segunda-feira, 27 de abril de 2015

Japão, sua História (I): As origens da Terra do Sol Nascente

Izanagi e Izanami. Pintura de Kobayashi Eitaku, 1885.

O Japão é um país que chama bastante atenção por sua cultura, culinária e, principalmente, sua História. Esse país insular, localizado no Extremo Oriente asiático, se tornou realmente conhecido pelo restante do mundo a pouco mais de 160 anos, quando foi retirado de seu isolamento politico e econômico feudal. A partir daí, o Japão “invadiu” o mundo de diferentes formas. É difícil encontrar uma pessoa que não saiba o que é um mangá, que não use um produto industrializado produzido em Tokyo, ou que nunca tenha saboreado um yakisoba. Percebendo a falta de conteúdos que explicitem de maneira didática a História desse país, desde suas origens até os dias de hoje, tomei por iniciativa começar a escrever a série de postagens Japão, sua História. Nesse primeiro texto será abordada a origem do Japão, as influências recebidas de outros povos, os aspectos cotidianos dos primeiros habitantes e a Geografia da região. Não sou nenhum especialista em História do Japão. Os especialistas e estudiosos sobre o assunto, ao lerem esse texto, apontem os erros e façam críticas.


As Origens Míticas


Como toda civilização, o Japão possui seus mitos e lendas fundadoras, marcados pela presença de deuses, deusas, heróis lendários e os feitos dos primeiros governantes. Os livros mais antigos do país, o Kojiki (Crônica de Assuntos Antigos, de 712 d.C.) e o Nihon Shoki (Crônica do Japão, 720 d.C.), assim retratam a gênese do início dos tempos:

'' No início dos tempos, existia apenas o Caos. Desse Caos nasceram três divindades – Ami no Minakushi no Kami, criador e criação; Takami Mussubi no Kami, energia da produção; e Kami Mussubi no Kami, energia dos nascimentos divinos '' (1).

Mais tarde, nasceram várias outras divindades e, duas delas, os irmãos Izanagi, “homem que convida”, e Izanami, “mulher que convida”, receberam dos primeiros deuses a tarefa de dar forma a terra. Para iniciar a criação, lhes foi entregue uma lança decorada com pedras preciosas, chamada Ame-no-nuhoko. Depois de receber a lança, o casal de irmãos se dirigiu para a Amenouhikashi (Ponte do Céu), que ficava entre o mundo divino e o terreno. De lá, os dois viram que a terra era formada por um grande oceano viscoso. Izanagi, então, enfia sua lança nesse oceano e o agita. As gotas que caíram da ponta da lança se coagularam, dando forma ao primeiro pedaço de terra firme: a ilha Onogoro-shima.

Os dois deuses casaram e fizeram da ilha sua morada, e a partir dela deram continuidade a criação. Izanagi e Izanami tiveram oito filhos: o primeiro nascera deformado e terminou sendo abandonado pelos pais. Os deuses primordiais explicaram que isso ocorreu em decorrência do fato de que a deusa Izanami falou antes de seu marido durante a cerimônia de casamento. Nas cerimônias seguintes, quem passou a iniciar o ritual foi Izanagi, divindade masculina. Os filhos seguintes nasceram sem problemas ou deformidades. Estes eram ilhas, províncias e penínsulas que formam o Japão atual, como as ilhas de Kyushu, Awaji, e Shikoku; as províncias de Awa, Sanuki e Kojima; e também divindades da natureza.

Durante o parto de Kagutsuchi, Deus do Fogo, último filho do casal, Izanami morreu em decorrência das queimaduras causadas por essa divindade. Izanagi, atordoado pela morte de sua esposa, mata Kagutsuchi. Do sangue e do cadáver desse Deus nasceram outros deuses. Ainda ressentido pela morte da esposa, Izanagi decide resgatá-la no Yomi (Terra dos Mortos). Ao chegar no local, Izanagi foi recebido por Izanami, que pediu para que o marido a esperasse na entrada enquanto esta tentava negociar sua saída da Terra dos Mortos com as divindades superiores. Não aguentando a espera, Izanagi acende uma tocha e ilumina o Yomi. Infelizmente, ele teve uma triste visão de sua amada: a deusa que criara ilhas e deuses ao seu lado nada mais era que um cadáver em decomposição. Desse corpo em decomposição também nasceu Ryujin, Deus do Trovão. Izanagi ficou horrorizado com o que viu, e Izanami, envergonhada, ordenou que criaturas do Yomi perseguissem e matassem o marido, que fechou o local com uma grande pedra e conseguiu fugir. Sua mulher, do outro lado, disse para o seu marido: a cada dia eu matarei 1000 pessoas de seu império. Izanagi, em resposta, exclamou: a cada dia eu farei nascer 1500 pessoas.

Após sair do Mundo dos Mortos, Izanagi decidiu limpar-se das impurezas do Yomi em um rio. Do banho que tomou, nasceram as três principais divindades da Mitologia Japonesa, equivalentes aos irmãos gregos Zeus, Poseidon e Hades.

''[…] a deusa-sol Amaterasu Omikami (o Grande Espírito Majestoso que Ilumina o Céu), que nasceu quando ele lavou seu majestoso olho esquerdo; o deus-lua, Tsukiyomi-no-Mikoto (Sua Majestade Possuidor da Noite Enluarada), que nasceu quando ele lavou seu majestoso olho direito, e um deus-tempestade absolutamente intratável, Susano-O-no-Mikoto (Sua Majestade Masculina Valente – Veloz – Impetuoso), que nasceu quando ele lavou seu majestoso nariz'' (2).

Depois que Izanagi e Izanami criaram inúmeras ilhas, montanhas, florestas e divindades da natureza, caberia agora aos três irmãos, Amaterasu, Tsukiyomi e Susanoo, governar o mundo, cada um com seu domínio estabelecido (Amaterasu iluminaria o dia, com o sol; Tsukiyomi iluminaria a noite, com a lua; e Susanoo domaria os trovões e as tempestades).


Geografia, formação do povo japonês e pré-história



Cerâmica Jomon.


Saindo do campo mítico – religioso e entrando no científico, que é o que realmente nos interessa, vamos entender a Geografia do Japão, a formação do povo japonês, feita a partir da mistura e contato com outros povos, e a pré-história do país. Como foi dito na introdução, o Japão é um país insular, o que significa ser ele formado por de ilhas, cerca 6852. As maiores ilhas são Honshu, Hokaido, Kyushu e Shikoku. Honshu abriga as cidades mais importantes e populosas do país, como Tokyo, Osaka e Yokohama. Por estar localizado no famoso Círculo de Fogo do Pacífico, área de instabilidade geológica marcada pela convergência de várias placas tectônicas, o Japão é propício à ser atingido por abalos sísmicos e tsunamis. O interior do país é formado por cadeias de montanhas e, a maior delas, o Monte Fuji, é um vulcão ativo, mas que não oferece risco de erupção.

Por meio da Arqueologia foi possível traçar um “início” para a história do Japão. Acredita-se que o território começou a ser há 30.000 anos, durante o Paleolítico, época em que estava ligado ao continente. A presença de fósseis de animais de grande porte, como os mamutes, é um indício de que os primeiros habitantes migraram para o Arquipélago em busca de caça. Entre 10.000 a.C. e 3.000 a.C., o aumento das temperaturas fez o nível das águas subir e isolar o território do restante do continente.

A pré história do país é dividida em Paleolítico, Periodo Jomon e Período Yayoi. No período Paleolítico, tratado acima, vamos ter a ocupação do território e o seu desligamento do continente asiático, ocorrido em decorrência do aumento das temperaturas, o derretimento das geleiras e o aumento dos níveis das águas.

O Período Jomon tem início em 10.000 a.C. quando o território japonês fica isolado. Seus habitantes, que trabalhavam a pedra polida, aprenderam a fazer cerâmica, conhecida como Jomon, (com motivos codiformes) considerada a mais antiga do mundo. O domínio da técnica ceramista revela que os povos daquela possuíam domínio sob o fogo, necessário para cozinhar as peças de barro.

O Período Yayoi, que durou de 300 a.C. a 300 d.C., é a Idade dos Metais do Japão. Trabalhos em ferro facilitam a produção de armas; desenvolve-se a tecelagem e as técnicas construtivas, com tijolos de barro cozido, permitiram a construção de abrigos mais resistentes.

Quando nos referimos ao biótipo japonês, imaginamos logo “amarelo”. Mas, na verdade, os japoneses não são etnicamente puros. Contribuíram para a formação dos japoneses diferentes povos (Ainos, Tunguses, Indonésios, Indochineses, Hans e Negritos), que migraram para a região em diferentes períodos históricos:


''[…] os Ainos, raça branca pertencente à família "Homo Caucasicus" — provavelmente frutos da mistura de brancos com mon-góis —, começaram a emigrar da Sibéria, terra de sua origem, para o Oriente, e, avançando sempre para leste, atingiram o extremo norte desse arquipélago, chegando mesmo a atravessar o estreito de Mamiya. Era o primeiro contato humano com as terras do Japão. Ocuparam os Ainos esse solo e aí se desenvolveram, dirigindo-se, depois, para o Sul. Passaram por Hokkai-do, principal ilha do Arquipélago, sendo que muitos se estabeleceram na grande e fértil planície de Kwantô, que circunda Tokyo. Chegaram até as ilhas Ryukyu, que se estendem desde a de Kyushu até Formosa […] Depois de radicados os Ainos no Arquipélago Japonês [...], outra raça, a dos Tunguses, atravessou a montanha Altai e entrou na Mongólia. Dali, os mais arrojados, continuando, como os Ainos, na direção nordeste, atingiram o extremo oriental do continente, sendo que alguns, atravessando o estreito de Mamiya, entraram na ilha de Karafuto (Sacalina), e outros, navegando o mar do Japão para o Sul, desembarcaram em vários pontos da costa ocidental das ilhas Hokkaido e Honshu. Esses movimentos começaram, talvez, no ano de 1800 A. C. e continuaram durante cerca de mil anos''. (3).

Os Tunguses migraram para o Japão em três diferentes fases: A primeira, citada acima, teve início quando estes atravessaram a Montanha Altai e entraram na Mongólia; Na segunda fase, os Tunguses se dirigiram para a Manchúria e, de lá, navegaram pela Coréia até atingir a ilha de Honshu, onde fundaram o Império Izumo. Na terceira e última fase, ocorrida em 600 a.C., os Tunguses, ainda na Manchúria, seguiram para o Sul, atravessaram a Coréia e o estreito de Tsushima, até atingir a ilha de Kyushu. Os Tunguses, já com algum nível de desenvolvimento, trabalhavam o ferro.

Ao chegarem na ilha de Kyushu, os Tunguses encontraram nela dois povos, os Indochineses, que ocupavam a parte norte da ilha, e os Indonésios, que ocupavam a parte sul da ilha, ambos vindos do Sul. Os indochineses tinham um alto nível de desenvolvimento e ''dedicavam-se à agricultura, ensinando aos Tunguses e outros a plantação do arroz, a fabricação da seda natural, conhecimentos que trouxeram da terra de origem'' (4). Os Indonésios, vindos da Oceania, eram mais rudes, vivendo isolados até 500 a.C., ''quando outros povoadores, já mesclados, se haviam assimilado completamente a todas as regiões do Arquipélago'' (5). Os Hans (chineses), migraram para o Japão em 600 a.C., se estabelecendo em Kyushu e Honshu, e para lá levaram refinadas técnicas de tecelagem e arquitetura.

Sobre os Negros, existem algumas dúvidas. Alguns antropólogos afirmam que os negros não chegaram a atingir o Japão, mas estes, misturando-se com os indonésios, influenciaram mesmo que indiretamente, o DNA japonês. Outros pesquisadores afirmam que os negros chegaram a se estabelecer na parte Sul do país. A análise de sambaquis, objetos de barro e de metais, e até fontes escritas, como o Kojiki e o Nihon Shoki, possibilitou a reconstrução do passado desses povos.



NOTAS:

(1) Pré-História do Japão - 1: Kojiki e Nihon Shoki, os livros sagrados do Japão. Revista NippoBrasil - ed.065 - 10 a 16 de ago. de 2000.

(2) CAMPBELL, Joseph. As Máscaras de DeusMitologia Oriental. São Paulo, Palas Atenas, tradução de Carmen Fischer, 1997, p. 479 – 480.

(3) YAMASHIRO, José. Pequena História do Japão. São Paulo, Editora Herder, 2. ed, 1964. p. 15-16.

(4) YAMASHIRO, José. p. 17.

(5) YAMASHIRO, José. p. 17.


CRÉDITO DAS IMAGENS: Commons.wikimedia.org

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Norte e Sul dos Estados Unidos: As diferenças que levaram à Guerra Civil Americana

Mapa representando os Estados Unidos na época da Guerra Civil (1861-1865).


Nos Estados Unidos, mais exatamente na segunda metade do século 19, as regiões Norte e Sul do país entraram em um conflito conhecido como Guerra da Secessão, assunto que já foi aqui abordado. No decorrer desse texto, vamos entender como as diferenças entre essas duas regiões se tornaram tão acentuadas a ponto de gerar uma guerra civil de proporções assustadoras.

A região Norte, mais precisamente na área conhecida como Nova Inglaterra, que inclui os Estados de Maine, Connecticut, Massachusetts, New Hampshire, Vermont e Rhode Island; era um polo econômico industrial e mercantil, que utilizava a mão de obra assalariada dos milhares de imigrantes europeus que passaram a procurar melhores condições de trabalho no país. O desenvolvimento industrial serviu como uma alternativa a produção agrícola, pois o clima frio da região impedia o desenvolvimento de qualquer atividade voltada ao cultivo de terra.

O Sul, formado pelos Estados do Missouri, Tennessee, Texas, Virgínia, Alabama, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Louisiana, Kentucky e Kansas; era um tradicional polo agrícola formado por várias propriedades rurais, onde eram produzidos arroz, tabaco, anil, fumo e a principal fonte de riqueza da região, o algodão. A mão de obra empregada nessas propriedades era escrava africana, e o clima, meridional, permitia a produção de gêneros agrícolas em larga escala.

Até um dado momento, essas duas regiões se complementavam: O Norte vendia para Sul seus produtos manufaturados; e o Sul vendia para o norte suas matérias-primas, em especial o algodão. As diferenças de interesses começaram a aparecer na década de 1820, quando os Estados do Norte passaram a exigir maiores taxas alfandegárias para proteger seus mercados da concorrência estrangeiras. O Sul, que comprava os produtos do Norte, era forte opositor dessa ideia, pois ela aumentaria o preço dessas mercadorias.

Para poder escoar sua produção manufatureira, o Norte precisava da construção de canais e de estradas de ferro. Por serem obras vultosas, o governo federal arcaria com todos os custos. O Sul, mais uma vez, se opôs, afirmando que tais melhorias beneficiariam apenas uma região.

O fator mais evidenciado pelos historiadores como causa da Guerra Civil é a escravidão. Pois bem, vamos entender essa questão. Como foi dito no início, o Norte era industrial e o Sul agrícola e escravocrata. O Norte não era necessariamente contra a escravidão, apenas não queria sua expansão para os Estados do Oeste. A criação de novas propriedades agrícolas escravistas no Oeste representaria, além da valorização do comércio de escravos, o fortalecimento do Sul no Congresso Americano. A partir de agora, vamos nos situar, a partir de 1822, nos principais acontecimentos que culminaram na guerra.

Em 1822, o Missourí, região escravocrata, foi elevada a categoria de Estado, fortalecendo a representatividade do Sul no Congresso. O Norte se opôs ferozmente. Para acalmar os ânimos, foi criado o Compromisso do Missouri, que estabelecia os seguintes parâmetros: A partir daquela data, foi criado o Estado do Maine, Baseado no trabalho livre; Os futuros Estados passariam a ser criados em pares (um escravista e outro livre); e, no paralelo 36° 30', a Norte, seria proibida a criação de Estados escravagistas.

Essa medida conseguiu evitar maiores conflitos até 1832, quando a Carolina do Sul ameaçou separar-se da União por causa das taxas alfandegárias do Norte. Logo após a guerra contra o México, em 1848, os Estados Unidos anexaram a Califórnia a União (1849-1850), e esta declarou-se um Estado livre. Isso aumentou as tensões no Congresso, pois contribuiu para o fortalecimento dos industriários do Norte. Nessa mesma época surgiu no Norte o Partido do Solo Livre, que lutava contra a expansão da escravidão no país.

Em 1854, o senador Stephen Douglas, de Illinois, criou o Kansas-Nebrasca Act, que dava origem aos territórios do Kansas e de Nebraska. De acordo com o ato, a população seria soberana na decisão da implantação do trabalho livre ou do trabalho escravo nesses territórios. Essa foi uma boa articulação em favor do Sul, pois os territórios do Kansas e de Nebraska estavam foram do paralelo do Compromisso do Missouri, o que poderia causar a escolha da escravidão como modelo econômico. No entanto, a maioria da população do Kansas era contra a escravidão, o que acabou gerando conflitos armados com o Estado vizinho, Missouri, favorável a escravidão.

Nas eleições presidenciais de 1860, ficou evidente que um conflito armado, maior e pior que o do Kansas, aconteceria. O Sul lançou o candidato Jefferson Davis, Democrata, que tinha propostas como a subordinação da União à autonomia dos Estados e a continuidade da escravidão. O Norte lançou o Republicano Abraham Lincoln, defensor das tarifas alfandegárias e contra a escravidão, com exceção nos Estados onde esta se fazia presente.

Lincoln venceu as eleições, e a Carolina do Sul, em oposição, declarou-se dissolvida dos Estados Unidos. Mais tarde, outros Estados sulistas (Alabama, Mississípi, Geórgia, Flórida e Louisiana) desligaram-se do país. Em 1861 esses estados uniram-se e criaram a Confederação dos Estados Unidos, com Jefferson Davis eleito como presidente. Mais tarde, juntaram-se a Confederação os Estados do Arkansas, Tennessee, Virgínia, Carolina do Norte e Texas.

Após vários acordos políticos, tentativas de reconciliação e alguns conflitos armados, assim ficou os Estados Unidos: dividido entre os Estados Confederados do Sul, formados pelos Estados da Carolina do Sul, Carolina do Norte, Alabama, Mississípi, Geórgia, Flórida, Louisiana, Arkansas, Tennesse, Virgínia e Texas, opositores do governo de Abraham Lincoln e favoráveis a expansão e manutenção da escravidão; e a União, formada por 23 Estados, incluindo a Virgínia Ocidental, que separou da Virgínia.



FONTES: CAMPOS, Raymundo Carlos Bandeira. História da América. Campos - 2° ed. - São Paulo: Atual, 1991.

AMEUR, Farid. La Guerre de Sécession. Tradução: Denise Bottmann - Porto Alegre, RS: L&PM, 2013.


CRÉDITO DA IMAGEM: www.klepsidra.net