quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Salvador, capital do Brasil colônia


O sistema de capitanias hereditárias fracassou no Brasil. Os altos custos de manutenção, a falta de interesse de alguns donatários e a inexistência de uma atividade econômica que fixasse o colono na terra contribuíram para que a maioria das capitanias fracassassem, com exceção das de São Vicente e Pernambuco, onde foi implantado o cultivo da cana de açúcar, atividade altamente rentável.

D. João III, em face desse fracasso, resolveu criar um novo sistema, o Governo Geral. Por meio do Governo Geral, o poder deixou de ficar centralizado na figura do donatário e passou para o governador, nomeado pelo rei. O primeiro governador-geral do Brasil foi Tomé de Sousa, que, em 29 de março de 1549, criou Salvador, a primeira capital do Brasil.

Tomé de Sousa trouxe arquitetos, soldados, engenheiros, carpinteiros, botânicos, médicos, jesuítas e vários colonos, a maioria deles degredados portugueses, para dar início à construção da capital daquela que seria em pouco tempo a colônia mais importante de Portugal. É também no seu governo que se desenvolve o cultivo da cana de açúcar baseado no trabalho escravo africano e é introduzido o gado no Brasil.

Até 1763 Salvador se desenvolveu intensamente. A produção de açúcar aumentava cada vez mais e a mão de obra escrava utilizada nas lavouras gerava lucros para o reino e para os comerciantes. A cidade detinha a maior empresa de construção naval do Império português. Em importância, Salvador perdia apenas para Lisboa. Igrejas, casarões, palácios e outros edifícios públicos foram erguidos no mais refinado estilo europeu.

Salvador, atual capital do estado da Bahia, foi o centro econômico, administrativo, político e militar do Brasil Colônia de 1549, ano de sua fundação, até 1763, quando o eixo econômico da colônia sai do Nordeste e vai para o Centro-Sul minerador, com o Rio de Janeiro como a nova capital.


CRÉDITO DA IMAGEM: ctn.org.br

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