quarta-feira, 5 de julho de 2017

Livros para conhecer a História do Amazonas e de Manaus

A quantidade de livros sobre a História do Estado do Amazonas e de sua capital, Manaus, é vasta. Desde pelo menos 1884, com a publicação do Almanach administrativo, histórico, estatístico e mercantil da Província do Amazonas, escritores apresentam obras de síntese, ensaios e pesquisas acadêmicas sobre a História da região. Nesse texto, listei 21 livros (que fazem partes de minhas leituras) que considero essenciais para conhecer a História do Amazonas e a História de Manaus. Alguns ainda estão disponíveis em livrarias. Outros, no entanto, dada a antiguidade e raridade, podem ser encontrados em sebos ou já se encontram esgotados.


HISTÓRIA DO AMAZONAS:


À margem da História (1909) - Euclides da Cunha foi um dos primeiros intelectuais que buscaram interpretar a Amazônia histórica e socialmente. À margem da História é o resultado de inúmeros ensaios produzidos por Euclides durante sua participação na expedição de reconhecimento do Alto Purus. A grandiosidade da natureza impressionou o escritor fluminense, que passara a compreender aquele mundo natural como estando em processo de "gestação", o qual tinha por habitante o "intruso", o homem amazônico. O escritor mostrou-se ser um pesquisador arrojado, utilizando para a produção de seus ensaios os relatos de viajantes, estudos geográficos, etnográficos e sociológicos. A tese de Euclides combinava a Amazônia e o intruso, a natureza e o homem. Em outras palavras, era de determinismo geográfico. Para o autor, a natureza "infernal" amansava, isolava e dominava a vida do amazônida, processo de controle acrescido do sistema de trabalho semi-escravo da extração do látex. É a primeira vez que a Amazônia e seus habitantes foram pensados, não de forma poética ou saudosista, mas sob o prisma de uma crítica a sua realidade.

História do Amazonas (1931) - Arthur Cezar Ferreira Reis (1906-1994) pode ser considerado o maior historiador que o Amazonas já teve. Foram mais de quatro décadas dedicadas à pesquisa e à escrita, que resultaram em nada mais nada menos que 38 obras publicadas tanto no Amazonas quanto em outros países. Homem de estado, governador durante o Regime Militar, suas obras são caracterizadas pela presença da perspectiva política nos desdobramentos da evolução histórica do Amazonas. Em 1931, com 25 anos de idade, Arthur Cezar publica História do Amazonas, trabalho de grandes proporções e assentado em farta documentação. Arthur Reis aplica, nessa obra, o rigor histórico da pesquisa documental, construindo uma narrativa fluida, rica e viva, bem ordenada, tecendo uma interpretação político social do Amazonas, fruto das ações do Estado português e depois do Estado Republicano.

Topônimos amazonenses: Nomes das cidades amazonenses, sua origem e significação (1967) - Muitos de nós já se perguntaram quais as origens dos nomes dos municípios que formam nosso Estado, nomes curiosos como Barreirinha, Urucurituba e Carauari. O juiz Municipal e de Direito Octaviano Mello produziu, em 1940, um trabalho sobre a Geografia, a História e a Etimologia de cidades como as anteriormente citadas. Apenas em 1967, de forma póstuma, o Governo do Estado do Amazonas publicou essa obra, intitulada Topônimos amazonenses: Nomes das cidades amazonenses, sua origem e significação. Por mais que atuasse na área do Direito, em outros trabalhos Octaviano mostrou-se grande especialista e erudito em Geografia, História, Etnografia e linguística. Nesse livro o autor não se prende apenas à descrição dos elementos naturais, dedicando boa parte de suas análises aos elementos humanos e etimológicos da região.

Dicionário amazonense de biografias (1969) - A biografia é um campo com muitas possibilidades em nosso Estado, pois ainda se desconhecem as trajetórias de muitas de nossas personalidades. Inúmeros estabelecimentos escolares, logradouros e ruas possuem nomes em sua maioria desconhecidos pela população. Partindo dessas ideias, Agnello Bittencourt, o lendário professor do Colégio Dom Pedro II (digo isso sem exageros, pois foram 52 anos dedicados ao ensino), publicou em 1969, após anos de pesquisa, o Dicionário amazonense de biografias - vultos do passado. Nesse dicionário são encontradas as biografias de figuras como Lobo D' Almada, Leonardo Malcher e Luiz Antony.

A expressão Amazonense (1978) O sociólogo Márcio Souza encerra uma linha de elogios e exaltação da cultura burguesa da economia gomífera em 1978, com a publicação de A Expressão Amazonense: do colonialismo ao neocolonialismo. Para o autor, durante o apogeu da borracha, o Amazonas esteve bastante alienado, com sua capital sendo “a única cidade brasileira a mergulhar de corpo e alma na franca camaradagem dispendiosa da belle époque”. Acrescenta ainda que ela não era “verdadeiramente uma cidade, mas decoração do sonho e do delírio, microcosmo das doenças do espírito burguês com toques de selvageria e grossura”, cujo novo estilo de vida contrastava com sua linhagem portuguesa, a tornando um verdadeiro cenário para o colonialismo.

O Amazonas na época imperial (1989-90) - Livro denso de mais de 300 páginas, O Amazonas na época imperial, do escritor Antônio Loureiro, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, cobre o período que vai de 1852 até o advento da República. Como fontes, Loureiro utilizou relatórios, falas e exposições dos presidentes e vice-presidentes desse período, de forma que a narrativa é constituída da visão desses homens que serviram ao Império no Amazonas. O conteúdo é rico em dados estatísticos das atividades comerciais e administrativas do Amazonas nessa época, sendo a obra de fundamental importância para os estudos que lhe sucederam.

Breve História da Amazônia (1994) - O livro Breve História da Amazônia, do sociólogo Márcio Souza, surgiu da necessidade que este encontrou na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, em encontrar livros síntese sobre a região para seus alunos do curso de Imagens da Amazônia, do Departamento de Espanhol e Português. Márcio Souza idealizou um livro para aqueles que necessitavam de uma introdução geral sobre a região. O grande pioneirismo e diferencial dessa obra é que o autor abarcou, sem a pretensão de preencher a lacuna existe, a Amazônia de uma forma geral, tanto a brasileira quanto aquela formada por outros países da América do Sul, a Amazônia plural onde são falados, além do português, o espanhol, o inglês, o holandês e línguas nativas. É uma ótima leitura para aqueles que pretendem se familiarizar com a História da região antes de se aprofundarem em obras mais densas.

Ribeiro Junior - Redentor do Amazonas (Memórias) (1997) - O período Tenentista no Amazonas ainda é pouco estudado. Eneida Ramos Ribeiro, filha de Ribeiro Júnior, líder do movimento que instalou o governo tenentista no Amazonas em 1924, é a autora desse livro de memórias. Além de suas memórias familiares e das memórias de amigos de seu pai, Eneida utilizou jornais, revistas e outros livros para compor seu trabalho. A obra tem uma das narrativas mais interessantes, com um ritmo mais acelerado, como se Eneida não tivesse vontade de parar de escrever. A partir de cada capítulo, que sempre parte dos depoimentos familiares para os mais gerais, temos as peças de um quebra cabeça que nos permite compreender as motivações daquela personagem que encabeçou um movimento tão importante mas ao mesmo tempo tão desconhecido em nosso Estado.

A Grande Crise (2008) - Antônio Loureiro, em A Grande Crise, com um grande arsenal de dados estatísticos e bibliográficos, analisa a derrocada da borracha em uma perspectiva nacional. O Brasil, para o autor, sentiu os efeitos da crise, pois dependia da Amazônia para a obtenção das libras esterlinas, necessárias para o pagamento da dívida externa, para equilibrar o preço do café e urbanizar a capital federal; mas continuava alheio à região. As críticas, em sua maioria, são feitas à omissão da União, que tardiamente tomou medidas que se mostraram ineficazes ao combate da crise; outras são feitas aos empresários e outros trabalhadores que enviavam altas somas de dinheiro para suas terras de origem, descapitalizando a região.

O fim do silêncio: presença negra na Amazônia (2011) - Patrícia Melo Sampaio, professora do Departamento de História da UFAM e reconhecida como uma das maiores historiadoras da região, põe fim a um grande silêncio presente em nossa historiografia clássica: a presença de negros na região amazônica. Por muito tempo, a presença dessas personagens foi abafada na historiografia clássica, que as tratava de forma estatística, afirmando uma presença ínfima, e sedimentando suas culturas. O trabalho, organizado por Patrícia Sampaio, conta com artigos de alunos pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia, nos quais são abordadas temáticas variadas, que vão desde cartas de alforria, fugas de escravos, festas religiosas a elementos contemporâneos como o hip-hop. A obra reflete a temática da presença negra em nossa região e dá visibilidade a personagens que fazem parte de nossa trajetória em sociedade.

Os samurais das selvas: A presença japonesa no Amazonas (2012) - Aguinaldo Nascimento Figueiredo, professor da rede pública e membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, escreveu Os samurais das selvas: A presença japonesa no Amazonas, para que ficasse registrada a trajetória dos imigrantes nipônicos que para cá vieram em diferentes momentos. A imigração de japoneses para Amazonas teve grande influência em Maués, Parintins, Manacupuru e Manaus. A vinda dessas pessoas é contextualizada aos momentos mais sensíveis de nossa Estado, quando este ainda sofria os efeitos da crise, e políticas econômicas como a do cultivo da juta e do guaraná, e de colonização, eram implantadas para tentar reverter esse quadro de estagnação. Esse é mais um dos trabalhos de Aguinaldo Figueiredo marcado pela escrita simples, acessível a todos os públicos, e pelo cuidado no trato das fontes.


HISTÓRIA DE MANAUS:

Um olhar pelo passado (1897) - Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha, jornalista filho de João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, o primeiro presidente da Província do Amazonas, produziu esse livro em homenagem ao governador Fileto Pires Ferreira. Nessa obra, Bento de Figueiredo mescla tanto a pesquisa em arquivos públicos da capital, de Barcelos, de Itacoatiara e de Tefé, quanto sua própria vivência, seus testemunhos oculares da cidade que viu durante o período provincial. Boa parte do livro é constituída de informações da Geografia antiga da capital, da evolução das vias públicas e de suas nomenclaturas.

Fundação de Manaus (1948) - Mário Ypiranga Monteiro (1909-2004) foi sem dúvidas um dos maiores escritores de nossa cidade. Seus ensaios histórico-culturais são de uma qualidade ímpar, sendo reconhecidos nacional e internacionalmente. Em Fundação de Manaus, Mário Ypiranga se propõe a produzir uma obra que, naquele período, suprisse a carência de informações históricas sobre a cidade. O livro parte da fundação da Fortaleza de São José da Barra e vai até a década de 50 do século XIX. Por ser um ensaio, o livro possui muitas ideias e reflexões sobre o que é a cidade, seus habitantes, sua cultura. Para Mário Ypiranga, Manaus é produto da falta de organização e planejamento de seus fundadores, o que não lhe possibilitou ter uma "adolescência", pois a urbe passa de um estado acanhado, encerrada por seus limites naturais, para uma evolução jamais vista a partir do final do século XIX.

Roteiro Histórico e Sentimental da Cidade do Rio Negro (1969) - Num primeiro momento, o livro de Luiz de Miranda Corrêa pode parecer um guia turístico. São abordados festivais folclóricos, lugares para fazer compras, hotéis etc. Mas, com uma leitura mais aprofundada, logo vemos que trata-se de um elogio saudosista ao período da borracha, à influência europeia e à ação das elites. Manaus se transformava, com obras monumentais e serviços públicos de qualidade. “Uma sociedade inteira passava de um estágio primitivo para os requintes da civilização europeia”. A descrição dos palacetes, bares, hotéis e bordéis são vívidas. As elites elogiadas são aquelas formadas com o nascimento da República, enquanto que “as famílias mais antigas do Amazonas, o pequeno número de privilegiados do Império, […] ou se adaptavam às novas condições de vida da região ou seriam, como vários o foram, tragados pelo redemoinho dos interesses da borracha”.

Roteiro Histórico de Manaus (1969) - Mais uma vez um livro de Mário Ypiranga Monteiro. Dessa vez, o autor escreveu um denso roteiro, dividido em dois livros, de logradouros, construções e ruas da cidade, abordando as origens de suas nomenclaturas. Não são privilegiados lugares apenas do Centro, como tradicionalmente ocorre, mas também logradouros de outros bairros. É um clássico para os que procuram conhecer as ruas de Manaus.

Manaus - História e Arquitetura (1852-1910) (1997) - Otoni Moreira Mesquita, professor aposentado da Universidade Federal do Amazonas, publicou, em 1997, em forma de livro, sua tese de mestrado, Manaus - História e Arquitetura (1852-1900). A história da cidade é vista a partir da arquitetura e do urbanismo. Com um recorte histórico que parte do período provincial até a década de 10 do século XX, Otoni Mesquita contextualiza as transformações urbanísticas pelas quais a capital foi passando, com seu apogeu de construções durante o "boom" da economia gomífera. Cada construção analisada é minuciosamente descrita em seus aspectos arquitetônicos. Na tese de Otoni, compreende-se que essas transformações fazem parte de um "rito de passagem", com a inserção da Amazônia ao mundo que se apresentava como moderno, obedecendo aos padrões vindos da Europa. Toda uma sociedade provinciana, cujo ritmo era ditado pela natureza e pelas limitações a ela impostas, sofre mudanças marcantes.

A ilusão do Fausto - Manaus 1890-1920 (1999) - O ensaio de Edinea Mascarenhas Dias, A Ilusão do Fausto – Manaus 1890-1920 (1999), é um estudo que, ao mesmo tempo em que é esmiuçado o processo de transformação e desenvolvimento da cidade e de suas políticas públicas, são apresentadas as contradições do espaço urbano pensado pelas elites e pelo poder público, que criou mecanismos que, ao mesmo tempo em que ordenavam a urbe, segregavam pobres, prostitutas, analfabetos e desocupados. Tem influências de Edward Thompson, com sua crítica ao marxismo estruturalista; e de Max Weber, com seu conceito de estratificação social. O livro é dividido em duas partes: A cidade do Fausto e A falácia do Fausto.

Manaus: Praça, café, colégio e cinema nos anos 50 e 60 (2002) - O livro de José Vicente de Souza Aguiar, professor da Universidade do Estado do Amazonas, é sobre a vida cultural da cidade entre as décadas de 1950 e 1960, tendo como centro irradiador a Praça da Polícia em conjunto com o Cine Guarany, o Café do Pina e o Colégio Dom Pedro II, espaços que marcaram várias gerações na capital. Reconhecendo as dificuldades em encontrar uma quantidade significativa de fontes escritas, José Vicente recorrer ao auxílio da memória, entrevistando pessoas que praticamente dedicaram metade de suas vidas a esses espaços públicos. Além da oralidade, foram utilizados periódicos (jornais e revistas) e documentos oficiais. O ponto de partida de sua pesquisa é a fundação do Clube da Madrugada, em 1954, movimento que marcou as artes e a literatura local; e vai até o final dos anos 1960, quando a instalação da Zona Franca instaurou uma nova dinâmica na vivência nesses espaços urbanos.

Evocação de Manaus: como eu a vi ou sonhei (2002) - Memórias, memórias de tempos mais amenos. Nesse livro, de caráter saudosista, publicado em 2002, o senador Jefferson Péres (1932-2008) nos transporta, através de uma narrativa vívida, para a Manaus dos anos 40 e 50. O autor faz descrições minuciosas da vida familiar, dos costumes, da vida material e dos acontecimentos políticos do período, como a presença e as atividades dos norte-americanos na cidade durante a Segunda Guerra. Jefferson Péres nos descreve uma cidade de pouco mais de 100 mil habitantes, anestesiada pelos efeitos da crise econômica, que começava a ditar sua vida em um ritmo mais lento, que conservava valores tradicionais e prezava pela ordem.

Manaus, entre o passado e o presente (2009) - O empresário Durango Duarte não é historiador, mas um grande entusiasta desse campo. Manaus, entre o passado e o presente, é organizado por Durango mas produzido por uma grande equipe de pesquisadores de centros culturais, institutos históricos e universidades, munida de farta documentação, o que torna o resultado final da obra de grande valor. A obra é bem estruturada e ilustrada, com capítulos para as praças, os portos, as igrejas, os cinemas, as bibliotecas etc, mostrando como esses lugares foram se transformando até o presente. Para aqueles que desejam uma leitura prática mas com qualidade, essa é uma boa escolha.

Monumentos públicos do Centro Histórico de Manaus (2012) - Maria Evany Nascimento, professora da Universidade do Estado do Amazonas, fez um levantamento dos monumentos erguidos na cidade entre 1882 e 1995. O objetivo maior era efetuar o mapeamento desse acervo de obras artísticas dos logradouros públicos do Centro Histórico de Manaus. Outro objetivo, mais ambicioso, era contribuir, de alguma forma, para a preservação desses marcos e obras artísticas, bem como a memória e a história de cada uma delas que fazem parte do patrimônio cultural da cidade, o que implica ainda no resguardo da cultura visual do Centro Histórico. Cada um dos monumentos levantados é analisado, chamando a atenção do leitor o cuidado que a autora teve com os mínimos detalhes, buscando esmiuçar toda a simbologia por trás dessas obras.


CRÉDITO DAS IMAGENS:

Estante Virtual
Skoob
Blog do Coronel Roberto
Livraria Cultura
Livraria Valer

Acervo pessoal

9 comentários:

  1. Respostas
    1. Muito obrigado, Julimara Carvalho. Espero que tenha gostado dessa seleção de livros. Continue visitando o blog.

      Att, Fábio Augusto

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  2. Parabéns! Muito boa seleção... Vai rolar uma segunda parte com uma bibliografia mais recente tbm?.

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    1. Muito obrigado.Sim, irei preparar uma segunda parte. Nos últimos anos foram lançados bons trabalhos de história local.

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  3. Como amazonense e manauara, parabenizo por nos lembrar, que temos e devemos manter viva essas lembranças que são testemunhos de um passado glorioso e que serve para todos nós fonte de eternas pesquisas. PARABÊNS!

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    1. Muito obrigado, Hisemberg. Fico feliz em ajudar a preservar nosso passado.

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  4. Bom Dia!

    Como entusiasta da história, gostaria de fazer parte desse seleto grupo de estudos e pesquisas.

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