domingo, 11 de janeiro de 2015

O Protestantismo no Brasil (I): Colônia

Interior de uma Igreja Protestante.

O Protestantismo, segundo maior ramo do Cristianismo, tem sua História no Brasil ligada a invasão de franceses e holandeses no período colonial. Os franceses são mais conhecidos por terem sido os primeiros a tentar estabelecer uma colônia protestante em terras brasileiras. 

Por volta de 1555, na Baía da Guanabara, Rio de Janeiro, foi criada por Nicolas Durand Villegaignon, vice-almirante da Bretanha, a França Antártica, uma colônia formada por Huguenotes, protestantes franceses fugidos das perseguições religiosas da Contra Reforma.

Villegaignon, por meio de um pedido feito a João Calvino, recebeu na nova colônia um grupo de calvinistas e pastores. Em 1557, é celebrado o primeiro culto evangélico do Brasil e das Américas. Pouco tempo depois, Villegaignon entrou em conflito com os calvinistas por discordâncias entre dogmas religiosos e os expulsou da colônia. Em 1560, os franceses são expulsos do Brasil pelos portugueses.

Na região Nordeste, cobiçada por ser produtora do item mais valioso da colônia, o açúcar, os holandeses estabeleceram um domínio de 24 anos. O príncipe João Maurício de Nassau-Siegen, governante do Nordeste holandês, estabeleceu a liberdade religiosa, para católicos, protestantes e judeus, que sofriam com as perseguições.

Nesses mais de 20 anos de dominação, foram fundadas 22 igrejas e congregações, todas nos moldes da Igreja Reformada da Holanda. Depois da expulsão dos holandeses, em 1654, após longos confrontos, o protestantismo só voltaria a aparecer no Brasil no século 19, mais precisamente com a chegada da Família Real Portuguesa, que estabelece a Abertura dos Portos às Nações Amigas, em 1808.

Com os Tratados de 1810, altamente favoráveis à Inglaterra, Portugal garante aos ingleses uma série de benefícios, entre eles os religiosos, desde que fossem seguidos algumas regras:

''Portugal e Inglaterra estabelecem um tratado comercial que incluía a permissão para o estabelecimento nos territórios do reino de Portugal de cemitérios, hospitais, clubes e igrejas, desde que essas realizassem os cultos em inglês, fossem frequentadas apenas por britânicos e não tivessem aparência exterior de templo'' .(1)


(1) CALVANI, Carlos Eduardo B. Anglicanismo no Brasil. Revista USP, São Paulo, n. 67, p. 40. 2005.



CRÉDITO DA IMAGEM: http://celcsmrs.blogspot.com.br/

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