quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Túmulo de cervejeiro dos faraós é descoberto no Egito


Uma equipe de arqueólogos japoneses descobriu a tumba de um produtor de cerveja da dinastia Ramsés, que governou o Egito há 3.200 anos, indicou nesta sexta-feira o Ministério de Antiguidades egípcio.
A descoberta do túmulo de Khonso Em Hebreus "é uma das mais importantes (...) na necrópole de Tebas", em Luxor, cidade do sul do país famoso por seus templos faraônicos do Nilo, considerou o ministro Mohamed Ibrahim em um comunicado.
Jiro Kondo, à frente da missão da Universidade japonesa de Waseda, explicou que sua equipe tinha descoberto o túmulo "ao limpar o pátio de uma tumba pertencente a um alto funcionário durante o reinado de Amenhotep III".
O ministro Ibrahim destacou a presença de "paisagens desenhadas e várias inscrições nas paredes e teto (...) que revelam muitos detalhes da vida cotidiana no antigo Egito, incluindo a relação entre o marido e sua esposa e seus filhos, e os rituais religiosos.
"Uma parede mostra o chefe dos cervejeiros, também chefe das reservas reais, fazendo oferendas aos deuses, cercado por sua esposa e filha", de acordo com o comunicado do ministério.

Disponível em: http://info.abril.com.br/

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A Culinária Brasileira

"Um jantar Brasileiro" Debret, 1827.

A culinária, um dos aspectos mais marcantes do nosso país, encanta a todos que a experimentam. Índios, portugueses, africanos, italianos, alemães, árabes e japoneses cada um com a sua contribuição, deram origem a uma cozinha bastante diversificada, exótica e saborosa. E como disse George Bernard Shaw: "Não existe amor mais sincero do que aquele pela comida". Vamos seguir com a postagem.

Com a colonização, nascia a culinária brasileira, misturando, em especial, a mandioca - item de destaque na alimentação dos índios - com o que fora trazido nos primeiros navios portugueses, em especial as carnes de galinha, boi e porco.

Abará, acarajé, caruru e receitas a base de inhame chegaram aqui pelas mãos dos escravos africanos. Não podemos chamá-los de imigrantes, porque não deixaram seus países por vontade própria. Mas, ao longo de três séculos, somaram-se mais de quatro milhões de pessoas. 

"Negras cozinheiras, vendedoras de angu" Debret.

Cozinhando para si mesmos ou para seus senhores, fizeram muitas misturas, como a de farinha com caldo de peixe, que resultou no pirão. É interessante esclarecermos alguns fatos: Afirmar que a feijoada é uma comida cuja origem remonta as senzalas é uma bela estória. A História (com "H") nos traz evidências de que a feijoada não era comida dos escravos e era apreciada pela elite social da época. Recorrendo a registros históricos, o pesquisador Rodrigo Elias traz à tona um anúncio de 7 de agosto de 1833 no Diário de Pernambuco, em que o recém-inaugurado Hotel Théâtre, de Recife, informa que às quintas-feiras seriam servidas feijoada à brasileira.Pratos similares à feijoada já existiam há muito tempo. O feijão preto começou a ser utilizado na feijoada após o descobrimento da América.
Também o Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, publica em 5 de janeiro de 1849 um anúncio em que o botequim da Fama do Café com Leite chama os fregueses para uma bela feijoada à brasileira.
A partir do século 19, quando a migração européia para a América começou a ocorrer de forma organizada, vieram os alemães, com seus hábitos de comer linguiças, salsichas, batatas e chucrute, além de sopas com sabor levemente doce. E, diga-se de passagem, tudo acompanhado de cerveja.
Os árabes, que muito influenciaram a Península Ibérica entre os séculos 7 e 15, trouxeram para o Brasil o gosto por comidas ricas em açúcar, canela, 
especiarias, e gemas de ovos cozidos, além de vários quitutes e processos culinários – até as laranjeiras, tão típicas no Brasil, foram trazidas do Oriente pelos mouros para a Península Ibérica. O cuscuz, enraizado como um prato brasileiro, na verdade, é um prato oriundo do norte da África. Um costume nos tempos coloniais era de, no meio do jantar, trocarem-se os guardanapos - costume também puramente árabe.
Os navios trouxeram também os italianos para trabalhar nas plantações de café. Além de muita massa, revelaram o costume, muito presente ainda hoje no Sul do país, de comer polenta (a feita com farinha de milho originário da América. A polenta já é uma tradução européia de uma herança americana) Com frango ou carne vermelha. São receitas deles também o risoto e minestrone, a sopa de verduras com macarrão, arroz ou feijão. Para acompanhar, muito vinho.
Embora tenham chegado no século 20, os japoneses conquistaram espaço na mesa dos brasileiros com o peixe cru e as algas. Atualmente, nas grandes metrópoles, a comida oriental é uma verdadeira febre.
A real influência dos portugueses na nossa mesa se deu com mais força a partir do final do século 19, quando migraram para o Brasil em número maior para trabalhar no comércio ou como operários. Seu cardápio era composto de muitas hortaliças e carnes - misturavam também os dois ingredientes para preparar diferentes tipos de sopas.
Os pratos tradicionais lusitanos, em sua maioria, continham carne de porco. Morcelas, chouriços e sarrabulhos não faltavam na mesa. Galinha, peixes salgados que traziam da Europa, como o bacalhau e outros frutos do mar tinham espaço privilegiado nos pratos, que eram sempre regados a muito azeite, temperados com cebola e tome e acompanhados de pão.

E para terminar: "O prazer dos banquetes não está na abundância dos pratos e, sim, na reunião dos amigos e na conversação". - Cícero.


FONTES: À mesa com a ciência. Texto de Bianca Encarnação. Sociologia, CIÊNCIA&VIDA. Ano I. Número 11.

Feijoada: breve história de uma instituição comestível. Revista do Ministério das Relações Exteriores. Artigo do professor Rodrigo Elias (mestre em História Moderna e Contemporânea pela Universidade Federal Fluminense e doutorando em História Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro). 

A CONTRIBUIÇÃO ÁRABE PARA O BRASIL: Um esboço acerca da influência árabe no Brasil Colônia. Texto de Rafael Saraiva Lapuente. Disponível em: http://rafaellapuente.files.wordpress.com/2012/11/brasil-c3a1rabe.pdf - acesso em 28/01/2014.


CRÉDITO DAS IMAGENS: http://gangamacota.blogspot.com.br/
                                   http://historiaporimagem.blogspot.com.br/ 



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Os Jogos Olímpicos na Alemanha Nazista

 Pôster dos Jogos Olímpicos de 1936.

No ano de 1936, os jogos Olímpicos seriam realizados em um país fortemente marcado por uma ideologia totalitária: A Alemanha nazista.Em votação realizada em 1931, os membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) escolheram Berlim para sede da XI Olimpíada. Foram 43 votos contra 16 conferidos a Barcelona e oito abstenções. Não passava pela cabeça de ninguém que, dois anos depois, Adolf Hitler e os nazistas dominariam a Alemanha.

Antes de subirem ao poder os nazistas consideravam a Olimpíada um "infame festival promovido pelos judeus". Depois da Escolha de Berlim como sede dos jogos, os nazistas diziam que as Olimpíadas não seria realizadas na Alemanha. Depois que Hitler assumiu o poder, as opiniões mudaram.Adolf deu-se conta do imenso potencial de propaganda dos jogos, que ofereciam a oportunidade de provar a suposta superioridade da raça ariana que defendia em sua obra, Mein Kampf (minha luta). Com as liberdades individuais restringidas,a Gestapo, a polícia secreta do Estado, estava presente em todas as partes, controlando a vida de cada cidadão. As prisões ficavam lotadas com inimigos do regime e uma onda de perseguições foi desencadeada contra as minorias: judeus, comunistas, negros, ciganos e homossexuais.

 Maratona. Numa Berlim repleta de bandeiras nazistas, os atletas disputam a prova mais tradicional das Olimpíadas.

Vários países do mundo se manifestaram. " Ir a Berlim é aceitar tornar-se cúmplice dos carrascos", discursava em 1935 o deputado comunista francês Florimond Bonte, opondo-se ao racismo e ao anti-comunismo nazista. "Somos franceses antes de ser esportistas", afirmou Louis Rimet, presidente do Comitê do Esporte Nacional Francês. 

Nos Estados Unidos, Ernest Lee Jancke, membro do COI, iniciou uma campanha contra a participação estadunidense. Recebeu apoios importantes, como o do jornal New York Times e das universidades estadunidenses de Long Island, de Notre Dame e de Nova York, que se recusaram a ceder seus atletas para a seleção dos Estados Unidos.

Na Europa, grupos democráticos e socialistas tentaram realizar jogos alternativos para concorrem com os de Hitler: os Jogos Populares de Barcelona. Reuniram-se mais de mil atletas de vários países. Compareceram delegações não oficiais dos Estados Unidos, França e Inglaterra, entre outras. Mas no dia do início das competições teve início a Guerra Civil Espanhola e os jogos foram cancelados.

Entrada do Estádio Olímpico de Berlim em 1936.

Os nazistas organizaram uma Olimpíada com muita pompa. Além do estádio olímpico, com capacidade para 100 mil pessoas, edificaram oito instalações esportivas, entre estádios menores, ginásios e o parque aquático, com capacidade para 18 mil espectadores. espalhadas por cinemas e teatros da cidade e com imagens projetadas por circuito interno em enormes panos brancos retangulares pendurados, espectadores privilegiados assistiram à transmissão da abertura e de algumas provas dos Jogos através da recém inventada televisão. Foram as Olimpíadas mais modernas realizadas até então.

Campanhas do governo educavam a população para o grande evento. Hitler 
Proibiu a circulação do jornal anti-semita “Der Stürmer”, do hidrófobo Julius Streicher e permitiu que alguns judeus participassem na delegação alemã. Nas escolas, as crianças aprendiam lições de como receber os visitantes. As avenidas foram enfeitadas com bandeiras brancas e vermelhas. As brancas estampavam os coloridos círculos olímpicos. As vermelhas, a cruz suástica.

Durante os desfiles das delegações, manifestações nacionalistas exaltadas davam o clima dos jogos. Ao passar pela tribuna, os austríacos fizeram a saudação nazista. Foram muito aplaudidos. Os búlgaros passaram marchando em ordem unida. Mais aplausos. Os franceses fizeram a saudação olímpica, confundida com o gesto nazista, e foram igualmente festejados. Os estadunidenses levaram a mão ao peito e passaram diante do constrangedor silêncio da plateia e das tribunas. Os ingleses simplesmente viraram a cabeça para o camarote das autoridades. Receberam um estrondosa vaia.

Hitler e Jesse Owens

Jesse Owens em Berlim, 1936.

A história que se conta sobre Jesse Owens e Hitler é a seguinte: Depois que Owens bateu o recorde em salto e venceu o alemão Luz Long, Hitler, diante de cem mil pessoas, teria abandonado o estádio. Atualmente sabe-se que a história não foi essa. O que ocorreu, em síntese, foi: Quando a primeira medalha de ouro foi conquistada por um atleta alemão, o arremessador Hans Wölke, Hitler foi pessoalmente cumprimentá-lo. Na mesma ocasião congratulou-se com mais três fundistas filandeses e duas atletas alemãs.Foi então que o Presidente do Comitê Olímpico resolveu intervir. Disse a Hitler que ele, na qualidade de convidado de honra, deveria doravante ou cumprimentar todos os atletas vencedores ou não felicitar mais nenhum. Como não podia estar presente a todos os momentos em que os campeões eram agraciados, Hitler optou então por não descer mais da tribuna de honra.

Quando Jesse Owens ganhou as medalhas, Hitler já tinha tomado a sua decisão. E, ao contrário de ter-se mostrado indignado, abanou efusivamente para o grande atleta. Nas palavras do próprio Jesse: “Quando eu passei, o Chanceler se ergueu, e acenou com a mão para mim: eu respondi ao aceno...”

A razão do gesto é muito simples. O Nazismo exaltava acima de tudo, em seu profundo anti-intelectualismo, o vigor físico e a estampa, não importando qual fosse a raça.

Aquele que revelasse alguma musculatura e virilidade,harmonizada num belo corpo, tinha sua imediata aprovação. Quem realmente discriminava os negros era a delegação norte-americana, que os segregavam durante os próprios jogos olímpicos.


FONTES: CAMPOS, F; CLARO, Regina. A Escrita da História. A política das armas e as armas da política. São Paulo: Escala Educacional, 2010.

Hitler nas Olímpiadas. Artigo de Voltaire Schilling. Disponível em: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/artigos/alem_hitler_olimpiadas.htm Acesso em 27/01/2014.

CRÉDITO DAS IMAGENS: http://commons.wikimedia.org/
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Dificuldades durante as Viagens Marítimas

Gravura de Alfredo Roque Gameiro (1864 - 1935) reproduz o interior de uma nau.

Todo empreendimento tem um custo. A realização das grandes navegações teve os seus. Os portugueses levaram mais de oitenta anos para conseguir contornar a África e alcançar as Índias. Foi um esforço enorme, que lhes custou muitas vidas e muito dinheiro. Se uma esquadra partia com 2000 mil pessoas, devido a péssima alimentação (os mantimentos, constituídos de biscoitos, pão, vinho, carne de porco e de vaca,acabavam rapidamente), catástrofes naturais, condições de trabalho e higiene, ela mal voltava com 500! Os relatos seguintes dão uma ideia das dificuldades enfrentadas pelos navegantes europeus durante as viagens marítimas:

[...] Já não tínhamos mais nem pão para comer, mas apenas polvo impregnado de morcegos, que tinham lhe devorado toda a substância, e que tinha um fedor insuportável por estar empapado em urina de rato. A água que nos víamos forçados a tomar era igualmente pútrida e fedorenta. Para não morrer de fome, chegamos ao ponto crítico de comer pedaços de couro com que se havia coberto o mastro maior, para impedir que a madeira roçasse as cordas. Este couro, sempre ao sol, a água e ao vento, estava tão duro que tínhamos que deixá-lo de molho no mar durante quatro ou cinco dias para amolecer um pouco. Frequentemente nossa alimentação ficou reduzida a serragem de madeira como única comida, posto que até os ratos, tão repugnantes ao homem, chegaram a ser um manjar tão caro, que se pagava meio ducado por cada um. [...]

(Antonio de Pigafetta, Diário da expedição de Fernão de Magalhães, 1519-22)

[...] aquém do Equador, tivemos não só muito mau tempo, entremeado de chuvas ou calmaria, mas ainda perigosa navegação por causa da inconstância dos ventos que sopram conjuntamente; apesar de andarem os nossos três navios perto uns dos outros, não podiam os pilotos observar uma marcha uniforme. Assim como num triângulo, um ia para leste outro para oeste e outro para o norte. Erguiam-se repentinamente borrascas* que com tal fúria açoitavam as nossas velas, que nem sei como não viraram cem vezes de mastros para baixo e quilha para cima [...]

O sol é fortíssimo e além do calor que padecíamos não tínhamos, fora das parcas refeições, água doce nem outra bebida em quantidade suficiente. Sofríamos assim tão cruelmente a sede que cheguei quase a perder a respiração e a ficar sem fala durante mais de uma hora, donde se compreende que o que mais desejam os marinheiros nessas longas viagens é ver o mar convertido em água doce.

(Jean de Léry, Viagem a terra do Brasil, 1578)

Os marinheiros, assim como os outros tripulantes do barco, não podiam tomar banho e lavavam-se pouco porque a água era um bem muito importante devendo ser usada apenas para beber e para cozinhar os alimentos.Por outro lado, como não havia casas de banho, as necessidades eram feitas, ou em cima de uma tábua com um buraco, colocada com uma parte de fora do barco, ou para dentro de baldes que eram despejados para o mar. 


FONTE: AMADO, Janaína; GARCIA, Franco Ledonias. NAVEGAR É PRECISO, Grandes descobrimentos marítimos europeus. São Paulo: Atual, 1989.


CRÉDITO DA IMAGEM: www.revistadehistoria.com.br

domingo, 26 de janeiro de 2014

Ex-escravos lembram rotina em fazenda nazista no interior de SP

          Símbolo na bandeira do time de futebol no interior de São Paulo                     era uma suástica - Foto: BBC

Em uma fazenda no interior de São Paulo, 160 quilômetros a oeste da capital, um time de futebol posa para uma foto comemorativa. Mas o que torna a imagem extraordinária é o símbolo na bandeira do time - uma suástica.
A foto, provavelmente, foi tirada após a ascensão nazista na Alemanha, na década de 1930.

"Nada explicava a presença dessa suástica aqui", conta José Ricardo Rosa Maciel, ex-dono da remota fazenda Cruzeiro do Sul, perto de Campina do Monte Alegre, que encontrou a foto, por acaso, um dia.

Mas essa foi, na verdade, sua segunda e intrigante descoberta. A primeira tinha ocorrido no chiqueiro. "Um dia, os porcos quebraram uma parede e fugiram para o campo", ele disse. "Notei que os tijolos tinham caído. Achei que estava tendo alucinações". Na parte debaixo de cada tijolo estava gravada uma suástica. 
É sabido que no período que antecedeu a Segunda Guerra, o Brasil tinha fortes vínculos com a Alemanha Nazista. Os dois países eram parceiros comerciais e o Brasil tinha o maior partido fascista fora da Europa, com mais de 40 mil integrantes.
Mas levou anos para que Maciel, com o auxílio do historiador Sidney Aguillar Filho, conhecesse a terrível história que conectava sua fazenda aos fascistas brasileiros.

Moradores do interior de SP ainda guardam as lembranças referentes à suástica - Foto: BBC

Ação Integralista

Filho descobriu que a fazenda tinha pertencido aos Rocha Miranda, uma família de industriais ricos do Rio de Janeiro. Três deles - o pai, Renato, e dois filhos, Otávio e Osvaldo - eram membros da Ação Integralista Brasileira (AIB), organização de extrema direita simpatizante do Nazismo.

A família às vezes organizava eventos na fazenda, recebendo milhares de membros do partido. Mas também existia no lugar um campo brutal de trabalhos forçados para crianças negras abandonadas.
"Descobri a história de 50 meninos com idades em torno de 10 anos que tinham sido tirados de um orfanato no Rio", conta o historiador. "Foram três levas. O primeiro grupo, em 1933, tinha dez (crianças)".

               Aloysio Silva era conhecido apenas pelo número 23 - Foto: BBC

Osvaldo Rocha Miranda solicitou a guarda legal dos órfãos, segundo documentos encontrados por Filho. O pedido foi atendido.
"Ele enviou seu motorista, que nos colocou em um canto", conta Aloysio da Silva, um dos primeiros meninos levados para trabalhar na fazenda, hoje com 90 anos de idade.
"Osvaldo apontava com uma bengala - 'Coloca aquele no canto de lá, esse no de cá'. De 20 meninos, ele pegou dez".
"Ele prometeu o mundo - que iríamos jogar futebol, andar a cavalo. Mas não tinha nada disso. Todos os dez tinham de arrancar ervas daninhas com um ancinho e limpar a fazenda. Fui enganado".
As crianças eram espancadas regularmente com uma palmatória. Não eram chamadas pelo nome, mas por números. Silva era o número 23.
Cães de guarda mantinham as crianças na linha.
Argemiro dos Santos é outro dos sobreviventes. Quando menino, foi encontrado nas ruas e levado para um orfanato. Um dia, Rocha Miranda veio buscá-lo.
"Eles não gostavam de negros", conta Santos, hoje com 89 anos.
                      Até as vacas da fazenda recebiam a suástica - Foto: BBC

"Havia castigos, deixavam a gente sem comida ou nos batiam com a palmatória. Doía muito. Duas batidas, às vezes. O máximo eram cinco, porque uma pessoa não aguentava".
"Eles tinham fotografias de Hitler e você era obrigado a fazer uma saudação. Eu não entendia nada daquilo".
Alguns dos descendentes da família Rocha Miranda dizem que seus antepassados deixaram de apoiar o Nazismo antes da Segunda Guerra Mundial.
Maurice Rocha Miranda, sobrinho-bisneto de Otávio e Osvaldo, também nega que as crianças eram mantidas na fazenda como "escravos".
Em entrevista à Folha de São Paulo, ele disse que os órfãos na fazenda "tinham de ser controlados mas nunca foram punidos ou escravizados". 
O historiador Sidney Aguillar Filho, no entanto, acredita nas histórias dos sobreviventes. E apesar da passagem do tempo, ambos Silva e Santos - que nunca mais se encontraram desde o tempo em que viveram na fazenda - fazem relatos muito parecidos e perturbadores de suas experiências.
Para os órfãos, os únicos momentos de alegria eram os jogos de futebol contra times de trabalhadores das fazendas locais, como aquele em que foi tirada a foto onde se vê a bandeira com a suástica (o futebol tinha papel fundamental na ideologia integralista).
    Argemiro Santos ainda guarda a medalha de ouro que ganhou Foto: BBC

"A gente se reunia para bater bola e a coisa foi crescendo", diz Santos. "Tínhamos campeonatos, éramos bons de futebol."
Mas depois de vários anos, ele não aguentava mais. "Tinha um portão (na fazenda) e um dia eu o deixei aberto", ele conta. "Naquela noite, eu fugi. Ninguém viu".
Santos voltou ao Rio onde, aos 14 anos de idade, passou a dormir na rua e trabalhar como vendedor de jornais. Em 1942, quando Brasil declarou guerra contra a Alemanha, Santos se alistou na Marinha como taifeiro, servindo mesas e lavando louça.
Depois de trabalhar para nazistas, Santos passou a lutar contra eles. "Estava apenas prestando um serviço para o Brasil", explica. "Não sentia ódio por Hitler, não sabia quem ele era".
Santos saiu em patrulha pela Europa e depois passou um período, ainda durante a guerra, trabalhando em navios que caçavam submarinos na costa brasileira. Hoje, Santos é conhecido, na comunidade onde vive, pelo apelido de Marujo. E se orgulha de um certificado e uma medalha que recebeu em reconhecimento por seus serviços durante a guerra. 
Mas ele também é famoso por suas proezas futebolísticas, jogando como meio de campo em vários grandes times brasileiros na década de 1940. "Naquela época, não existiam jogadores profissionais, éramos todos amadores", diz. "Joguei para o Fluminense, Botafogo, Vasco da Gama... Os jogadores eram todos vendedores de jornais e lustradores de sapatos".
Hoje, Santos vive uma vida tranquila com a esposa, Guilhermina, no sudoeste do Brasil. Eles estão casados há 61 anos. "Eu gosto de tocar meu trompete, de sentar na varanda e tomar uma cerveja gelada. Tenho muitos amigos e eles sempre aparecem para bater papo", conta.
As lembranças do tempo difícil que passou na fazenda, no entanto, são difíceis de apagar.
"Quem diz que sempre teve uma vida boa desde que nasceu está mentindo", diz Santos. "Na vida de todo mundo acontecem coisas ruins."

Disponível em: http://noticias.terra.com.br/





sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Pedidos de dispensa britâncios na Primeira Guerra Mundial são divulgados

Soldados britânicos durante a Primeira Guerra Mundial.

Os pedidos de dispensa por parte de recrutas britânicos para não combater na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o que rompe com o mito do país unido para lutar no front, podem ser consultados a partir de quarta-feira nos Arquivos nacionais britânicos.
Os 11.307 documentos colocados à disposição na internet pertencem a um tribunal de Middlesex (sudeste), afetam 8.000 recrutas e têm valor especial porque sobreviveram à destruição ordenada após a guerra pelo governo, que queria eliminar a memória de um episódio considerado pouco glorioso.
Os de Middlesex são um dos únicos arquivos deste tipo que sobreviveram à destruição.
John Gordon Shallis foi um dos poucos que foi isento de ir ao front quando, em 1916, o governo decidiu recorrer ao recrutamento forçado.
Convocado a servir, este trabalhador alegou que havia perdido seus quatro irmãos na guerra e que sua mãe não podia sobreviver depois de ter quebrado uma perna. O presidente do tribunal considerou que a mãe tinha "direito ao conforto de ter ao seu lado seu único filho vivo". Shallis morreu em 1975.
Muito mais severos foram com Harry George Ward, que pediu para não ir à guerra "por razões de consciência baseadas em suas convicções socialistas". "Sendo socialista, você não pode ter consciência", respondeu o tribunal, integrado por juízes, parlamentares e autoridades locais.
A maioria das demandas não era de objetores de consciência, mas de pessoas que alegavam razões médicas ou familiares, e muitas receberam respostas favoráveis.
Dos 8.000 recrutas que apelaram no Tribunal de Middlesex, 26 foram isentos sem reservas. Outros 581 com condições, como, por exemplo, que conservassem o emprego, e apenas 2.831 temporariamente, em geral para que organizassem sua situação profissional.
Charles Ruben Busby, açougueiro, conseguiu escapar do alistamento até que um vizinho enviou uma carta anônima se queixando de que outros "homens casados haviam sido obrigados a fechar seu negócio e partir" ao front.
"Estes documentos oferecem uma perspectiva diferente da Primeira Guerra Mundial" que "revela o impacto da guerra no território nacional", considerou Chris Barnes, dos Arquivos Nacionais.
Disponível em: http://www.em.com.br/
CRÉDITO DA IMAGEM: http://www.estadao.com.br/

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A História de uma Civilização corre Perigo

Bagdá, gravura de 1880.

Berço de civilizações com mais de 8 mil anos, o Iraque, com 435 mil quilômetros quadrados, está situado exatamente sobre a antiga Mesopotâmia - o vale entre os rios Tigre e Eufrates. Ali nasceram a escrita e a legislação, a agricultura e a metalurgia. Sumérios, assírios, acádios e babilônios construíram centros comerciais e religiosos, esculpiram obras magníficas e templos exuberantes. Todo esse legado inestimável foi (e ainda está) ameaçado pela investida militar dos Estados Unidos, em março e abril deste ano.

Antes de o conflito começar, os especialistas da Unesco alertaram para o perigo de bombardeios em cerca de 4 mil sítios arqueológicos do país (há pelo menos 25 mil no Iraque), além do risco de saques. O governo americano prometeu preservar os sítios e evitar os roubos, mas o que se viu após as tropas invadirem a capital, Bagdá, por exemplo, foi bem diferente: o Museu Nacional do Iraque - o mais importante museu mesopotâmico do mundo, com um acervo de 170 mil peças - foi saqueado. "Nos sítios arqueológicos que estavam sob proteção do Exército iraquiano houve pouco ou nenhum estrago, até onde pudemos observar", diz o professor de arqueologia McGuire Gibson, da Universidade de Chicago, que esteve em Bagdá, em junho. No entanto, segundo ele, a situação do patrimônio cultural e arqueológico é muito ruim. "Já esperávamos os saques e a destruição, o que surpreendeu foi a escala em que isso ocorreu", afirma. A Unesco diz que só o Museu Nacional perdeu 6 mil peças - mas o trabalho de contagem ainda deve levar meses.

A maioria dos sítios escapou das bombas, mas não dos vândalos e saqueadores. Em Babilônia, o museu e a casa do diretor do sítio foram saqueados. Em Nínive, buracos de bala foram feitos no palácio de Sennacherib e em Nimrud ladrões levaram objetos e pedaços da parede de um templo que ainda estava sendo escavado. "Em Hatra, estátuas e arcos de monumentos foram destruídos a tiros", diz Gibson. No sul do país, região mais atingida pelas tropas americanas, a situação foi ainda pior. "Alguns sítios sumérios, como Umma, Zabalam, Isin e Umm al-Aqarib, podem estar totalmente perdidos", afirma.

O dia seguinte. Texto de Cláudia Castro Lima. Revista Aventuras na História. São Paulo: Abril, 2003.

     
uma organização armada vinculada à Al Qaeda, voltou a atrair a atenção de Washington para o país que pretendia ter deixado para trás permanentemente. A administração do presidente Barack Obama descartou toda intervenção militar direta, passados dois anos desde que os últimos soldados de combate norte-americanos abandonaram o Iraque em dezembro de 2011. (O Iraque ressurge no radar dos Estados Unidos pela queda de Faluja. 10/1/2014. Texto de Jim Lobe, da IPS).

Parece que, atualmente, o patrimônio histórico do país não corre perigo. Mas novos conflitos, como manifestações de organizações armadas, podem gerar novas tensões e fazer com que a história de uma civilização inteira volte a ser ameaçada.


CRÉDITO DA IMAGEM: http://www.mesopot.com/

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Tarzan e o Imperialismo

Capa da revista The All-Story Magazine, Outubro de 1912.

Tarzan é um personagem criado pelo escritor Edgar Rice Burroughs na revista All-Story Magazine em 1912 e em formato de livro em 1914. Tarzan foi criado desde criança por macacos na África. Filho de um casal de aristocratas ingleses que morreram em um naufrágio na costa africana, seu nome verdadeiro era John Clayton III, Lorde Greystoke. Tarzan fez sucesso entre os leitores. Seu sucesso passou de histórias em quadrinho e até virou filme.

Nas histórias de Edgar, Tarzan aprendeu a ler sozinho, com um livro encontrado em uma cabana. Tarzan tinha sentimentos nobres e humanos e defendia valores iguais aos da sociedade em que viveu o escritor. O personagem era um cavaleiro da "Era Vitoriana", "civilizado", incapaz de praticar violência, justiceiro e, é claro, "superior" aos africanos. Em síntese, Tarzan é uma grande propaganda do Imperialismo europeu sobre os povos africanos, entre os séculos 19 e 20.

As potências europeias justificavam a sua dominação afirmando que os europeus tinham o papel de difundir entre os povos "bárbaros" e "atrasados" os ideais de "civilização". O real objetivo não era esse. O que os europeus tinham em mente era a incessante busca por novos mercados consumidores e a obtenção de matéria-prima barata.

Assim como em muitas obras de ficção da época, a África é vista de forma errada e deformada, bem distante da realidade. O imaginário que os estrangeiros tinham,servia para dar imagens negativas dos africanos, consolidando a crença de que aquele era um continente monstruoso e destituído de civilização. De acordo com a Sociologia, os indivíduos da espécie humana só se tornam verdadeiramente humanos por intermédio da convivência e da interação em um meio social, com seres da sua espécie. Tarzan era um  "talento nato", desbravando um continente selvagem e legitimando os interesses imperialistas de dominação econômica e ideológica sobre os povos africanos entre os séculos 19 e 20. 


CRÉDITO DA IMAGEM: http://commons.wikimedia.org/





terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Publicações Raras e Documentos Históricos são alvos de Quadrilhas

Acervos de livros raros nem sempre recebem do Estado a atenção devida, mas são mina de ouro para quem entende do assunto. A combinação desses fatores, descaso e valor, leva a crimes milionários.

Exemplo notório disso ocorreu em 2012, quando o italiano Marino Massimo de Caro foi preso por furtar mais de mil livros da Biblioteca Girolamini, instituição napolitana da qual tinha sido nomeado diretor meses antes.

No Brasil, bibliotecários e investigadores afirmam que furtos e roubos de livros raros se multiplicaram em dez anos, embora não seja possível mensurá-los —sobretudo devido ao silêncio de vítimas, que não raro só descobrem os crimes quando as obras reaparecem.


Mais de dez grandes casos foram noticiados no país desde 2003. Em vários, há um denominador comum, segundo os investigadores: um ex-estudante de biblioteconomia acusado de comandar uma quadrilha em todo o país (veja alguns casos acima).

Esse cenário que tem como predadores amantes dos livros, gente que em teoria gostaria de preservá-los, inspirou a americana Allison Hoover Bartlett a escrever "O Homem que Amava Muito os Livros", lançado pela Seoman no último semestre.

O livro acompanha, ao longo da última década, a história do ladrão John Charles Gilkey e do "bibliodetetive" Ken Sanders. "Em séculos de furtos do gênero, os grandes criminosos foram clérigos ou bibliotecários, gente apaixonada por livros. Uns fazem isso por dinheiro; outros, pela impressão de que os colegas não lhes dão o devido valor", diz a jornalista à Folha.

Gilkey tem como alvo vendedores de livros raros e como método o uso de números de cartões de crédito alheios. Foi preso e solto mais de uma vez, e sempre se beneficiou do sigilo que os colecionadores, constrangidos pelos furtos, mantêm sobre os casos.

ÁPICE

"O ano de 2003 não é apenas um ápice [no roubo de obras raras no Brasil]. Há ali uma alteração de perfil", escreveu a pesquisadora Beatriz Kushnir, diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, em artigo de 2009.

Referindo-se à descoberta, pela Polícia Federal, do furto de 2.000 itens do Itamaraty, no Rio, em 2003, ela diz que o caso "aponta para um novo alvo: papéis históricos, mais fáceis de transportar."

"Até chegar a livros e documentos, há uma evolução. No roubo de arte sacra, é mais fácil mapear a origem. Livros e documentos são suportes com mais de uma cópia, o que facilita a desova da mercadoria", afirma Kushnir à Folha. Ela fez pós-doutorado no tema depois que, em 2006, descobriu um furto de mais de 3.000 itens do Arquivo Geral.

Parte do acervo levado, como 87 gravuras de Jean-Baptiste Debret (1768-1848), repareceu em 2007, quando foi preso pela segunda vez o homem que delegados da PF definem como o maior criminoso do gênero no país hoje.

BANCA DE LIVROS

Laéssio Rodrigues de Oliveira, 41, estudou biblioteconomia na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e, no início dos anos 2000, teve uma banca de livros usados perto da Biblioteca Mário de Andrade.

Foi detido pela primeira vez em 2004, após denúncia de um vendedor que comprara dele, por R$ 2.000, "De Medicina Brasiliensi" (1648), de Willem Piso. O livro, avaliado em até R$ 70 mil, pertencia ao Museu Nacional.

Quando a polícia localizou Laéssio, achou com ele itens de instituições como o Arquivo Histórico de Blumenau e a Mário de Andrade. Meses depois, estava em liberdade.

"Creio que 90% dos casos de furto do gênero no Brasil têm a ver com Laéssio e a quadrilha dele. Comete de furtos, passando-se por pesquisador, a assaltos", diz o delegado da Polícia Federal Fabio Scliar, que afirma ter interceptado cartas dele, de dentro da prisão, a comparsas de vários Estados.

Também delegado da PF, Alexandre Saraiva, responsável pela investigação que resultou na segunda prisão de Laéssio em 2007, destaca o conhecimento demonstrado por ele —tanto sobre obras quanto sobre o funcionamento de instituições—, o que o leva a crer que haja ajuda de funcionários nos crimes.
Dessa prisão, por tentativa de assalto à Casa de Rui Barbosa (em 2008, ainda detido, ele foi condenado por furto no Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico), Laéssio foi libertado no final de 2012.

Meses depois, Beatriz Kushnir recebeu cinco pacotes, com o nome do escritor João do Rio (1881-1921) como remetente, com alguns dos livros furtados em 2006 no Arquivo Geral.

"Minha hipótese é que há um depósito onde ele guarda o que não conseguiu comercializar. Espero que seja possível localizar esse depósito. Lá estará o acervo de várias instituições", diz.

Saraiva diz que é preciso que as instituições reforcem sua segurança. E ressalta a necessidade de se investigar os receptadores —em geral, "pessoas de classe altíssima".


"Esse tipo de crime acontece sob encomenda." Muitas vezes, o material sai do país.

Laéssio responde hoje a mais de dez inquéritos. Após quase um ano em liberdade, foi detido novamente no fim de 2013, acusado de ser o mentor de um assalto à mão armada ao Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) de Campinas. Está hoje no Centro de Detenção Provisória de Hortolândia. 


Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Propagandas da Primeira Guerra Mundial

 "Eu Quero Você para o Exército dos EUA"

A Primeira Guerra Mundial permitiu que a propaganda deixasse de ser vista apenas como uma estratégia de mercado e passou a ser percebida como uma ferramenta de guerra. Nas escolas, nas igrejas, ruas e esquinas, cada nação envolvida na Primeira Guerra Mundial utilizava-se de cartazes de propaganda como um meio de justificar ao seu povo o envolvimento na guerra e conquistar mais recursos para sustentar a campanha militar. As propagandas atraíam mais e mais soldados e alimentavam o patriotismo dos diferentes povos envolvidos no conflito.

o país que mais utilizou a propaganda durante a guerra foi os Estados Unidos. Apesar de sua entrada tardia no conflito, o governo americano na época contratou o jornalista Walter Lippman e o psicólogo Edward Bernays para elaborar estratégias que permitisse uma opinião pública favorável à guerra, ou seja, os Norte-americanos deveriam querer a entrada de seu país na guerra, ao lado da Inglaterra e contra a Alemanha.

 " Acorde, América! Civilização chama cada homem, mulher ou criança." - Propaganda Americana.


 " Conquistamos a colina, junte-se a nós e ajude-nos a mantê-la" - Propaganda Australiana.


 "Seu país precisa de você" - Propaganda Britânica.


 "Em que lado da janela você está ?" - Propaganda Americana.


“Quatro razões para comprar bônus de guerra” - Propaganda Canadense.


“União do Império Britânico: ‘Uma vez alemão – sempre alemão’ - Propaganda Britânica.


CRÉDITO DAS IMAGENS:  http://educador.brasilescola.com
                                    http://www.historia.uff.br