quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O Protestantismo no Brasil (II): Império

Igreja Anglicana no Rio de Janeiro, início do século 20.

Como foi dito no texto anterior, com a chegada da Família Real Portuguesa em 1808, D. João permitiu a liberdade de culto aos protestantes anglicanos ingleses. Esse foi um passo importante para o estabelecimento da liberdade de culto no Brasil. Em 1824, Dom Pedro I promulga a primeira Constituição do país. Essa Carta Magna, além de instituir o poder Moderador, que dava direitos e poderes quase ilimitados ao governante, demonstrava a forte ligação cultural do país com o Catolicismo.

Art. 5. A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto domestico, ou particular em casas para isso destinadas, sem fórma alguma exterior do Templo. (1)

Fica claro no artigo 5° da Constituição que o Estado possuía uma religião oficial, o Catolicismo, e impunha limites para a prática de outras crenças. Essa ''meia liberdade'' religiosa, ainda que marcada por restrições, serviu para acabar com o monopólio Católico sobre o Cristianismo. Em 1827 foi fundada no Rio de Janeiro a Comunidade Protestante Alemã-Francesa, formada por luteranos, reformados alemães, franceses e suíços.

O tráfico inter atlântico de escravos foi legalmente abolido em 1850, por meio da lei Eusébio de Queirós; e, mais tarde, o comércio interno. Sem essa mão de obra, o Império passou a receber imigrantes europeus, que trabalhavam em troca de salários. Alemães e italianos, que sofriam com os conflitos pela unificação de seus respectivos países, figuraram como os principais grupos de imigrantes. A maioria dos alemães estabelecidos no Sul do país eram Luteranos ou Calvinistas, que estabeleceram organizações protestantes como o Sínodo Evangélico Alemão da Província do Rio Grande do Sul.

Comunidades e igrejas protestantes fundadas durante o Brasil Império (1822-1889):

1822- Primeira capela Anglicana, Rio de Janeiro;
1824- Igreja Evangélica da Confissão;
1827- Comunidade Protestante Alemã-Francesa do Rio de Janeiro;
1855- Igreja Congregacional;
1858- Igreja Evangélica Fluminense;
1862- Igreja Presbiteriana, Rio de Janeiro;
1865- Igreja Presbiteriana em São Paulo e Brotas;
1868- Sínodo Evangélico Alemão da Província do Rio Grande do Sul;
1878- Igreja Metodista Episcopal, Rio de Janeiro;
1882- Igreja Batista, Salvador;
1886- Sínodo Rio-Grandense;

(2) 



FONTES: (1) Constituição Política do Império do Brazil (de 25 de março de 1824). Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao24.htm. Acesso em 21 de janeiro de 2015.

(2) MATOS, Alderi Souza de. O Protestantismo no Brasil. Disponível em: http://www.thirdmill.org/files/portuguese/58714~11_1_01_10-18-11_AM~O_Protestantismo_no_Brasil.html Acesso em 21 de janeiro de 2015.


CRÉDITO DA IMAGEM: http://www.fotolog.com/luiz_o/85506652/

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