domingo, 10 de agosto de 2014

Holocausto na Croácia

Soldados Ustasha decapitando um prisioneiro.

O Holocausto da Croácia ou Holocausto Ustasha, foi um crime contra a humanidade ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial. O regime de extrema direita dos Ustasha, criado em 1929, visava a construção de um Estado independente, 100% católico e racialmente puro (livre de judeus, homossexuais, ciganos, muçulmanos, comunistas e não praticantes do catolicismo).

Após a Primeira Grande Guerra, foi criado o Reino da Iugoslávia, formado por sérvios, croatas e eslovenos. Apoiados por Nazistas e Fascistas, os Ustasha, liderados pelo nacionalista Ante Pavelic, lutavam por um Estado independente e totalmente croata. Arquitetados alguns planos, o rei Alexandre foi morto e, sete anos depois, foi declarada a Independência Croata. Os extremistas utilizavam métodos bárbaros como fuzilamento, espancamento e decapitação.

As medidas tomadas logo após a instalação da Croácia independente são bem explicitadas pela afirmação de Mile Budak, ministro da Educação do governo Pavelic.

"Para o resto, sérvios, judeus e ciganos, temos 3 milhões de balas. Mataremos 1/3 dos sérvios. Deportaremos outro terço e o resto será obrigado a tornar-se católico romano".

Foram construídos campos de concentração na Croácia e na Bósnia, tendo como principal o campo de Jasenovac, na Croácia. O movimento foi apoiado pela Alta Cúpula da Igreja Católica, que desejava maior influência na região dos Bálcãs. Alguns dos principais encabeçadores da matança eram católicos: Ivo Gaberina, teórico racial, era padre. Os crimes eram tão violentos, que até mesmo os governos Nazista e Fascista se assustavam.

"O general Edmund Glaise Von Horstenau, representante do Exército alemão na Croácia, informou a Berlim que 200.000 sérvios tinham “caído vitimados por instintos animais dos líderes ustashis".

Um dos principais grupos que sofriam perseguições dos Ustasha, eram seguidores da Igreja Ortodoxa. 

"de maneira bestial não só contra os homens em idade de fazer o serviço militar, mas especialmente contra indefesos velhos, mulheres e crianças. O número de ortodoxos que os croatas massacraram e torturaram sadicamente até matar é de cerca de 300.000".

Os Ustashis tinham ligações com a Ditadura de Péron, na Argentina. Em momentos de crise, membros do Estado croata se dirigiam para o país sul-americano

"Há informações de que o governo de Pavelic comprou sessenta passaportes argentinos para fins de evacuação”. “Fundos foram transferidos para a Argentina. Funcionários menos graduados, segundo se diz, irão para a Eslováquia."

O Estado Independente Croata deixou de existir em maio de 1945, quando forças do militar Josip Broz Tito e o Exército Vermelho Soviético dominaram a região. Nesse mesmo ano foi criada a República Federal Socialista da Iugoslávia. Os números dos assassinatos foram grandes: entre 45.000 e 52.000 habitantes sérvios do chamado Estado Independente da Croácia;entre 12.000 e 20.000 judeus; entre 15.000 e 20.000 ciganos; entre 5.000 e 12.000 croatas e muçulmanos; mais de 30.000 judeus; e de 320 000 a 340 000 sérvios (United States Holocaust Memorial Museum).

A Segunda Guerra Mundial, assim como outros momentos de nossa história, possui "tópicos" cruéis iguais ao Holocausto Croata. São episódios como esse da História da Humanidade, que caem no esquecimento. Os motivos podem ser a dificuldade de acesso a fontes, falta de interesse e o mais provável: vergonha. Que o homem aprenda com os erros do passado o real valor da vida humana.


FONTES: Holocausto-Doc- Documentação e História
             Centro de Mídia Independente do Brasil
             United States Holocaust Memorial Museum

CRÉDITO DA IMAGEM: A Vida no Front - http://avidanofront.blogspot.com.br/


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