia do país. Golpes e assassinatos se tornaram frequentes no país. Estadistas moderados como Inukai, Takahashi e outros, foram brutalmente eliminados pelos extremistas.

O expansionismo ficou evidente na questão da Manchúria. Em 1931, ocorreu uma explosão na ferrovia Sul-Manchuriana, próximo à Mukden. Tratava-se de uma sabotagem. A ferrovia pertencia aos japoneses, e estes acusaram os chineses pela explosão. Estava armado o pretexto para a invasão e anexação japonesa da Manchúria. Os militares atacaram Mukden e a ocuparam. A seguir, promoveram ataques a várias outras cidades manchus.

Japoneses e chineses se enfrentaram em 1937. Os japoneses, militarmente superiores, rapidamente conquistaram Pequim. Seito e Shangai se renderam; Nankin, capital da República do Centro, foi violada e dominadas as importantes cidades de Cantão, Bushô, Kankou e etc. O Japão começava a ficar mal visto pela Liga das Nações, formada pela Grã-Bretanha, Estados Unidos e França, pois ambos apoiavam a China.

Assim como na Primeira Guerra Mundial, o mundo voltaria a ficar dividido. De um lado, Estados Unidos, União Soviética e Reino Unido, os Aliados e a democracia; do outro, Alemanha, Itália e Império do Japão, o Eixo e os regimes autoritários. O Japão fez aliança com a Alemanha em 1936 e com a Itália em 1940.

O Japão estava decidido a fazer guerra e expandir seus domínios: na madrugada de 8 de dezembro de 1941, aviões japoneses atacaram, sem aviso prévio, a base naval americana de Pearl Harbour. O Japão declarava guerra aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha.

A seguir, as forças japonesas desembarcaram na península da Malaia, Filipinas, etc, tomaram Hong Kong e dominaram o sul do Pacífico. Em janeiro de 1942 ocupavam Manila e, logo depois, Singapura e Rangun. Dominando o sul do Pacífico, chegaram à Austrália. Os Aliados, então, começaram a reagir. A marinha japonesa foi a primeira ser abalada, nas batalhas do Mar de Coral, Midway e Guadalcanal. As ilhas Marshall e Truck foram conquistadas pelos Aliados, em seguida, a ilha de Saipan e a cidade de Manila. Iwô e Okinawa foram conquistadas após duras batalhas. O Japão estava cercado.

Em agosto de 1945 acabava a Era Imperialista japonesa: os Estados Unidos lançaram a primeira bomba atômica em Hiroshima e, a seguir, uma em Nagasaki. O Japão foi derrotado, pela primeira vez na sua história, depois de anos de transformações. Vale salientar que, o país cometeu, assim como outros países, graves crimes antes e durante a Segunda Guerra Mundial. O exemplo mais triste é o Massacre de Nanquim, no qual o sadismo dos militares japoneses tirou várias vidas. Que sejam vistos os dois lados da moeda.



FONTES: SAITO, Nádia. Autoritarismo no Japão, 1929 - 1940: fascismo ou militarismo?. Disponível em: http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1308194328_ARQUIVO_anpuh2011autoritarismofascismomilitarismo.pdf . Acesso em: 18/06/2014.

YAMASHIRO, José. Pequena história do Japão. São Paulo: Editora Herder, 1964.


CRÉDITO DA IMAGEM: http://tokdehistoria.com.br/







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