terça-feira, 12 de janeiro de 2016

400 anos da fundação de Belém do Pará

A fundação da cidade de Nossa Senhora de Belém do Grão-Pará, Teodoro Braga, 1908.

A fundação das primeiras cidades da região amazônica está relacionada à questão de assegurar o domínio da região para as coroas portuguesa e espanhola. O descuido da Espanha, que de acordo com o Tratado de Tordesilhas (1494) era detentora da maior parte da região, começa quando esta passa a dar mais atenção às suas colônias no Caribe, ricas em produção de matérias primas como açúcar e tabaco; e as dos Andes, ricas em Prata e Ouro.

A região amazônica sempre despertou a cobiça internacional. No final século 16, a influência e investida de países como Inglaterra, Irlanda, França e Holanda tornaram-se constantes na região. Os holandeses, em 1599, construíram no Xingu os fortes de Orange e Nassau, com algumas plantações de cana de açúcar e tabaco; Os ingleses se estabeleceram na bacia do Orenoco em 1604; Os irlandeses criam alguns povoados na Ilha dos Porcos, os holandeses às margens dos rios Gurupá e Xingu; Corsários franceses conseguem fundar, em 1612, um forte, Fort Saint Louis, embrião da cidade de São Luís do Maranhão. Todos esses invasores, para facilitar suas ações na região, mantinham relações de cordialidade com os nativos, com os quais conseguiam informações e suprimentos para seus empreendimentos. 

Temendo a total anexação da região por potências estrangeiras, Portugal, sob domínio da Coroa Espanhola, organiza expedições para combater esses invasores. Saindo de São Luís em 25 de dezembro de 1615, Francisco Caldeira de Castelo Branco, capitão-mor da Capitania da Bahia, chega ao rio Pará em 12 de janeiro de 1616, instalando sua guarnição na baía do Guajará. No local, batizado de Feliz Lusitânia, foi construído o Forte do Presépio, símbolo do poder português na região. Ao redor do forte, foi fundada a cidade de Nossa Senhora de Belém do Grão-Pará, atual Belém.



CRÉDITO DA IMAGEM: mdc - Revista de Arquitetura e Urbanismo

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