segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Unificação do Alto e Baixo Egito

Paleta de ardósia do rei Narmer (Menés I).

As tribos nômades que se estabeleceram às margens do Nilo, e que deram origem à civilização egípcia, passaram a agrupar-se em divisões administrativas conhecidas por Nomos, governadas por um Nomarca. Apesar de compartilharem a mesma língua e técnicas de sobrevivência, essas tribos criaram regras distintas, adoração a diferentes deuses etc. Por volta de 3000 a. C. esses nomos começaram a se fundir, dividindo o território egípcio em Reino do Sul, com capital em Hieracômpolis, cujo símbolo de poder era o hedjet, a coroa branca; e Reino do Norte, tendo como símbolo de poder a deshret, coroa vermelha, e com centro no Delta Ocidental. O melhor registro sobre a unificação dos dois reinos é a Paleta de ardósia do rei Narmer, uma placa cerimonial que apresenta o nome do rei gravado nas duas faces e inserido no desenho de um palácio; sob a proteção da deusa Hátor ou Bat. Em uma face, Narmer (Menés I) está usando a coroa vermelha, na outra, utiliza a cora branca. Essa Paleta representa a unificação do Egito, através da vitória do Sul sobre o Norte. A unificação ocorreu entre 3100 - 3200 a.C.

Segundo o historiador Ciro Flamarion S. Cardoso, a partir do faraó Menés I, podemos dividir a história do Egito Antigo em 8 épocas distintas:
  • Dinástico Primitivo: 2920 a 2575 – dinastias I a III;
  • Império Antigo: 2575 a 2134 – dinastias IV a VIII;
  • Primeiro Período Intermediário: 2134 a 2040 – dinastias IX a XI;
  • Império Médio: 2040 a 1640 – dinastias XI a XIV;
  • Segundo Período Intermediário: 1640 a 1550 – dinastias XV a XVII;
  • Império Novo: 1550 a 1070 – dinastias XVIII a XX;
  • Terceiro Período Intermediário: 1070 a 712 – dinastias XXI a XXIV;
  • Época Tardia: 712 a 332 – dinastias XXV a XXX. (Fonte: História Livre)

CRÉDITO DA IMAGEM:

antigoegito.org

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