quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A Expansão Marítima Espanhola


Depois de Portugal, a Espanha foi o segundo país a se aventurar em mares desconhecidos. Ela levou décadas, pois enfrentava problemas como a unificação dos reinos cristãos de Castela, Leão, Navarra e Aragão, e a expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica. O fim do Califado de Granada, em 1492, marca o início da Expansão Marítima Espanhola. Os descobrimentos espanhóis ficaram a cargo do navegador italiano Cristóvão Colombo.

 A Espanha acompanhou de perto a expansão marítima lusa, o que gerou acirradas disputas territoriais pelo domínio do ultramar e acordos delimitadores de direitos nas conquistas realizadas.
Antes de Vasco da Gama chegar às Índias em 1498, os espanhóis já haviam chegado à América. Em 1492, os reis Fernando e Isabel, cujo casamento promovera a centralização política da Espanha, decidiram patrocinar a viagem do navegador genovês Cristóvão Colombo, que, acreditando na esfericidade da Terra, defendia a tese de navegar de “el levante por el poniente”, isto é, defendia que seria possível chegar às Índias, no oriente, navegando em direção ao Ocidente.
A viagem de Colombo começou em 3 de agosto de 1492, partindo de Palos na Espanha, e inaugurou o chamado ciclo ocidental das navegações, ou ciclo espanhol, aposto ao português, que se dirigia para o Oriente através do sul do continente africano, o chamado ciclo oriental.
Em outubro do mesmo ano, Colombo chegou à ilha de Guanaani (San Salvador), nas Bahamas, acreditando ter alcançado as Índias. Mais tarde, em 1504, o navegador Américo Vespúcio anunciaria que, na verdade, as terras descobertas em 1492 pertenciam a um novo continente, o qual foi denominado América em sua homenagem.
Em seguida, os espanhóis subjugaram as populações nativas americanas, cabendo a Fernão Cortez a conquista do México e a Francisco Pizarro, a conquista do Peru. A Espanha estabeleceu uma lucrativa atividade de exploração de metais preciosos encontrados nesses domínios”.
(VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História do Brasil. São Paulo: Scipione, 1997. p. 56-57)

CRÉDITO DA IMAGEM: http://www.mundoeducacao.com/






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