quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

As Universidades Ocidentais

As universidades mais antigas do mundo se encontram no Oriente Médio. Temos nessa região instituições de ensino que estão funcionando de forma ininterrupta por mais de 1000 anos. No Ocidente, a Universidade mais antiga é a de Bolonha, na Itália, inaugurada em 1088, durante a Baixa Idade Média. Nessa época, essas instituições de ensino surgiram em diferentes cidades da Europa Ocidental, como Veneza, Bruges, Colônia e Paris.

O Monastério foi o embrião da universidade Ocidental. Localizados fora da malha urbana, esses locais tinham seu ensino dividido entre as Artes Mecânicas e as Artes Liberais. Em síntese, trabalho manual e trabalho intelectual. As primeiras artes eram dedicadas às camadas mais baixas da população, sendo as Artes Liberais destinadas para um pequeno número de aristocratas. As disciplinas Liberais eram divididas em: Quadrivium (aritmética, música, geometria e astronomia) e Trivium (lógica, gramática e retórica).

"Filosofia e As Sete Artes liberais". De Herrad de Landsberg da obra Hortus Deliciarum. Século 12.

A metodologia utilizada nos monastérios consistia em um ensino baseado no Lectio, Questio, Disputatio e Determinatio. Para uma linguagem científica, tínhamos assim a leitura, o questionamento do texto, a discussão e debates, e a conclusão. O conhecimento da Antiguidade foi preservado em boa parte pela Igreja Católica, que detinha o monopólio do ensino nos monastérios. Naquela época os estudantes tinham acesso aos escritor de autores como, por exemplo, Aristóteles, Platão, Eusébio de Cesaréia, Beda, etc.

A partir do século 12, com o enriquecimento e crescimento das cidades, os Monastérios começaram a entrar em declínio, pois as urbes apresentavam melhores oportunidades e mais liberdade de aprendizagem, pois o ensino, além de monopolizado, era destinado exclusivamente para os monges. Nessa época, estima-se que 15% da população da Europa Ocidental passou a viver em cidades como Florença, Bruges, Oviedo e Praga. As instituições de ensino das cidades eram chamadas de Catedralícias, e estavam diretamente ligadas à Santa Sé. A demanda pelo ensino tornou o número de mestres insuficientes. Os bispados de cada cidade eram responsáveis pela nomeação de licenças de ensino, que autorizavam o exercício do magistério.

Selo da Universidade de Bolonha.

Os bispos e monarcas, para solucionar esse problema, autorizaram essas escolas, agora com o título de Studium Generale, estudo geral, a emitir licenças de ensino. Os alunos, após se formarem, ganhavam a permissão de ministrar aulas em qualquer Escola da Europa. Isso lembra, em parte, algumas graduações da atualidade. As diversas escolas passaram a se fundir, dando origem às Universidades, instituições autônomas formadas na época por quatro faculdades: Artes, Medicina, Direito e Teologia. O aluno primeiro estudava Artes, onde aprendia o Trivium e o Quadrivium, já mencionados anteriormente. A faculdade de Artes durava em média 5 ou 6 anos. Concluído esse curso, o aluno poderia se especializar em Medicina, Direito e Teologia. A maior parte da elite medieval formava-se em Teologia


FONTES:


KOSHIBA, Luiz. História: origens, estruturas e processos: ensino médio. São Paulo, Atual, 2000.

JOBIM, Leopoldo Collor; LINDOSO, Dirceu Accioly. Grande História Universal Vol. I. Rio de Janeiro, Bloch Editores S. A., 1976.


CRÉDITO DAS IMAGENS:

commons.wikimedia.org

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