domingo, 8 de junho de 2014

Os povos da América Latina: índios, negros e imigrantes europeus


A palavra índio foi usada por Cristóvão Colombo para designar os povos por ele encontrados na América. Na verdade, Colombo imaginava ter chegado às Índias e, por isso, chamou os habitantes das terras americanas de índios. Esses índios eram, na verdade, bastante diferentes entre si. Alguns eram bastante simples e viviam da caça e da pesca, enquanto outros, principalmente os que viviam na região que hoje chamamos de México e Peru, alcançaram um elevado grau de complexidade, construindo pirâmides e templos.

Com a colonização das terras que hoje chamamos de América Latina, os índios foram forçados a trabalhar nas plantações e nas minas de ouro e prata de portugueses e espanhóis. Muitos deles, principalmente os dos territórios onde mais tarde surgiram Argentina, Brasil e Uruguai, por exemplo, foram praticamente dizimados. Já em países como Bolívia, México, Peru e Guatemala, as influências indígenas estão presentes até hoje em grande parte da população.

Mas não eram só índios que trabalhavam nas minas de ouro e prata e nas plantações, principalmente de açúcar, das Américas espanhola e portuguesa. Em alguns países, em virtude da falta de índios - ou porque eram poucos já na época da conquista ou porque haviam sido exterminados - foi necessário trazer escravos da África para realizar o trabalho braçal.

Trazidos de várias tribos da África para países como Brasil, Cuba, Haiti e Venezuela, os cativos eram comercializados por espanhóis e portugueses, que obtinham altos lucros com o tráfico. Até hoje, boa parte da população desses países latino-americanos é composta de negros, ainda muito discriminados, tendo, em geral, os piores empregos e recebendo os mais baixos salários.

Depois da abolição da escravatura - que em alguns países da América Latina ocorreu logo após a independência e, em outros (como Cuba e Brasil), somente no final do século 19 - , imigrantes europeus, principalmente italianos, vieram trabalhar em alguns países do continente. Eles começaram a chegar a partir de 1850, quando quase todos os países da América da Latina já eram independentes e não havia mais privilégios para portugueses e espanhóis. Esses imigrantes dirigiram-se, em sua maioria, para a Argentina, o Chile, o Brasil (principalmente para São Paulo e o sul do país) e o Uruguai. Alguns enriqueceram e tornaram-se grande empresários. Outros - a maior parte - transformaram-se em pequenos camponeses ou em operários nas fábricas das cidades.


FONTE: BARBOSA, Alexandre de Freitas. A independência dos países da América Latina. São Paulo: Saraiva, 1997. p. 9-11.


CRÉDITO DA IMAGEM: http://www.unisinos.br/


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